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Pode levar celular para votar nas Eleições 2026? Veja a regra

Eleitor diante de urna eletrônica durante ação da Justiça Eleitoral para as Eleições 2026

Pode levar celular para votar nas Eleições 2026? Veja a regra | Luiz Roberto/TSE

O eleitor pode levar o celular ao local de votação nas Eleições 2026, mas não poderá entrar com o aparelho na cabine da urna eletrônica. A proibição vale mesmo que o telefone esteja desligado.

Antes de se dirigir à urna, o eleitor deverá desligar o celular e depositá-lo, junto com os demais pertences, em um local próprio e visível tanto para ele quanto para a Mesa Receptora de Votos. O aparelho poderá ser recuperado assim que a votação terminar.

A regra estará em vigor no primeiro turno das Eleições 2026, em 4 de outubro, e também no segundo turno, onde houver. O objetivo é preservar o sigilo do voto, impedindo registros, transmissões ou qualquer forma de comprovação da escolha feita na urna.

Celular pode entrar na cabine se estiver desligado?

Não. A regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é expressa: celulares não podem ser levados à cabine de votação nem mesmo desligados.

Também não adianta deixar o aparelho no modo avião, bloquear a tela ou guardá-lo no bolso, na bolsa ou na mochila. Antes de entrar na cabine, o equipamento precisa ser deixado no espaço destinado à guarda dos pertences.

Além dos telefones celulares, a proibição alcança máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e qualquer instrumento capaz de comprometer o sigilo do voto.

Onde o celular fica enquanto o eleitor vota?

O eleitor não precisa deixar o celular em casa. Ele pode chegar com o aparelho à seção e utilizá-lo antes da votação, inclusive quando necessário para apresentar informações ou documentos digitais.

No entanto, antes de seguir para a urna, o celular deverá ser desligado e depositado em local próprio, juntamente com os demais pertences.

Segundo as regras estabelecidas pelo TSE para as Eleições 2026, esse espaço ficará à vista da Mesa Receptora e do próprio eleitor. Durante o voto, a Mesa será responsável pela guarda dos objetos. Depois, eles serão devolvidos ao eleitor.

Na prática, portanto, a orientação é simples: o celular pode chegar à seção eleitoral, mas não pode chegar à urna.

E quem usa o e-Título no celular?

O eleitor que utiliza o e-Título também poderá levar o telefone até a seção eleitoral. O aplicativo oficial da Justiça Eleitoral reúne informações como local de votação, situação eleitoral e outros serviços destinados ao eleitorado.

A existência do aplicativo no aparelho, entretanto, não cria uma exceção para a entrada do celular na cabine.

Depois dos procedimentos de identificação, o telefone deverá ser desligado e deixado no local indicado antes de o eleitor seguir para a urna.

Por isso, quem pretende usar o e-Título no dia da eleição deve ter atenção ao procedimento: o celular serve para a identificação e consultas antes da cabine, mas não acompanha o eleitor durante o voto.

As regras sobre os documentos aceitos na seção eleitoral fazem parte de outra dúvida frequente dos eleitores. O Folha do Leste também reúne em seu guia sobre o que pode e o que não pode fazer na hora de votar nas Eleições 2026 as principais orientações para o primeiro turno.

Posso fotografar meu voto na urna?

Não. Fotografar ou filmar o voto contraria a proteção ao sigilo assegurada pela legislação eleitoral.

A proibição de levar celular, câmera ou outro equipamento de registro à cabine impede justamente que o eleitor produza uma imagem ou gravação capaz de demonstrar em quem votou.

As normas consideram capaz de comprometer o sigilo qualquer instrumento que permita, direta ou indiretamente, registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita pelo eleitor na urna.

Portanto, não é permitido fazer foto da tela da urna, gravar vídeo do momento do voto ou usar qualquer outro equipamento para registrar a escolha eleitoral.

O que acontece se o eleitor se recusar a deixar o celular?

A recusa pode impedir a votação.

Se o eleitor não aceitar deixar o celular ou outro aparelho proibido antes de entrar na cabine, não será autorizado a votar enquanto mantiver o equipamento consigo.

Nesse caso, a presidência da Mesa Receptora deverá registrar a ocorrência em ata. Se houver necessidade, também poderá acionar a força policial, além de comunicar o fato ao juiz eleitoral.

A regulamentação das Eleições 2026 prevê ainda que, em seções onde houver necessidade e mediante solicitação da Justiça Eleitoral, poderão ser utilizados detectores portáteis de metal para impedir o uso de equipamentos eletrônicos na cabine.

Como levar os números dos candidatos sem usar o celular?

Quem costuma guardar os números dos candidatos no telefone precisa se preparar antes de entrar na cabine.

A alternativa é a tradicional cola eleitoral em papel, que pode ser levada pelo eleitor para consultar a sequência e os números de seus candidatos durante a votação.

Assim, em vez de depender do celular diante da urna, o eleitor pode anotar previamente as escolhas e levar o papel consigo. A medida também ajuda a agilizar a votação e reduzir o risco de esquecer algum número.

A cola eleitoral ganha importância especial em 2026 porque o eleitor fará várias escolhas na urna. O tema será detalhado pelo Folha do Leste em um guia específico sobre como levar os números dos candidatos para votar.

Celular nas Eleições 2026: veja a regra em resumo

Pode levar celular ao local de votação? Sim.

Pode entrar com celular na cabine? Não.

Pode entrar se o aparelho estiver desligado? Não.

Onde deixar o telefone? No local destinado à guarda dos pertences, à vista do eleitor e da Mesa Receptora.

O celular pode ser recuperado depois do voto? Sim.

Pode fotografar ou filmar o voto? Não.

E se o eleitor se recusar a entregar o aparelho? Não será autorizado a votar enquanto permanecer com o equipamento.

Portanto, quem for votar nas Eleições 2026 poderá sair de casa normalmente com o celular. O cuidado necessário começa dentro da seção eleitoral: antes de caminhar até a urna, o aparelho terá de ser desligado e deixado para trás.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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