
Maricá estuda ecobarreira no Rio Mumbuca para reter lixo | Divulgação/Ederson Porto/Prefeitura de Maricá
A Prefeitura de Maricá estuda a implantação de uma ecobarreira no Rio Mumbuca para conter lixo e outros resíduos sólidos levados pela água. O projeto-piloto ainda passa por estudos técnicos e, por enquanto, o município não informou quando instalará a estrutura.
Segundo a Prefeitura de Maricá, a Secretaria de Transição Climática e Resiliência Ambiental coordena a iniciativa. Além de retirar resíduos do rio, o projeto deverá pesar e classificar o material recolhido. Dessa forma, o município pretende identificar os tipos de lixo encontrados e orientar futuras ações ambientais.
A primeira experiência acontecerá no Rio Mumbuca. Depois disso, os resultados servirão para avaliar se Maricá deve levar ecobarreiras a outros cursos d’água.
Como funcionará a ecobarreira no Rio Mumbuca?
A estrutura prevista para o Rio Mumbuca terá formato modular e ficará instalada na superfície da água.
O sistema utilizará rede de nylon e cabos de aço. Ao mesmo tempo, aproveitará a própria correnteza para direcionar e interceptar materiais que estejam flutuando pelo rio.
Portanto, a estrutura não funcionará como uma barreira que interrompe o fluxo da água. O objetivo é reter principalmente os resíduos sólidos transportados pela correnteza.
A Prefeitura ainda não divulgou o ponto exato do Rio Mumbuca onde instalará o projeto-piloto.
Somar ficará responsável pela retirada do lixo
A operação envolverá dois órgãos municipais.
A Secretaria de Transição Climática e Resiliência Ambiental fará o acompanhamento periódico da ecobarreira. Quando a estrutura acumular resíduos, a Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar) fará a retirada do material.
Depois disso, as equipes vão pesar, classificar e encaminhar os resíduos para a destinação adequada.
Esse levantamento terá outra função. Com os dados, a Prefeitura pretende descobrir quais materiais aparecem com maior frequência no rio e onde ocorre maior concentração de resíduos.
O Folha do Leste mostrou recentemente o cronograma de coleta de lixo nos bairros de Maricá. No Centro e no bairro Mumbuca, por exemplo, a coleta domiciliar regular ocorre às terças, quintas e sábados no período noturno.
Dados podem definir novas ecobarreiras
A Prefeitura pretende usar o Rio Mumbuca como laboratório para avaliar o funcionamento do sistema.
Assim, quantidade, tipo e origem provável dos resíduos encontrados poderão ajudar o município a decidir onde instalar novas estruturas.
Segundo a administração municipal, uma eventual expansão levará em consideração as características de cada curso d’água, os locais com maior concentração de lixo e os resultados obtidos no primeiro projeto.
Por enquanto, contudo, não há número definido de novas ecobarreiras nem cronograma anunciado para expansão.
Projeto também mira efeitos das chuvas
A iniciativa integra as ações municipais relacionadas à resiliência climática.
Durante períodos de chuva intensa, a água pode carregar resíduos descartados em ruas, margens e outros pontos até rios e canais. Consequentemente, parte desse material chega aos sistemas lagunares e demais corpos hídricos.
Segundo o município, a ecobarreira pretende reduzir esse fluxo e, ao mesmo tempo, produzir informações para orientar medidas de educação ambiental.
“Começamos pelo Rio Mumbuca para aprender com essa experiência e, a partir dos resultados, avaliar a ampliação para outros pontos do município”, afirmou o secretário de Transição Climática e Resiliência Ambiental, Richard Alter.
Maricá já realizou outras intervenções ambientais no Rio Mumbuca. Em anos anteriores, o município executou obras de contenção e ações na faixa marginal de proteção do curso d’água.
Agora, o novo projeto concentra-se especificamente na retenção e análise dos resíduos sólidos flutuantes.








