Um incêndio destruiu praticamente toda a estrutura do restaurante Toca do Peixe, na Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo, e deixou um prejuízo estimado em mais de R$ 150 mil. O fogo atingiu o estabelecimento durante a madrugada de segunda-feira (14) e consumiu equipamentos, móveis, alimentos, bebidas e 15 refrigeradores.
Além das perdas materiais, o incêndio interrompeu a principal fonte de renda da família responsável pelo negócio e deixou funcionários temporariamente sem trabalho. Segundo os proprietários, aproximadamente 15 pessoas atuavam no restaurante durante os fins de semana.
A Defesa Civil interditou o imóvel, de acordo com a família, devido aos danos provocados pelo fogo em paredes e vigas. Com isso, ainda não existe previsão para a retomada das atividades.
Enquanto os proprietários calculam os prejuízos e tentam reconstruir o negócio, a Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio. Imagens de câmeras de segurança estão entre os elementos analisados pela 73ª DP (Neves).
Estoque de até R$ 40 mil foi destruído
O restaurante havia fechado por volta da meia-noite de domingo (13). Horas depois, as chamas tomaram o estabelecimento.
O proprietário, Anderson Silva de Sousa, de 51 anos, conhecido como Seu Sousa, estima que as perdas ultrapassem R$ 150 mil.
Somente o estoque estava avaliado entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. Mais de 250 caixas de cerveja, além de alimentos e outras bebidas armazenadas para os dias seguintes, foram destruídas.
Equipamentos de cozinha, móveis e utensílios também foram consumidos. Entre as perdas estão 15 refrigeradores utilizados pelo estabelecimento.
A temperatura alcançada durante o incêndio foi tão elevada que, segundo a família, garrafas armazenadas no restaurante derreteram e o vidro se transformou em um bloco.
“Foi tudo comprado item por item, ao longo dos anos. Perdemos praticamente tudo”, lamentou Anderson.
Restaurante foi interditado após incêndio
Os danos não ficaram restritos ao interior do estabelecimento.
Segundo os responsáveis pela Toca do Peixe, a Defesa Civil determinou a interdição do imóvel por causa das condições de paredes e vigas atingidas pelo fogo.
Por isso, antes de qualquer reconstrução, será necessário avaliar a segurança da estrutura e aguardar a liberação do espaço.
Anderson e a esposa, Ana Paula Moulin, administravam a Toca do Peixe havia mais de três anos. O restaurante representava a principal fonte de renda da família e empregava moradores da região.
Dessa forma, com o estabelecimento fechado, as atividades permanecem suspensas sem previsão de retorno.
Câmeras fazem parte da investigação
A investigação tenta esclarecer como o incêndio começou e identificar eventual responsável.
Sendo assim, segundo o relato dos proprietários, câmeras de segurança registraram um homem com o rosto coberto entrando duas vezes no restaurante durante a madrugada.
Assim, na segunda entrada, ele teria espalhado um líquido inflamável pelo estabelecimento antes do início das chamas.
Ainda conforme a família, uma das câmeras foi virada durante a invasão. Entretanto, outro equipamento permaneceu funcionando e registrou parte da movimentação.
O escritório do restaurante possuía computadores, mas, segundo Anderson, os equipamentos não foram levados.
A 73ª DP (Neves) analisa as gravações e realiza diligências. Até a última atualização, a Polícia Civil não havia divulgado a identificação de nenhum suspeito nem a motivação para o ocorrido.
Portanto, embora os registros sejam utilizados na apuração, a dinâmica, a autoria e a motivação do incêndio ainda dependem da conclusão da investigação.
Família tenta reconstruir a Toca do Peixe
Sem poder trabalhar no imóvel, a família iniciou uma campanha para levantar recursos destinados à reconstrução do restaurante.
Contudo, quem desejar contribuir deve confirmar qualquer chave ou informação bancária diretamente com os proprietários ou pelos canais oficiais da Toca do Peixe, evitando transferências para dados compartilhados por terceiros.
Enfim, a cerca de um mês antes do incêndio, o restaurante havia promovido um evento musical para tentar recuperar perdas provocadas pela redução do movimento durante o inverno e por um vendaval que danificou parte da estrutura.









