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Glory to the Heroes estreia na Steam com drones FPV e batalhas para 48 jogadores

Soldados em cenário de combate de Glory to the Heroes, simulador militar ambientado na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Glory to the Heroes estreia na Steam com drones FPV e batalhas para 48 jogadores | Divulgação/Steam

Um novo jogo de guerra chegou à Steam com uma proposta diferente dos shooters militares tradicionais. Lançado em acesso antecipado na sexta-feira (9), Glory to the Heroes coloca os participantes em batalhas inspiradas na guerra entre Rússia e Ucrânia, com drones FPV, combates para até 48 jogadores e cenários baseados em localidades reais.

Desenvolvido pela Deaf Tone Games, o título combina simulação militar, sobrevivência e progressão persistente. Em vez de assumir o papel de um super soldado, o jogador controla um combatente comum, sujeito a ferimentos, perda de equipamentos e riscos durante as operações.

O lançamento ocorreu em 9 de outubro de 2026, às 13h pelo horário de Brasília, exclusivamente para computadores com Windows. A versão inicial inclui três mapas históricos, dois modos principais e suporte a português brasileiro na interface e nas legendas.

Entretanto, o jogo ainda está em desenvolvimento. Tanques controlados por jogadores, artilharia operável e campanha narrativa completa fazem parte dos planos futuros e não devem ser confundidos com conteúdos já disponíveis.

Glory to the Heroes permite controlar drones FPV durante as batalhas

Uma das principais características de Glory to the Heroes é a presença de drones FPV, equipamentos que transmitem imagens de uma câmera embarcada para o operador.

O jogo representa parte das limitações envolvidas nessa operação, incluindo autonomia da bateria, qualidade do sinal e vulnerabilidade do piloto.

Segundo a Deaf Tone Games, o sistema envolve o drone, um transmissor e óculos utilizados para acompanhar o voo em primeira pessoa.

Enquanto controla o equipamento, o personagem continua fisicamente presente no campo de batalha. Isso significa que pode ser surpreendido por adversários caso escolha um local desprotegido para realizar a operação.

A utilização de drones também depende do mapa e dos equipamentos disponíveis para cada missão.

Outro detalhe é o suporte a controles remotos compatíveis com a operação de drones FPV, além de gamepads destinados especificamente a essa função.

Entretanto, essa compatibilidade não se estende automaticamente ao restante do jogo. A desenvolvedora recomenda mouse e teclado para controlar o soldado.

Jogo recria locais reais da guerra entre Rússia e Ucrânia

A primeira versão de acesso antecipado apresenta três mapas baseados em áreas de combate reais, utilizando referências geográficas para reconstruir terrenos e estruturas.

O primeiro é Krynky, localidade próxima ao rio Dnipro, representada com áreas abertas, vegetação e rotas de aproximação expostas.

Outro cenário é Chasiv Yar — Canal, que apresenta edifícios residenciais, porões, ruas destruídas e diferentes possibilidades de observação e deslocamento.

O terceiro mapa é Izium Machine-building Plant, ambientado em uma região industrial com galpões, garagens e construções próximas.

A desenvolvedora afirma utilizar dados reais de relevo e técnicas de reconstrução geográfica para desenvolver os ambientes.

Isso não significa, porém, que cada construção ou acontecimento histórico esteja reproduzido com precisão documental absoluta. A representação continua sendo uma simulação desenvolvida para videogame.

O contexto também exige cuidado. O conflito retratado é uma guerra real, com consequências humanas e políticas que não podem ser reduzidas às mecânicas de entretenimento.

Partidas podem reunir até 48 jogadores

O multiplayer oferece dois formatos principais: Contact e Operations.

No modo Contact, partidas organizadas pelo matchmaking recebem entre 24 e 48 participantes. As equipes disputam uma sequência de objetivos, enquanto a linha de frente muda conforme os avanços e recuos.

Já Operations utiliza servidores persistentes, nos quais os participantes encontram maior liberdade para escolher áreas de ataque, defesa e deslocamento.

Esse formato permite a entrada e saída de jogadores durante a continuidade das operações, respeitando as condições estabelecidas pelo servidor.

As sessões de PvPvE podem reunir até 48 participantes, enquanto o cooperativo PvE comporta até 24 jogadores.

Há ainda uma modalidade de treinamento PvE offline. Entretanto, o progresso realizado nesse ambiente não é transferido para o personagem utilizado nas partidas online.

Morrer pode significar perder armas e equipamentos

Uma característica importante de Glory to the Heroes está na combinação entre objetivos coletivos e progressão individual persistente.

O personagem mantém dinheiro, equipamentos armazenados, tarefas e outros elementos de evolução entre as partidas online.

Entretanto, morrer durante uma operação pode provocar a perda dos itens transportados, mesmo quando a equipe consegue vencer a batalha.

O jogador também pode receber equipamentos básicos fornecidos por sua facção. Esses kits permitem participar dos combates sem arriscar necessariamente todo o inventário pessoal.

Já as armas e os objetos adquiridos individualmente exigem mais cuidado durante o deslocamento e a retirada do campo de batalha.

A mecânica lembra determinados elementos dos extraction shooters, mas Glory to the Heroes não se limita à extração de equipamentos.

A disputa por posições, a defesa de áreas e a conquista dos objetivos militares continuam sendo partes centrais da experiência.

Ferimentos, munição e comunicação afetam o combate

A proposta de simulação também aparece nos sistemas de sobrevivência.

O personagem pode sofrer sangramentos, perda de sangue, dor e lesões nos membros, situações que afetam seu funcionamento durante uma operação.

Os participantes precisam administrar suprimentos médicos e considerar as consequências de continuar combatendo sem tratamento adequado.

A desenvolvedora também inclui efeitos relacionados à audição. Disparos e explosões podem comprometer a percepção sonora, enquanto equipamentos específicos oferecem diferentes formas de proteção.

Outro elemento importante é a comunicação entre soldados. O jogo possui chat de voz por proximidade e rádios de campo.

Entretanto, esses dispositivos não representam comunicação ilimitada. O funcionamento depende dos equipamentos utilizados, e transmissões próximas podem ser percebidas por adversários.

Essas mecânicas procuram valorizar coordenação de equipe, posicionamento e gerenciamento de recursos, em vez de depender exclusivamente da precisão dos disparos.

Glory to the Heroes exige até 32 GB de RAM nos requisitos recomendados

A configuração mínima publicada na Steam inclui 16 GB de memória RAM, processador AMD Ryzen 5 1600X ou Intel Core i5-7600K e placa gráfica equivalente às opções indicadas pela desenvolvedora.

Entre as GPUs listadas estão GeForce GTX 1080, RTX 3060 e Radeon RX 5700.

Para a configuração recomendada, a exigência sobe para 32 GB de RAM, com opções de processador como Ryzen 7 3700X ou Core i5-9600K.

Na parte gráfica, a empresa menciona Radeon RX 7600 XT, GeForce RTX 5070 ou RTX 4070 Ti.

O jogo também exige 45 GB de espaço disponível e conexão de banda larga para as modalidades online.

Entretanto, esses requisitos não especificam uma meta universal de resolução e FPS. Por isso, não permitem afirmar que determinada configuração entregará 60 quadros por segundo em todas as situações.

O desempenho também poderá mudar durante o desenvolvimento, conforme novas otimizações e conteúdos forem adicionados.

Jogo tem português brasileiro e desconto de lançamento

Glory to the Heroes está disponível na Steam para computadores com Windows, em acesso antecipado.

A versão inicial oferece interface e legendas em português brasileiro, enquanto a dublagem disponível é em ucraniano.

O preço internacional anunciado pela Deaf Tone Games é de US$ 29,99, com política de preços regionais e promoção temporária de lançamento.

A loja também apresenta desconto inicial de 10%. O valor efetivamente cobrado em reais deve ser conferido na conta brasileira da Steam.

A compatibilidade com Steam Deck permanece sem classificação confirmada, e o estúdio não anunciou versões para PlayStation ou Xbox.

Tanques e campanha completa ficam para futuras atualizações

A Deaf Tone Games pretende ampliar o projeto durante o período de acesso antecipado, que poderá se estender por aproximadamente 24 meses, segundo sua estimativa inicial.

Entre os conteúdos planejados estão veículos blindados de combate, tanques, artilharia controlada por jogadores e novos mapas.

A empresa também pretende adicionar cenários como Serebryansky Forest e Battle of Antonov Airport, além de expandir as operações na região de Izium.

A campanha narrativa individual completa está prevista para uma etapa posterior, possivelmente durante o acesso antecipado ou na versão 1.0.

Entretanto, não existem datas definitivas para a chegada de todos esses recursos. O cronograma poderá mudar conforme o desenvolvimento e a resposta dos participantes.

Por enquanto, Glory to the Heroes oferece uma experiência concentrada em combate de infantaria, operações cooperativas e multiplayer tático.

O diferencial está na tentativa de representar tecnologias e situações associadas à guerra contemporânea, incluindo drones, comunicação de campo e sobrevivência.

Para quem acompanha simuladores militares, o lançamento apresenta uma proposta ambiciosa. Entretanto, o estágio de acesso antecipado exige cautela, pois desempenho, equilíbrio e quantidade de conteúdo ainda dependem de novas atualizações.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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