O Itacoatiara Big Wave 2026 entrou em Sinal Amarelo e pode movimentar a Praia de Itacoatiara na próxima terça-feira, 25 de agosto. A organização acompanha a evolução de um grande swell previsto para a Região Oceânica de Niterói. No entanto, o campeonato ainda não está confirmado.
Para colocar os atletas na água, os organizadores ainda precisam emitir o Sinal Verde. Esse aviso confirma que o mar reúne as condições necessárias para a disputa. Portanto, por enquanto, terça-feira representa uma data projetada, e não definitiva.
O Sinal Amarelo costuma entrar em vigor entre cinco e sete dias antes de uma possível janela de competição. A partir dele, atletas e equipes intensificam a preparação. Ao mesmo tempo, a organização acompanha a evolução da ondulação e verifica se vento, período, direção e outros fatores continuarão favoráveis.
Assim, o oceano terá a palavra final.
Sinal Verde ainda precisa confirmar a disputa
O sistema de alertas existe porque uma competição de ondas grandes depende de condições muito específicas.
O Sinal Amarelo indica que os modelos meteorológicos e oceânicos apontam uma possibilidade consistente de mar adequado. Porém, mudanças na direção do swell, no vento ou no período das ondas podem alterar o cenário.
Já o Sinal Verde transforma a previsão em confirmação operacional. Somente depois desse aviso a organização trata a data como definitiva.
Por isso, ainda não há garantia de que o Itacoatiara Big Wave acontecerá em 25 de agosto.
Além disso, uma previsão de swell não determina, sozinha, o tamanho das ondas que os atletas encontrarão. A formação final depende da altura e do período da ondulação, da direção, do vento e da interação da energia com o fundo da praia.
Itacoatiara costuma produzir ondas entre quatro e seis metros em condições favoráveis, segundo a organização. Entretanto, essa característica da praia não significa que ondas desse tamanho estejam garantidas para terça-feira.
Lucas Chumbo e Pedro Scooby estão entre os nomes esperados
Caso a organização acione o Sinal Verde, alguns dos principais nomes brasileiros do surfe de ondas grandes deverão desembarcar em Niterói.
Lucas Chumbo e Pedro Scooby aparecem entre os atletas previstos. Além deles, a relação inclui Michelle des Bouillons, Ian Cosenza, Michaela Fregonese, Gabriel Sampaio e Willyam Santana.
Também estão entre os nomes esperados Andrew Cotton, da Inglaterra; Dominique Charrie, do Chile; e os australianos James Carrow, Dylan Longbottom e Summa Longbottom.
A organização, contudo, ainda não apresentou no material divulgado a composição definitiva de todas as duplas.
Os atletas competem em duas categorias: Times Masculinos e Times Mulher-Homem.
Chumbo e Scooby chegam à edição de 2026 com um resultado importante no histórico recente da competição. Em 2025, a dupla conquistou o título masculino. Já Michelle des Bouillons e Ian Cosenza venceram a disputa Mulher-Homem.
Premiação sobe para R$ 150 mil
A edição de 2026 também aumentou a premiação.
O Itacoatiara Big Wave prevê distribuir R$ 150 mil neste ano. Em 2025, o Folha do Leste registrou uma premiação total de R$ 96 mil.
Portanto, o valor cresceu R$ 54 mil, ou aproximadamente 56,25%.
A organização ainda não detalhou, porém, como dividirá os R$ 150 mil entre categorias, posições e duplas.
Como funciona o tow-in
O Itacoatiara Big Wave adota exclusivamente o tow-in. A modalidade permite que os atletas alcancem ondas muito grandes com ajuda de uma moto aquática.
No tow-in, um jet-ski conduz o surfista até a área de entrada da onda. Em seguida, o atleta solta o cabo e inicia a descida.
A técnica oferece velocidade e posicionamento que seriam muito mais difíceis de conseguir apenas com a remada. Além disso, permite o uso de pranchas menores, o que amplia o controle e a capacidade de realizar manobras em alta velocidade.
Alexey Wanick, diretor executivo do campeonato, destaca justamente essa característica. Segundo ele, mares grandes como os de Itacoatiara dificultam bastante a entrada nas ondas apenas com a força dos braços.
Por isso, o jet-ski não funciona apenas como meio de transporte. Ele integra a própria dinâmica competitiva.
Segundo a organização, o Itacoatiara Big Wave é o único campeonato de ondas grandes das Américas disputado exclusivamente em tow-in. Os organizadores também afirmam que Itacoatiara e Nazaré, em Portugal, estão entre os poucos eventos mundiais dedicados exclusivamente ao formato.
Como essas comparações abrangem competições internacionais, o Folha do Leste mantém a informação atribuída à organização.
Por que Itacoatiara recebe ondas tão grandes
A geografia de Itacoatiara ajuda a criar condições especiais quando grandes ondulações alcançam o litoral de Niterói.
Segundo Alexey Wanick, o formato da praia favorece a concentração da energia do swell. Além disso, a profundidade cai de forma acentuada perto da costa.
Outro fator, segundo a organização, é a baixa interferência de ilhas na trajetória das ondulações que chegam à praia.
Quando esses elementos se combinam com direção, período e vento adequados, Itacoatiara pode produzir ondas de grande porte muito próximas da faixa de areia.
Entretanto, cada swell apresenta características próprias. Por isso, o histórico da praia não permite antecipar exatamente o tamanho das ondas da próxima janela.
Recorde do evento é de onda estimada em 10 metros
O Itacoatiara Big Wave nasceu em 2019. Naquele momento, a competição ainda incluía provas na remada e já contava com participação feminina.
Depois, em 2022, o evento incorporou o tow-in. Desde então, a modalidade ganhou espaço até se tornar o formato exclusivo da competição.
A edição de 2026 será a oitava da história do campeonato.
Um dos momentos mais marcantes ocorreu em 2024. Naquele ano, Daniel Rodrigues surfou uma onda estimada em cerca de 10 metros, segundo a organização.
Os organizadores apontam aquela onda como a maior já registrada no tow-in do campeonato. Na mesma edição, Michaela Fregonese estabeleceu o recorde feminino do evento.
Como as alturas partem das medições e estimativas da própria competição, elas não representam necessariamente uma medição oceanográfica independente.
Atividades paralelas também estão previstas
Além das baterias no mar, o Sesc-RJ prevê atividades esportivas e recreativas na areia.
A programação inclui futmesa, arco e flecha, cornhole, slackline, futevôlei, vôlei, tênis de mesa e jogos de mesa.
No entanto, o material divulgado ainda não informa os horários dessas atividades.
Também faltam informações importantes para quem pretende acompanhar o evento presencialmente.
Até agora, a organização não divulgou horário das baterias, transmissão em televisão ou internet, alterações no trânsito, regras de estacionamento ou eventuais restrições de acesso ao bairro.
Essas informações deverão ganhar caráter de serviço caso o Sinal Verde confirme a competição.
Terça-feira continua sendo possibilidade
O cenário, portanto, combina expectativa e cautela.
O Itacoatiara Big Wave já colocou atletas e equipes em estado de preparação. Além disso, a organização monitora um swell capaz de abrir uma janela de competição em 25 de agosto.
A edição também prevê R$ 150 mil em prêmios e reúne uma lista de nomes importantes do surfe nacional e internacional.
Ainda falta, porém, a confirmação decisiva.
Enquanto o Sinal Verde não chegar, a organização poderá manter, alterar ou abandonar a data conforme o comportamento do oceano.
Por isso, terça-feira está no radar do Itacoatiara Big Wave. Ainda não está no calendário definitivo.
Serviço
Evento: Itacoatiara Big Wave 2026
Situação: Sinal Amarelo — competição ainda não confirmada
Data projetada: terça-feira, 25 de agosto de 2026
Local: Praia de Itacoatiara, Região Oceânica de Niterói
Confirmação: depende da emissão do Sinal Verde
Modalidade: tow-in
Categorias: Times Masculinos e Times Mulher-Homem
Premiação: R$ 150 mil
Horário das baterias: ainda não informado
Transmissão: ainda não informada








