
Punição por uniforme pode tirar Botafogo da liderança e colocar Flamengo na ponta do Estadual de Remo | Juliana Andrade/CRF
Uma questão envolvendo o uniforme de um remador pode mudar a liderança do Campeonato Estadual de Remo do Rio de Janeiro às vésperas da decisão. O Flamengo aparece atualmente 10 pontos atrás do Botafogo, mas apresentou recurso contra uma punição sofrida na prova do Quatro Sem Sub-23.
A conta torna o caso decisivo. Se o recurso prosperar, o Flamengo recuperará 12 pontos. Assim, deixará uma desvantagem de dez e passará a ocupar a liderança com dois pontos sobre o Botafogo.
Tudo isso acontece depois de o Rubro-Negro vencer a 6ª Regata do Estadual, no sábado (3), na Lagoa Rodrigo de Freitas. Agora, resta apenas uma etapa para definir o campeonato.
O que aconteceu com o Flamengo
A controvérsia nasceu na prova do Quatro Sem Sub-23.
Segundo o Flamengo, sua guarnição recebeu uma punição por uma questão relacionada ao uniforme de um dos remadores. A decisão aplicada resultou na desclassificação da equipe.
O clube, entretanto, contesta a penalidade.
No recurso, o Flamengo sustenta que o Código de Regatas prevê outra consequência para a irregularidade: em vez da desclassificação, a guarnição deveria ficar na última posição da prova.
A discussão, portanto, não envolve o resultado obtido na água, mas qual punição o regulamento permite aplicar ao caso.
Recurso vale uma troca direta na liderança
O impacto matemático ajuda a explicar por que a decisão ganhou tanta importância.
Hoje:
Botafogo — 10 pontos à frente do Flamengo
Se o Flamengo recuperar os 12 pontos:
Flamengo — 2 pontos à frente do Botafogo
Ou seja, o julgamento pode provocar uma oscilação de 12 pontos na classificação e trocar o líder sem que nenhuma nova prova seja disputada.
Isso não significa que o Flamengo já tenha razão no recurso. O clube apresentou sua interpretação do regulamento, e a decisão cabe às instâncias responsáveis pela competição.
Até lá, o Botafogo permanece na liderança.
Código prevê diferentes tipos de penalidade
O Código de Regatas da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro estabelece diferentes sanções para violações das regras.
Entre elas aparecem repreensão, cartão amarelo, rebaixamento para o último lugar, cartão vermelho e desclassificação.
O próprio regulamento ressalva que o rebaixamento à última posição se aplica nos casos expressamente previstos.
É exatamente sobre a forma de enquadrar a irregularidade que Flamengo e organização precisam chegar a uma definição.
O código também estabelece os uniformes oficiais das associações filiadas. Para o Flamengo, constam modelos próprios para participação nas provas.
Entretanto, até aqui, não houve detalhamento público suficiente para afirmar qual elemento do uniforme originou a punição. Por isso, qualquer conclusão além da existência da irregularidade apontada extrapolaria as informações disponíveis.
Flamengo venceu a regata, mas Botafogo segue na frente
Enquanto o recurso permanece pendente, a disputa continuou na água.
O Flamengo venceu a 6ª Regata, depois de conquistar cinco provas ao longo da programação na Lagoa Rodrigo de Freitas.
O Botafogo venceu três. Já o Vasco terminou o dia com duas vitórias.
Piraquê e Guanabara também ganharam uma prova cada.
O desempenho manteve o Flamengo vivo na luta pelo campeonato, porém não resolveu a situação da classificação geral por causa da punição discutida no recurso.
Última regata acontece em novembro
O Estadual ainda reserva uma particularidade no calendário.
A etapa restante será a 4ª Regata, anteriormente adiada, apesar de a competição já ter realizado a sexta.
A prova decisiva está marcada para 7 de novembro, novamente no Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Portanto, Flamengo e Botafogo chegarão à última etapa separados por uma margem pequena de qualquer maneira.
A diferença está em saber quem entrará como líder.
Se a decisão atual permanecer, será o Botafogo, com dez pontos de vantagem. Se o Flamengo vencer o recurso e receber os 12 pontos reivindicados, o Rubro-Negro assumirá a ponta com dois.
Assim, antes da última disputa na água, uma decisão sobre o uniforme de um remador pode redesenhar completamente a corrida pelo título carioca de remo.








