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Balão cai em casa no Engenho Novo e provoca princípio de incêndio

Balão iluminado com imagem do Cristo Redentor cai no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio

Balão cai em casa no Engenho Novo e provoca princípio de incêndio | Reprodução

Um balão iluminado com uma imagem do Cristo Redentor caiu sobre o telhado de um imóvel no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, na noite de terça-feira (18), e provocou um princípio de incêndio.

Pessoas que estavam no local conseguiram controlar rapidamente as chamas. Enquanto isso, vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de baloeiros correndo em direção ao artefato na tentativa de recuperá-lo.

A Polícia Militar recebeu o chamado e enviou agentes do 3º BPM (Méier) para a Rua Martins Lage. No entanto, quando os policiais chegaram, os envolvidos já tinham deixado o local.

Agora, o setor de inteligência da corporação tenta identificar os responsáveis.

PM tenta identificar grupo que soltou o balão

Segundo a Polícia Militar, o 3º BPM já atua em conjunto com o Comando de Polícia Ambiental (CPAM) contra grupos de baloeiros que operam na região do Grande Méier.

O episódio desta semana entrou nessa linha de investigação.

Além de tentar identificar quem soltou o balão, os policiais buscam informações que possam levar aos grupos responsáveis pela fabricação, transporte e recuperação desses artefatos.

Os vídeos que registraram a queda também podem ajudar na apuração.

Balão carregava estrutura iluminada do Cristo Redentor

O artefato chamava atenção pelo tamanho e pela iluminação.

Imagens feitas na região mostram o balão carregando uma estrutura luminosa que reproduzia a silhueta do Cristo Redentor. Em seguida, ele perde altitude e atinge o imóvel.

A queda provocou fogo no telhado.

Apesar do susto, as pessoas no local conseguiram apagar as chamas antes que o incêndio ganhasse maiores proporções. Até o momento, não há informação sobre feridos.

Soltar balão é crime ambiental

A cena também evidencia um problema que vai muito além da tradição de soltar balões.

O artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais proíbe fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios em florestas, outras formas de vegetação, áreas urbanas ou assentamentos humanos.

A lei prevê:

detenção de um a três anos, multa ou as duas penas cumulativamente.

Portanto, a legislação não pune apenas quem efetivamente solta o artefato. Ela também alcança quem participa de etapas como fabricação, venda e transporte.

Balões também ameaçam a aviação

Além do risco de incêndio em casas, redes elétricas e áreas de vegetação, balões não tripulados representam perigo para aeronaves.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, mantém uma área específica dedicada ao chamado risco baloeiro e alerta que esses objetos podem interferir na navegação aérea e provocar acidentes.

Como não possuem controle de direção, os artefatos dependem das correntes de vento e podem atravessar rotas utilizadas pela aviação.

No caso do Engenho Novo, o perigo acabou se materializando sobre uma residência.

Folha do Leste já mostrou casos semelhantes em Niterói

A queda desta semana não representa um episódio isolado na Região Metropolitana.

O Folha do Leste já registrou diferentes ocorrências com balões em Niterói, inclusive artefatos que caíram sobre residências, áreas de mata e bairros densamente povoados. Em abril de 2025, um balão de grande porte que transportava até uma bicicleta atingiu um imóvel em Santa Rosa.

Em outra sequência de ocorrências, balões caíram em Itaipu e Itacoatiara, enquanto a Polícia Militar precisou intervir diante da tentativa de pessoas de recuperar os artefatos.

O problema também já provocou incêndio no Costão de Itacoatiara.

Assim, o episódio do Engenho Novo reforça um risco recorrente na Região Metropolitana: depois de soltos, os balões passam a seguir trajetórias imprevisíveis e podem atingir imóveis, vegetação, redes elétricas ou áreas utilizadas pela aviação.

PM orienta população a acionar o 190

A Polícia Militar pede que moradores acionem imediatamente suas equipes ao flagrar situações envolvendo balões.

O chamado pode ocorrer pela Central 190 ou pelo aplicativo 190RJ. O serviço permite solicitar auxílio da PM e encaminhar informações sobre ocorrências.

Além disso, a corporação orienta que testemunhas registrem os casos em delegacia.

No Engenho Novo, os responsáveis conseguiram fugir antes da chegada dos policiais.

Agora, a investigação tenta descobrir quem colocou no céu o balão que terminou a noite em chamas sobre o telhado de uma casa.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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