
TST julga hoje greve da Caixa; decisão pode mudar atendimento nas agências | Valter Campanato/Agência Brasil
O Tribunal Superior do Trabalho julga nesta terça-feira (29), às 14h30, o dissídio coletivo da greve dos empregados da Caixa Econômica Federal. A decisão pode definir os próximos passos da paralisação, que começou em 10 de setembro e já afeta o atendimento em agências do país.
Até o julgamento, permanece válida a liminar que determina a manutenção de 60% dos empregados em atividade. A medida busca preservar serviços considerados essenciais sem impedir completamente o exercício do direito de greve.
O principal impasse envolve mudanças no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
Greve começou em 10 de setembro
Os trabalhadores iniciaram a paralisação após o fracasso das negociações sobre o novo acordo coletivo.
A Caixa chegou a apresentar propostas de reajuste salarial e mudanças no custeio do plano de saúde. Entretanto, entidades representativas dos empregados rejeitaram o modelo.
Segundo os sindicatos, o aumento dos custos do Saúde Caixa poderia reduzir ou até anular parte do ganho real previsto no reajuste salarial.
Já a Caixa argumenta que precisa ajustar o modelo de financiamento do plano para garantir sustentabilidade financeira.
TST determinou funcionamento mínimo de 60%
Na semana passada, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou que pelo menos 60% dos empregados permaneçam em atividade durante a greve.
A Caixa havia pedido um percentual de 80%.
O ministro, porém, fixou o limite em 60%, considerando a necessidade de manter serviços essenciais sem esvaziar completamente a paralisação.
Além disso, o TST manteve temporariamente as regras do acordo coletivo anterior até uma decisão definitiva.
Agências funcionam parcialmente
Depois da liminar, algumas agências voltaram a operar de forma parcial.
Ainda assim, o funcionamento varia conforme a unidade e a quantidade de empregados disponíveis.
Enquanto a situação não se resolve, a Caixa recomenda que os clientes utilizem canais alternativos.
Entre eles estão:
Caixa Tem; aplicativo Caixa; internet banking; caixas eletrônicos; lotéricas; correspondentes Caixa Aqui; Banco24Horas.
Também continuam disponíveis os canais telefônicos e aplicativos específicos do banco.
Plano de saúde está no centro do impasse
O principal ponto de conflito envolve o Saúde Caixa.
Atualmente, os empregados participam do custeio do plano e também pagam valores relacionados ao uso de determinados serviços.
A proposta discutida nas negociações prevê mudanças nesse modelo, incluindo cobrança diferenciada para dependentes e alterações na divisão das despesas entre o banco e os trabalhadores.
Os representantes dos empregados afirmam que o novo formato aumentaria significativamente os gastos das famílias.
Por outro lado, a Caixa sustenta que mudanças são necessárias para equilibrar as contas do plano.
Julgamento pode definir rumo da paralisação
O julgamento desta terça-feira pode estabelecer regras para encerrar ou reorganizar o conflito entre a Caixa e os trabalhadores.
O tribunal poderá analisar pontos relacionados ao acordo coletivo, ao plano de saúde e às condições da própria greve.
Por isso, a decisão pode afetar diretamente o funcionamento das agências nos próximos dias.
Caso o TST fixe novas condições, tanto a Caixa quanto os sindicatos terão de avaliar os próximos passos.
Atendimento digital continua disponível
Enquanto o impasse permanece, clientes que não conseguirem atendimento presencial podem recorrer aos canais digitais.
A própria Caixa mantém serviços por aplicativo, internet banking, caixas eletrônicos e lotéricas.
Portanto, operações simples, pagamentos e consultas continuam disponíveis sem necessidade de atendimento dentro da agência.








