O Brasil terá três jogadores entre os 25 finalistas do Golden Boy 2026. Endrick, do Real Madrid, Estêvão, do Chelsea, e Rayan, do Bournemouth, apareceram nesta segunda-feira (5) na relação decisiva da premiação promovida pelo jornal italiano Tuttosport.
A presença do trio recoloca o futebol brasileiro na disputa por um troféu que não vem para o país há 17 anos. O último vencedor foi Alexandre Pato, em 2009. Um ano antes, Anderson havia inaugurado a lista de brasileiros premiados.
Agora, três atacantes formados no Brasil tentam encerrar esse intervalo, depois de sobreviverem a uma seleção que começou com 100 jogadores.
Brasil perdeu quatro nomes, mas manteve três na disputa
A primeira relação do Golden Boy 2026 saiu em maio e reunia sete brasileiros.
Além de Endrick, Estêvão e Rayan, também apareciam:
Kauã Elias — Shakhtar Donetsk
Souza — Tottenham
William Gomes — Porto
Vitor Reis — Manchester City
Com a redução de 100 para 25 candidatos, quatro brasileiros ficaram pelo caminho.
Ainda assim, o país preservou três representantes na fase decisiva, todos ligados a clubes de grande exposição no futebol europeu.
Endrick tenta repetir brasileiros depois de 17 anos
Entre os finalistas, Endrick carrega o peso de defender o Real Madrid e de já conviver com expectativas elevadas desde a saída do Palmeiras.
O atacante aparece na relação definitiva ao lado de Estêvão, outra revelação do futebol brasileiro que deixou o Palmeiras para atuar na Inglaterra, e de Rayan, hoje no Bournemouth depois de ganhar projeção no Vasco.
A presença simultânea dos três cria uma situação incomum: o Brasil entra na reta final da premiação com mais de um candidato capaz de atrair votos do júri europeu.
Isso, porém, também significa concorrência interna entre os próprios brasileiros.
Barcelona coloca três jogadores entre os 25
O Barcelona aparece entre os clubes com maior presença na lista final.
Pau Cubarsí, Marc Bernal e Xavi Espart representam o clube catalão entre os 25 candidatos.
Na distribuição apresentada pela organização, clubes ingleses concentram oito finalistas. A Espanha aparece com seis, enquanto a Alemanha soma cinco.
A Itália tem três representantes, Portugal aparece com dois e a França, com um.
Assim, embora o prêmio escolha um jogador individualmente, a lista também reflete a concentração dos principais jovens talentos em algumas das ligas mais fortes da Europa.
Como funciona a votação do Golden Boy
O vencedor não será definido por votação popular.
Um júri formado por 50 jornalistas de 27 países europeus escolherá o Golden Boy de 2026.
Cada jornalista poderá apontar cinco jogadores, distribuindo pontuação conforme a posição indicada.
Para participar da edição deste ano, o jogador precisa ter nascido a partir de 1º de janeiro de 2006 e atuar no futebol europeu.
Portanto, chegar aos 25 finalistas já representa passar por uma primeira seleção entre os principais atletas sub-21 em atividade no continente.
Brasil tenta voltar ao topo depois de Anderson e Pato
O histórico brasileiro no Golden Boy é curto, mas tem duas conquistas consecutivas.
Anderson venceu em 2008. Na época, defendia o Manchester United.
No ano seguinte, Alexandre Pato conquistou o prêmio em 2009, quando atuava pelo Milan.
Desde então, nenhum brasileiro voltou a vencer.
Se Endrick, Estêvão ou Rayan conquistar a edição de 2026, portanto, o Brasil encerrará 17 anos de espera.
Lista de vencedores reúne algumas das maiores estrelas do futebol
Criado para reconhecer os principais jovens do futebol europeu, o Golden Boy já antecipou carreiras que depois alcançaram o topo mundial.
Entre os vencedores aparecem:
Lionel Messi — 2005
Sergio Agüero — 2007
Kylian Mbappé — 2017
Erling Haaland — 2020
Jude Bellingham — 2023
Lamine Yamal — 2024
Em 2025, o prêmio ficou com Désiré Doué, do Paris Saint-Germain.
Agora, o Brasil chega à fase final de 2026 com três possibilidades de interromper seu maior período sem vencedores desde que conquistou o troféu pela primeira vez.
Endrick, Estêvão e Rayan sobreviveram ao corte de 100 para 25. A próxima disputa será pelos votos de 50 jornalistas europeus — e pela chance de colocar novamente um brasileiro no topo do Golden Boy.









