Estado do Rio de Janeiro

ADPF das Favelas: Moraes dá 30 dias para PGR analisar plano de reocupação no RJ

Comunidade do Rio de Janeiro incluída no plano de reocupação territorial analisado pelo STF

ADPF das Favelas: Moraes dá 30 dias para PGR analisar plano de reocupação no RJ | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A segurança pública está entre as principais preocupações dos moradores do Rio de Janeiro, em meio ao avanço da violência e à atuação de organizações criminosas. Enquanto o tema ganha espaço nas eleições de 2026, a população ainda aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o plano de reocupação territorial apresentado pelo governo estadual na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas.

O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (17), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise o Plano Estratégico de Reocupação Territorial e apresente sua manifestação em até 30 dias. A decisão ocorre oito meses depois de o governo do Rio encaminhar a proposta ao STF, em dezembro de 2025.

Segundo Moraes, o plano precisa de uma avaliação mais detalhada antes que o Supremo decida sobre sua implementação. A proposta prevê a retomada de territórios dominados por organizações criminosas com atuação integrada das forças de segurança e de outros órgãos públicos.

O que prevê o plano de reocupação do RJ

O projeto prevê a instalação de Bases Integradas de Segurança Territorial (BISTs) com funcionamento 24 horas, policiamento comunitário e uso de tecnologias de monitoramento.

Além da segurança, o plano inclui medidas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, regularização fundiária, geração de emprego e empreendedorismo.

O projeto-piloto foi planejado para Rio das Pedras, Gardênia Azul e Muzema, na Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o governo estadual, a região reúne cerca de 85 mil moradores. A estimativa é que a iniciativa possa chegar a até 1,2 milhão de pessoas caso seja ampliada.

A proposta está organizada em cinco eixos:
• Segurança Pública e Justiça;
• Desenvolvimento Social;
• Urbanismo e Infraestrutura;
• Desenvolvimento Econômico;
• Governança e Sustentabilidade.

Cada território deverá ter um planejamento específico, com participação dos moradores no acompanhamento das ações.

Governo criou estrutura para acompanhar plano

Em julho, o governo estadual criou a Política Estadual de Reocupação Territorial e gabinetes responsáveis pela coordenação e pelo monitoramento das ações previstas no programa.

Apesar das medidas adotadas pelo Estado, a execução do plano ainda depende da análise do STF.

 

Maria Inez Magalhães
Maria Inez Magalhães é editora sênior e repórter especial do Folha do Leste. Jornalista formada pela FACHA, possui mais de 20 anos de experiência, com passagens marcantes pelo jornal O Dia como chefe de reportagem e repórter de Segurança Pública. Especialista em Direitos Humanos, atua na assessoria da ONG Rio de Paz e possui histórico na assessoria de imprensa da ALERJ. É produtora dos documentários ‘Patrícia Acioli, Juíza do Povo’ e ‘Cadê Você?’, além de idealizadora da coluna É O BICHO.

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