Into the Radius 2 chega hoje ao PS VR2 com armas que emperram, inimigos que flanqueiam e eye tracking | Divulgação
Into the Radius 2 chega nesta quinta-feira, 8 de outubro, ao PlayStation VR2, levando ao headset da Sony uma experiência de sobrevivência em primeira pessoa na qual errar a manutenção da arma pode ser tão perigoso quanto ignorar um inimigo escondido na névoa.
A versão de PS5 exige PlayStation VR2 e controles PS VR2 Sense e foi adaptada para aproveitar rastreamento ocular, renderização foveada, vibração no headset, gatilhos adaptativos e áudio 3D.
O lançamento estava originalmente marcado para 24 de setembro, mas a CM Immersive adiou a estreia em duas semanas depois de identificar problemas durante a fase final de certificação.
Agora, o jogo finalmente entra no catálogo do PS VR2 com a campanha completa para um jogador.
Hoje é lançamento no PS VR2, não estreia mundial
Into the Radius 2 já está disponível em outras plataformas há algum tempo.
A versão para PC VR saiu do acesso antecipado em abril de 2026, enquanto a edição de Quest recebeu sua versão completa em agosto.
Portanto, o fato novo desta quinta-feira é especificamente a chegada ao PlayStation VR2.
O Folha do Leste já havia antecipado o adiamento e a nova data de 8 de outubro. A pauta de hoje precisa avançar a cobertura: o que muda de fato ao jogar no hardware da Sony.
Eye tracking ajuda a concentrar qualidade onde o jogador olha
Um dos principais recursos específicos do PS VR2 é a renderização foveada com rastreamento ocular.
O headset acompanha para onde o usuário está olhando e permite concentrar mais qualidade gráfica justamente naquela região da imagem.
Áreas periféricas podem receber menos recursos sem que a perda seja tão perceptível.
Na prática, isso ajuda a equilibrar qualidade visual e desempenho num jogo que trabalha com neblina, longas distâncias e cenários abertos.
A versão final mira 60 FPS com reprojeção para 120 Hz
Existe uma correção importante em relação ao anúncio original.
Quando a versão para PS VR2 foi apresentada inicialmente, a CM Immersive falava em 90 FPS nativos.
Depois, o estúdio revisou essa meta.
Na versão final, o alvo passou a ser 60 FPS com reprojeção para 120 Hz, buscando uma experiência mais estável ao longo da campanha.
O Folha do Leste já havia registrado essa mudança na matéria anterior sobre o adiamento.
Isso evita repetir uma informação antiga que deixou de corresponder à configuração final planejada para lançamento.
O headset também vibra
O PS VR2 permite utilizar haptics no próprio headset.
Isso significa que determinados impactos, pulsos de anomalias e eventos do ambiente podem produzir resposta física diretamente na cabeça do jogador.
É um recurso discreto, mas particularmente interessante em terror e sobrevivência.
Uma explosão, impacto próximo ou anomalia pode ser percebida não apenas visualmente e pelo som, mas também como vibração.
Os controles Sense também recebem feedback próprio
Os controles PS VR2 Sense usam:
vibração;
gatilhos adaptativos;
rastreamento de movimento.
A CM Immersive afirma que diferentes ações de armas recebem respostas específicas.
O gatilho pode oferecer resistência diferente conforme a arma utilizada, enquanto vibrações ajudam a transmitir recuo, recarga, impacto e falhas mecânicas.
Num jogo que coloca grande ênfase em manuseio manual, esse tipo de feedback tem potencial para acrescentar bastante à sensação de presença.
Sua arma pode emperrar se você não cuidar dela
Esse continua sendo um dos melhores diferenciais de Into the Radius 2.
As armas não funcionam como ferramentas perfeitas que permanecem iguais durante toda a campanha.
O jogador precisa limpar, manter e cuidar do equipamento.
Ignorar manutenção pode fazer a arma falhar justamente quando aparece um inimigo.
Em VR, isso cria uma situação particularmente tensa porque resolver o problema também depende de manipulação física com os controles.
Não basta apertar um botão para “consertar”.
O sistema tenta aproximar cada etapa do funcionamento real da arma.
Mais de 50 armas aparecem na experiência completa
A versão 1.0 já disponível em outras plataformas inclui mais de 50 armas distribuídas por cerca de 25 tipos, segundo materiais divulgados anteriormente pelo estúdio.
Elas podem receber diferentes acessórios.
O jogador pode modificar componentes como:
miras;
carregadores;
coronhas;
handguards;
acessórios táticos.
Isso permite adaptar cada arma à maneira como o usuário prefere explorar a Zona.
Equipamento também precisa ser organizado fisicamente
Into the Radius 2 não trata inventário como uma simples grade abstrata.
O jogador configura:
colete;
mochila;
bolsos;
coldres;
armadura.
A posição de cada objeto interfere no acesso durante uma situação de perigo.
Guardar um carregador num lugar ruim pode tornar uma recarga mais lenta.
Colocar determinada ferramenta em região de fácil alcance pode economizar segundos quando surge uma anomalia.
É uma daquelas mecânicas que funcionam especialmente bem em VR porque organização virtual se transforma em gesto físico.
Até a pintura do equipamento pode ser alterada
Além da configuração funcional, existe personalização visual.
Armas e equipamentos podem receber sprays, acabamentos sólidos e padrões de camuflagem.
Essa característica não altera necessariamente eficiência, mas ajuda o jogador a criar uma identidade própria para o arsenal.
Num jogo em que boa parte da campanha acontece mexendo repetidamente nas mesmas armas e equipamentos, pequenas opções visuais ajudam a reforçar familiaridade com aquilo que o usuário carrega.
Mimics não ficam simplesmente esperando levar tiro
A inteligência artificial dos Mimics é outro ponto destacado na edição para PS VR2.
Esses inimigos podem:
procurar o jogador;
usar cobertura;
flanquear;
reagir ao que veem;
reagir ao que escutam.
Isso força um ritmo mais cauteloso.
Entrar numa área atirando indiscriminadamente pode revelar posição e permitir que inimigos se reorganizem.
O combate não depende apenas de pontaria, mas também de leitura do ambiente.
Existem inimigos invisíveis
Além dos Mimics, o jogo inclui Phantoms invisíveis, Fragments, Creeps e outras entidades.
Cada tipo trabalha uma forma diferente de ameaça.
Alguns podem ser percebidos mais facilmente pelo som.
Outros obrigam o jogador a observar sinais no ambiente.
A presença de áudio 3D no PS VR2 ganha importância justamente nesses encontros.
Se uma ameaça não aparece claramente diante dos olhos, ouvir de onde ela está vindo pode fazer diferença entre reagir a tempo ou perder recursos.
Anomalias podem explodir, eletrocutar e apagar luzes
Os inimigos não são o único perigo da Zona de Pechorsk.
Existem anomalias ambientais capazes de:
explodir em estilhaços;
produzir choques elétricos;
suprimir fontes de luz;
grudar no jogador antes de detonar;
empurrar violentamente o corpo virtual.
Isso obriga o usuário a examinar rotas antes de atravessar determinadas regiões.
Algumas áreas exigem equipamento específico.
Entrar preparado faz parte do jogo tanto quanto disparar.
Distortion Zones podem matar em segundos
As chamadas Distortion Zones representam regiões especialmente perigosas.
Sem equipamento antistorção apropriado, o jogador pode sofrer dano extremamente rápido.
Essas áreas servem como barreiras naturais e também como regiões de alto risco para exploração.
O design incentiva preparação antes de partir da base.
Uma expedição mal planejada pode terminar antes mesmo de encontrar inimigos.
O ciclo Tide muda inimigos e recursos
Outro sistema importante é o Tide.
Periodicamente, esse fenômeno reorganiza elementos da Zona.
Posições de inimigos e loot podem mudar, fazendo com que uma rota segura numa expedição não permaneça necessariamente igual na seguinte.
Isso evita que o jogador dependa exclusivamente de memorização.
Conhecer uma área ajuda, mas não elimina completamente o risco.
A Zona continua tentando quebrar rotinas.
O jogo tem fome e gerenciamento de recursos
Sobreviver também exige cuidar de necessidades básicas.
O jogador precisa administrar comida, munição, equipamentos e espaço disponível.
Levar itens demais aumenta a carga.
Levar pouco pode deixar a expedição sem recursos quando a situação piora.
Essa lógica força escolhas antes de sair da base.
Não existe inventário infinito capaz de carregar tudo que pode ser útil.
Cada slot ocupado precisa justificar seu peso.
A campanha chega completa no lançamento
Ao contrário de uma versão em acesso antecipado, o PS VR2 recebe a campanha completa para um jogador desde o primeiro dia.
A experiência inclui história dublada, missões principais e grande quantidade de tarefas opcionais.
A estrutura também utiliza diferentes áreas principais e regiões adicionais desbloqueadas ao longo da progressão.
Isso significa que o usuário do PS VR2 entra diretamente numa versão já amadurecida em outras plataformas.
O cooperativo ainda não chega hoje
Aqui existe uma diferença importante.
A versão de PC já possui cooperativo para múltiplos jogadores.
No PS VR2, porém, o lançamento desta quinta-feira é single-player.
A CM Immersive planeja adicionar cooperativo para duas pessoas gratuitamente durante o quarto trimestre de 2026.
Portanto, quem comprar hoje não deve esperar encontrar imediatamente um amigo dentro da Zona.
Essa funcionalidade chega depois.
Também não há cross-play confirmado
Não existe confirmação atual de cross-play entre PS VR2 e as versões de PC ou Quest.
O estúdio já afirmou anteriormente não possuir planos definidos para esse recurso.
Isso significa que mesmo quando o cooperativo chegar ao headset da Sony, não é seguro presumir que jogadores de plataformas diferentes poderão entrar juntos.
Qualquer mudança futura precisaria ser anunciada oficialmente.
A versão para PC já permite quatro jogadores
Esse é um contraste importante.
No PC, Into the Radius 2 recebeu posteriormente cooperativo para até quatro participantes.
No PS VR2, a atualização prometida é para dois.
Portanto, as versões não terão necessariamente paridade completa no multiplayer.
A edição de PlayStation prioriza nesta estreia a campanha solo e os recursos específicos do headset.
O áudio 3D é particularmente importante num jogo desses
Em muitos jogos, áudio 3D funciona principalmente como recurso de imersão.
Aqui ele também pode fornecer informação.
Passos.
Estalos.
Tiros.
Anomalias.
Movimentação de inimigos fora do campo de visão.
Tudo isso pode ajudar a identificar direção antes que o jogador enxergue o perigo.
Num headset que ocupa totalmente a visão, localizar uma ameaça pelo som se torna parte concreta da sobrevivência.
Jogar sentado ou em pé está confirmado
A PlayStation Store lista suporte aos dois estilos:
sentado;
em pé.
Não existe exigência de roomscale para começar.
Isso amplia acessibilidade física e permite adaptar a experiência ao espaço disponível.
Ainda assim, a movimentação artificial de um survival FPS pode provocar enjoo em pessoas sensíveis, algo que a própria Sony alerta nas páginas de jogos VR.
Into the Radius 2 exige PS5 e PS VR2
Parece óbvio, mas vale esclarecer.
A versão para PlayStation é exclusiva de:
PS5 + PlayStation VR2 + controles PS VR2 Sense.
Não funciona no PS4.
Também não funciona no primeiro PlayStation VR.
A Sony não oferece retrocompatibilidade entre jogos feitos especificamente para PS VR2 e o headset anterior.
Quem possui apenas o PS VR original não consegue acessar esta versão.
A estreia foi adiada por causa da certificação
Into the Radius 2 deveria ter chegado em 24 de setembro.
Poucos dias antes, a CM Immersive informou ter encontrado pontos que exigiam atenção durante o processo final de certificação.
O estúdio preferiu adiar o lançamento para 8 de outubro.
A empresa não detalhou publicamente quais problemas específicos provocaram a mudança.
Também não afirmou que existia falha de conteúdo ou que a campanha precisava ser refeita.
A justificativa divulgada foi técnica e ligada à certificação.
Duas semanas extras colocaram a versão novamente em análise
O intervalo entre as datas foi curto.
Isso sugere correções concentradas em problemas identificados durante a etapa final, e não uma reformulação estrutural do jogo.
Agora, a estreia oferece uma oportunidade interessante para observar se esse tempo adicional produziu uma versão estável.
Sem acesso prático à edição final, porém, seria incorreto afirmar que todos os problemas foram resolvidos.
A certificação garante apenas que a versão passou pelo processo necessário para chegar à plataforma.
A página brasileira da Store ainda pode exibir informação antiga
Existe uma inconsistência curiosa nas páginas regionais da PlayStation Store.
Enquanto a página norte-americana mais recente aponta 8 de outubro, às 14h UTC, equivalente a 11h em Brasília, a indexação brasileira ainda pode mostrar a data antiga de 24 de setembro.
Isso é um caso clássico de informação regional desatualizada.
Para horário de lançamento, a referência mais atual é a página americana já atualizada e o anúncio posterior do desenvolvedor.
A liberação está prevista para 11h de Brasília
A loja norte-americana indica desbloqueio às 14h UTC de 8 de outubro.
No horário de Brasília, isso corresponde a 11h desta quinta-feira.
Portanto, durante a manhã, o correto é tratar o jogo como “chega hoje”.
Depois das 11h, assim que a PlayStation Store confirmar disponibilidade efetiva, título e lead podem ser atualizados para “já está disponível”.
A oferta de Steam termina justamente hoje
Enquanto a versão de PS VR2 estreia, a edição de PC estava com 30% de desconto no Steam até 8 de outubro.
Nos Estados Unidos, isso reduziu temporariamente o preço de US$ 39,99 para US$ 27,99.
Preços regionais podem variar.
A coincidência cria duas opções diferentes nesta quinta-feira: quem possui PC VR encontra uma versão já madura e com multiplayer mais amplo, enquanto donos de PS VR2 recebem finalmente a edição adaptada ao hardware da Sony.
O PS VR2 ganha uma das experiências de sobrevivência mais físicas do VR
Into the Radius 2 não tenta impressionar apenas pela quantidade de inimigos.
O diferencial está na soma de pequenas tarefas.
Checar carregador.
Limpar arma.
Organizar mochila.
Preparar comida.
Montar equipamento.
Observar anomalias.
Escutar passos.
Escolher quando voltar para a base.
Esses sistemas tornam cada expedição uma sequência de decisões que começa antes de entrar na Zona.
O PS VR2 acrescenta outra camada física
A versão de PlayStation tenta fazer com que o hardware participe dessas decisões.
Gatilhos oferecem resistência.
Controles vibram.
O próprio headset responde a determinados eventos.
O eye tracking direciona processamento para onde o usuário está olhando.
O áudio ajuda a localizar perigos.
Nenhum desses recursos muda sozinho a estrutura do jogo, mas juntos podem tornar o mesmo sistema mais convincente dentro do headset.
A pergunta não é apenas se você sabe atirar
Esse é o aspecto que separa Into the Radius 2 de shooters VR mais diretos.
Pontaria importa.
Mas sobreviver também depende de preparação.
Uma arma mal cuidada pode falhar.
Uma mochila desorganizada pode atrasar uma reação.
Uma rota conhecida pode mudar depois do Tide.
Um inimigo pode tentar flanquear enquanto o jogador está concentrado em outra direção.
O erro raramente acontece sozinho.
Ele costuma nascer de uma sequência de pequenas decisões ruins.
Às 11h, a Zona finalmente abre no PS VR2
A espera durou duas semanas a mais que o planejado.
Agora, a versão para o headset da Sony chega com campanha completa, recursos próprios do PS VR2 e uma característica que continua definindo toda a experiência:
não basta carregar uma arma para estar preparado.
É preciso limpá-la.
Organizar munição.
Escolher equipamento.
Ouvir o ambiente.
Respeitar as anomalias.
E lembrar que, quando o inimigo decide flanquear, descobrir que seu rifle emperrou pode ser a pior maneira possível de perceber que você esqueceu alguma coisa na base.








