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CAU intensifica fiscalização de obras e exercício profissional em Maricá

Fachada de edifício usada para ilustrar fiscalização de obras e arquitetura

CAU intensifica fiscalização de obras e exercício profissional em Maricá | Reprodução

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) intensifica ações de fiscalização em Maricá para verificar obras, serviços técnicos e o exercício profissional na cidade. Durante as diligências, os fiscais analisam se as atividades contam com profissionais habilitados e documentação de responsabilidade técnica.

A atuação inclui vistorias presenciais e pode alcançar obras residenciais, comerciais e outros serviços relacionados à Arquitetura e ao Urbanismo.

Além disso, o Conselho também recebe denúncias da população sobre possíveis irregularidades.

O que os fiscais verificam

Durante as visitas, as equipes procuram identificar quem responde tecnicamente pela obra ou pelo serviço.

Entre os principais pontos de fiscalização estão:

presença de profissional habilitado;

Registro de Responsabilidade Técnica, o RRT;

Anotação de Responsabilidade Técnica, a ART, quando aplicável;

placa de identificação da obra;

compatibilidade entre a atividade executada e a habilitação profissional.

A ausência de documentação não significa, automaticamente, punição imediata.

Em muitos casos, o responsável recebe orientação e prazo para regularizar a situação.

Fiscalização também combate exercício ilegal

Outro foco das ações é identificar pessoas que atuam em atividades privativas de arquitetos e urbanistas sem possuir habilitação profissional.

Nesse caso, o CAU pode abrir procedimento de fiscalização e adotar as medidas previstas em lei.

O objetivo é reduzir riscos relacionados a projetos ou obras conduzidos sem acompanhamento técnico adequado.

População pode denunciar irregularidades

Moradores também podem comunicar ao CAU suspeitas de exercício ilegal da profissão ou obras sem acompanhamento técnico.

A denúncia pode ser feita pela internet.

O cidadão pode optar por se identificar ou fazer a comunicação de forma anônima.

No entanto, somente denúncias identificadas permitem acompanhar o andamento da análise.

Fiscalização não acontece apenas por denúncia

As ações também podem ocorrer por iniciativa própria do Conselho.

Nesse modelo, os fiscais seguem um planejamento e percorrem áreas definidas previamente.

Durante as visitas, verificam obras e serviços em andamento e analisam a documentação encontrada no local.

Assim, uma obra pode receber fiscalização mesmo sem denúncia anterior.

Responsabilidade técnica ajuda a proteger proprietário

A presença de um profissional habilitado não atende apenas a uma obrigação administrativa.

Ela também define quem responde tecnicamente pelo projeto ou pela execução da obra.

Por isso, documentos como RRT e ART ajudam a identificar responsabilidades e oferecem maior segurança para proprietários, profissionais e terceiros envolvidos.

Maricá vive expansão urbana

A fiscalização ganha relevância em um município que registra forte expansão imobiliária e urbana.

Com novas construções, reformas e empreendimentos em diferentes regiões da cidade, cresce também a demanda por serviços técnicos ligados à Arquitetura, Engenharia e Urbanismo.

Nesse cenário, o trabalho dos conselhos profissionais acompanha a ampliação da atividade da construção civil.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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