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SURREAL: Tudo que você precisa saber sobre o Olhar Estendido da gameplay do GTA 6

Imagem de divulgação de Grand Theft Auto VI, da Rockstar Games, para reportagem sobre o gameplay estendido de 27 minutos

SURREAL: Tudo que você precisa saber sobre o Olhar Estendido do GTA 6 | Divulgação/Rockstar Games

A Rockstar abriu a maior janela até agora sobre GTA 6. O novo Olhar Estendido mostrou 27 minutos de gameplay nesta quinta-feira (27) e revelou um jogo muito mais denso que os trailers anteriores indicavam.

A prévia, exibida primeiro pela Netflix, detalhou sistemas de veículos, perseguição policial, roubo de carros, combate, dinheiro, atividades paralelas e a relação entre Jason e Lucia. A versão para YouTube estava programada para as 22h desta quinta.

Além do vídeo, o Flow Games publicou informações de uma visita de Davy Jones à Rockstar North, em Edimburgo, na Escócia. Na ocasião, ele acompanhou mais de duas horas de demonstração e conversou com Rob Nelson, líder de desenvolvimento e codiretor da Rockstar North.

O resultado é a imagem mais clara até agora do que a Rockstar quer fazer com Grand Theft Auto VI: um mundo aberto em que quase tudo conversa entre si. Um carro roubado pode ter pouco combustível, a fuga pode chamar a polícia, a roupa do personagem pode entrar na descrição do suspeito, o veículo pode ser vendido e o dinheiro obtido pode ajudar a avançar na campanha.

Leonida terá escala maior e mais interiores

O novo jogo se passa em Leonida, estado fictício inspirado na Flórida, com Vice City como grande centro urbano. Segundo Rob Nelson, a Vice City de GTA 6 sozinha tem o dobro do tamanho da Los Santos de GTA 5.

A diferença, porém, não está apenas no tamanho do mapa. A Rockstar aposta em densidade. O jogo terá muitas áreas urbanizadas fora de Vice City, cidades menores, lojas, lobbies de prédios, telhados, estabelecimentos e interiores acessíveis.

Depois das primeiras missões, o jogador poderá explorar boa parte do mundo aberto. A ideia é que o mapa não funcione apenas como cenário, mas como espaço cheio de sistemas, encontros, atividades e reações.

Carros terão combustível e elétricos poderão recarregar

Uma das novidades mais fortes está nos veículos. GTA 6 terá sistema funcional de combustível para carros e motos. Se o tanque esvaziar, o veículo para.

A Rockstar também incluiu carros elétricos, com pontos de recarga espalhados pelo mapa. Durante a demonstração, Davy Jones notou o símbolo de uma tomada em um estacionamento. Rob Nelson explicou que o ícone serve para carregar veículo elétrico.

O sistema não deve transformar o abastecimento em obrigação constante. Segundo o diretor, a ideia é criar situações emergentes sem irritar o jogador.

Na prática, uma fuga pode mudar completamente se Jason ou Lucia roubarem um carro quase sem combustível. O veículo pode parar antes de despistar a polícia, forçando improviso no meio da perseguição.

Roubar carros vira uma atividade própria

A Rockstar também aprofundou a mecânica que dá nome à série. Em GTA 6, roubar carros será mais complexo do que simplesmente apertar um botão.

Alguns veículos poderão exigir ferramentas específicas. Outros poderão ter alarmes, rastreadores ou chaves clonáveis. Também será possível quebrar vidro, usar equipamentos de arrombamento ou desbloquear recursos ao longo da progressão.

Os carros roubados poderão ser vendidos em Pay ‘n’ Sprays ou para receptadores especializados. O valor muda conforme o estado do veículo. Quanto mais danificado, menor o pagamento.

Segundo Rob Nelson, roubar carros é uma atividade central no jogo. A diferença agora é que o furto, a fuga, o estado do carro, o risco policial e o dinheiro obtido passam a se conectar com outros sistemas.

Dinheiro passa a importar mais

O dinheiro terá papel maior em GTA 6. Segundo Rob Nelson, a Rockstar quer que ele importe mais do que em qualquer jogo anterior da franquia.

Isso significa que o jogador não deve apenas seguir de uma missão principal para outra indefinidamente. Em determinados momentos, será necessário ganhar dinheiro no mundo aberto para avançar.

Entre as possibilidades citadas estão roubos a bancos, lojas, postos de gasolina, estabelecimentos financeiros, ações rápidas e venda de veículos roubados.

Também haverá diferença entre dinheiro carregado e dinheiro depositado. Se o personagem for preso, poderá perder o dinheiro que estiver levando. Já o valor guardado no banco será compartilhado entre Jason e Lucia.

Polícia vai reagir ao que realmente viu

O sistema policial também muda. Em vez de a polícia parecer saber tudo automaticamente, GTA 6 vai trabalhar com o que foi visto ou reportado.

Roupas, aparência, veículo, armas e presença de câmeras podem entrar na descrição do suspeito. Por isso, trocar de roupa ou de carro pode ajudar durante uma fuga.

O Pay ‘n’ Spray continua útil, mas não resolve tudo. Se o personagem estiver de moto, por exemplo, a polícia ainda pode reconhecer aparência, roupa ou outros elementos visuais.

A interface também será menos dependente do minimapa. A Rockstar quer que o jogador observe a tela para identificar ameaças, em vez de olhar apenas para ícones.

Jason e Lucia funcionam como dupla

A relação entre Jason e Lucia vai além da história. Os dois dividem dinheiro bancário, possuem um atributo compartilhado de relacionamento e podem trocar informações sobre onde estão.

Durante perseguições, um pode dirigir enquanto o outro atira. O jogador também poderá alternar entre os protagonistas em certas situações.

A dupla muda até o comportamento da polícia. Se os dois estiverem procurados e se separarem, parte da atenção policial pode seguir um deles, reduzindo a pressão sobre quem o jogador controla naquele momento.

A Rockstar tratou os protagonistas como uma dupla conectada, não apenas como dois personagens alternáveis.

Armas serão limitadas e porta-malas vira arsenal

GTA 6 vai abandonar a lógica do personagem que carrega um arsenal inteiro de forma invisível. Jason e Lucia poderão levar duas armas curtas e duas armas longas.

As armas maiores ficam visíveis no corpo. Isso pode influenciar a reação de NPCs e a atenção da polícia. A ideia é impedir situações em que o personagem tira uma escopeta ou um lança-foguetes do nada.

O porta-malas do veículo pessoal funcionará como extensão do arsenal. Armas e equipamentos poderão ficar guardados no carro, em sistema semelhante ao de Red Dead Redemption 2.

Também será possível armazenar roupas no veículo. Isso se conecta à polícia, já que trocar de visual pode dificultar a identificação.

Combate permite incapacitar sem matar

O combate terá novas camadas. Em GTA 6, será possível incapacitar inimigos sem necessariamente matá-los.

O jogo terá indicadores diferentes para acerto, incapacitação e morte. O amarelo indicará que o inimigo deixou de ser ameaça, mas não morreu.

Essa escolha se conecta ao Criminal Profile, sistema que acompanha o comportamento criminoso do jogador. Executar alguém já incapacitado pode ter peso diferente de apenas neutralizar a ameaça.

Rob Nelson afirmou que esse perfil pode ter impacto na narrativa geral. Ele não confirmou, porém, se o jogo terá múltiplos finais.

Violência será maior que GTA 5, mas abaixo de Red Dead 2

A violência gráfica também foi comentada. Segundo Rob Nelson, GTA 6 terá mais violência visual que GTA 5, mas não chegará ao nível de Red Dead Redemption 2.

A informação é importante porque fãs vinham discutindo o nível de realismo depois de vazamentos recentes. A resposta indica um meio-termo: mais impacto visual do que no jogo anterior da franquia, mas sem repetir o grau de brutalidade do faroeste da Rockstar.

Corpo, comida e academia voltam a importar

A personalização física dos protagonistas também terá peso. GTA 6 vai recuperar parte do espírito de GTA San Andreas, com academia, exercícios e mudanças corporais.

Jason e Lucia poderão mudar atributos físicos. O jogo acompanha elementos como força, músculos, gordura, calorias, saúde, resistência e foco.

A alimentação também entra no sistema. Comer demais pode alterar o corpo do personagem. Ao mesmo tempo, a Rockstar indica que essas mecânicas serão opcionais e não devem virar obrigação cansativa.

Mundo terá NPCs mais vivos

A Rockstar investiu pesado nos NPCs. Segundo Rob Nelson, o jogo terá mais de 600 mil animações para personagens do mundo aberto.

A população muda conforme o horário e o local. Praias podem ficar mais cheias em determinados momentos do dia. Regiões diferentes terão personagens ajustados ao ambiente.

O estúdio também montou uma equipe dedicada a diálogos de NPCs. A ideia é permitir mais interação sem transformar tudo em tiroteio ou briga.

Celular muda com a campanha

O smartphone dos personagens também terá função maior. O aparelho contará com aplicativos, mensagens, notícias, redes sociais e vídeos produzidos especificamente para o jogo.

Segundo Rob Nelson, o telefone será atualizado conforme a campanha avança. Ele deve funcionar como um aparelho próprio de cada personagem, com informações e aplicativos conectados à história.

Entre as funções práticas, estará a possibilidade de chamar a entrega do veículo pessoal.

Campanha terá duração comparável a Red Dead Redemption 2

A campanha de GTA 6 deve ter duração comparável à de Red Dead Redemption 2, segundo Rob Nelson. O tempo final, porém, dependerá muito do estilo de cada jogador.

Quem focar apenas na história terá uma experiência. Quem explorar o mapa, atividades paralelas, colecionáveis, mergulho, roubos, gangues, lojas e veículos terá muitas horas a mais.

A Rockstar também promete missões mais variadas. Algumas serão grandes sequências de ação. Outras terão ritmo mais lento e situações de vida cotidiana.

Menos minigames, mas com mais critério

GTA 6 terá menos minigames esportivos que GTA 5. A decisão, segundo Rob Nelson, ocorreu porque a Rockstar preferiu reduzir a quantidade para manter o padrão de qualidade.

Skate e surf não aparecem no lançamento. O skate chegou a ser considerado, mas ficou fora porque a equipe não teria tempo para desenvolver uma mecânica à altura do restante do jogo.

Por outro lado, o jogo terá centenas de veículos. Entre as novidades citadas estão caiaque e patinete.

Consoles rodam a 30 fps por enquanto

Outro ponto técnico chama atenção. Segundo Rob Nelson, GTA 6 roda a 30 quadros por segundo nos consoles neste estágio de desenvolvimento.

Isso inclui todos os consoles, até o PS5 Pro. Ainda não há confirmação de modo a 60 fps no lançamento ou no futuro.

A demonstração exibida estava rodando em um PS5 base, segundo o Flow Games. Mesmo assim, a qualidade visual e a estabilidade chamaram atenção na prévia.

Lançamento será em novembro de 2026

GTA 6 tem lançamento previsto para 19 de novembro de 2026, em PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

A nova prévia transforma o jogo em algo mais concreto. Depois de meses de expectativa, trailers e vazamentos, o que apareceu agora foi uma visão de sistema: mundo aberto, polícia, veículos, armas, economia, protagonistas e NPCs trabalhando em conjunto.

Mais do que mostrar uma sequência de cenas bonitas, o gameplay indicou a ambição central da Rockstar: fazer de Leonida um mapa em que cada ação gera consequência, improviso e novas possibilidades.

Box — Principais novidades de GTA 6

27 minutos de gameplay exibidos primeiro pela Netflix

Leonida terá Vice City e outras áreas urbanizadas

Vice City será maior que Los Santos, segundo Rob Nelson

Carros e motos terão combustível funcional

Veículos elétricos terão pontos de recarga

Roubo de carros terá ferramentas, alarmes, rastreadores e venda

Dinheiro será mais importante para avançar na campanha

Polícia vai reagir ao que realmente viu ou recebeu como denúncia

Jason e Lucia funcionarão como dupla conectada

Arsenal limitado: duas armas curtas e duas longas

Porta-malas servirá para guardar armas e equipamentos

Combate permitirá incapacitar sem matar

Mais de 600 mil animações para NPCs foram citadas

Campanha terá duração comparável a Red Dead Redemption 2

30 fps nos consoles neste estágio

Lançamento: 19 de novembro de 2026, para PS5 e Xbox Series X|S

Coluna Tecnologia e Inovação, no portal de notícias Folha do Leste, com Enzo Carvalho
Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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