
Rossi rebate críticas por gols de longe e explica dificuldade dos chutes de fora da área | Gilvan de Souza/Flamengo
Agustín Rossi respondeu às críticas que passou a receber após o Flamengo sofrer gols em finalizações de longa distância. Nesta quinta-feira (27), no Ninho do Urubu, o goleiro argentino defendeu que cada chute exige uma leitura diferente e rejeitou a ideia de que todo gol marcado de fora da área possa ser tratado automaticamente como falha.
O debate ganhou força depois dos jogos recentes contra o Cruzeiro. No sábado (22), Arroyo marcou de fora da área na derrota rubro-negra por 2 a 1, pelo Campeonato Brasileiro. Três dias antes, pela Libertadores, Lucas Romero também havia vencido Rossi com uma finalização de longa distância.
Para o goleiro, porém, pequenos detalhes de posicionamento, trajetória da bola, visão e tempo de reação podem mudar completamente um lance.
“No último gol, eu acho que um mínimo ajuste de cinco centímetros faria a diferença. Mas são detalhes mínimos que às vezes, no jogo, na cabeça, passa rápido porque tem muita coisa para decidir no momento”, explicou.
Rossi rejeita ideia de que todo chute de longe seja falha
O argentino reconheceu que pode melhorar alguns movimentos, mas também contestou avaliações que atribuem responsabilidade ao goleiro sempre que a bola entra de fora da área.
“Nem todo gol de fora da área pode se considerar falha. Se falar que o gol do Erick, contra o Vitória, foi falha, é brincadeira”, afirmou.
Segundo Rossi, o goleiro precisa tomar várias decisões em frações de segundo. A posição dos jogadores à frente, a altura da bola, a trajetória e o momento em que a finalização fica visível interferem diretamente na capacidade de reação.
“Tem muita coisa para analisar em cada chute de fora da área. Cada chute é diferente”, ressaltou.
Jogadores à frente podem tirar visão do goleiro
Rossi também detalhou uma situação frequente em finalizações rasteiras ou de média altura.
Quando um defensor ou atacante ocupa a linha entre o chute e o gol, o goleiro pode enxergar a bola apenas depois que ela ultrapassa o último jogador.
“Às vezes, quando a bola vem baixa, como goleiros, temos que reagir quando a bola passa do último jogador, que às vezes está na nossa frente”, explicou.
Por isso, o argentino considera injusto analisar todos os lances apenas pela distância da finalização.
“São chutes muito difíceis de analisar na hora certa”, completou.
Goleiro admite cobrança e promete continuar trabalhando
Apesar de contestar parte das críticas, Rossi não tentou se afastar da responsabilidade.
O goleiro reconheceu o incômodo provocado por cada gol sofrido e afirmou que trabalha justamente para reduzir as situações em que poderia executar uma defesa melhor.
“Ninguém gosta de tomar gol, fico p*** tomando gol. Para vocês imaginarem a pressão quando toma gol, falha, que poderia ter feito alguma coisa melhor”, disse.
Ainda assim, ele prefere transformar a cobrança em trabalho.
“É continuar evoluindo para diminuir esse percentual de probabilidade de tomar gol”, concluiu.
Flamengo tem clássico contra o Botafogo
Rossi terá rapidamente uma nova oportunidade para responder dentro de campo.
O Flamengo enfrenta o Botafogo neste domingo (30), às 16h, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O clássico coloca novamente o goleiro sob atenção depois da sequência recente de gols sofridos de fora da área e das discussões sobre seu posicionamento.










