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FLIN 2026 em Niterói terá Fernanda Montenegro e Emicida

FLIN 2026 em Niterói reúne grandes nomes da literatura e da cultura

FLIN 2026 em Niterói terá Fernanda Montenegro e Emicida | Divulgação/Lucas Benevides/Prefeitura de Niterói

A FLIN 2026 em Niterói retorna entre os dias 13 e 16 de agosto com literatura, música, teatro, audiovisual e debates sobre o Brasil. Gratuita, a Festa Literária Internacional de Niterói será realizada no Reserva Cultural, em São Domingos, e espera receber cerca de 30 mil pessoas.

Neste ano, a programação será inspirada no pensamento de Lélia Gonzalez. A intelectual mineira também será a grande homenageada da edição, que terá como tema “Territórios das Palavras”.

Além disso, a FLIN reunirá nomes de diferentes gerações da cultura brasileira e internacional. Entre os convidados estão Fernanda Montenegro, Emicida, Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Valter Hugo Mãe, Ondjaki, Lilia Schwarcz e Jeferson Tenório.

A Prefeitura de Niterói realiza o evento por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN).

FLIN 2026 transforma Niterói em território da literatura

A proposta da edição parte da ideia de que toda palavra nasce de um território. Por isso, as atividades vão explorar memórias, afetos, ancestralidades, identidades e diferentes formas de interpretar o país.

Durante quatro dias, escritores, artistas, pesquisadores, educadores e leitores ocuparão os espaços do Reserva Cultural.

Ao mesmo tempo, a programação vai aproximar a literatura de outras linguagens. Música, cinema, televisão, teatro e cultura popular estarão entre as áreas representadas.

Dessa forma, a FLIN pretende alcançar também públicos que não costumam frequentar festas literárias.

O pensamento de Lélia Gonzalez, que viveu entre 1935 e 1994, atravessará grande parte dessas discussões. A antropóloga, filósofa, professora e ativista tornou-se uma das principais referências do pensamento social brasileiro.

O que o público encontrará na FLIN

A edição de 2026 vai promover encontros entre diferentes áreas da produção cultural, artística e intelectual.

Além da literatura, o público encontrará atividades ligadas à música, teatro, cinema, televisão, audiovisual, jornalismo e cultura popular.

Também haverá discussões envolvendo pesquisa, educação, memória, diversidade e formação de leitores.

Com isso, a organização pretende aproximar autores nacionais e estrangeiros de estudantes, professores, pesquisadores, pequenas editoras e novos leitores.

A entrada será gratuita durante os quatro dias.

Assim, além de reunir autores consagrados, a festa amplia o acesso da população à produção literária e ao debate cultural.

Evento espera receber 30 mil pessoas

A expectativa da organização é que aproximadamente 30 mil pessoas passem pela FLIN entre os dias 13 e 16 de agosto.

O número representa um crescimento importante para um evento que busca consolidar Niterói no calendário das festas literárias brasileiras.

Além dos livros, a diversidade das atrações deve ajudar a ampliar esse público. Isso porque música, cinema, teatro, podcasts e outras linguagens estarão conectados à programação literária.

Para o prefeito Rodrigo Neves, a festa também fortalece a presença da cultura na cidade.

“A FLIN vem se consolidando como uma das mais importantes festas literárias do país, reafirmando Niterói como uma cidade que valoriza a cultura, a literatura, o pensamento e a democracia. É mais do que um evento, é um ato de valorização das nossas raízes, da nossa gente e da potência criativa das comunidades. Receber autores e artistas de tamanha relevância é motivo de orgulho, mas o que mais nos emociona é ver a população participando. É fundamental garantir que todos tenham acesso ao conhecimento, à arte e à leitura”, afirma.

Lélia Gonzalez inspira Territórios das Palavras

A escolha de Lélia Gonzalez orienta a construção temática da FLIN 2026.

Referência nos estudos sobre raça, gênero, identidade e cultura, a intelectual criou conceitos que se tornaram fundamentais para a compreensão da sociedade brasileira.

Entre eles estão amefricanidade e pretuguês.

Por meio desses conceitos, Lélia destacou a influência das matrizes africanas e indígenas na formação cultural do Brasil e da América Latina.

Por isso, seu legado aparecerá em debates sobre literatura, relações raciais, feminismos, memória, educação e oralidade.

Além disso, a programação abordará diversidade, políticas culturais e formação de leitores.

A presidenta da Fundação de Arte de Niterói, Micaela Costa, destaca a relação entre a homenageada e o conceito da festa.

“Escolher Lélia Gonzalez como homenageada é reconhecer a força de uma das maiores intelectuais brasileiras e trazer seu pensamento para o centro das conversas que queremos provocar na FLIN. Territórios das Palavras nasce da compreensão de que toda narrativa parte de um lugar, de uma experiência e de uma história. Queremos que a festa seja um espaço no qual diferentes vozes se encontrem, sejam ouvidas e ampliem nosso olhar sobre o país e sobre nós mesmos”, afirma.

Fernanda Montenegro encerra a FLIN 2026

Um dos principais momentos da programação está previsto para domingo, 16 de agosto, último dia da festa.

A atriz e integrante da Academia Brasileira de Letras, Fernanda Montenegro, apresentará a leitura dramática “Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir”.

A montagem aborda o pensamento da escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir, que viveu entre 1908 e 1986.

Além disso, a leitura percorre sua relação intelectual e afetiva com o filósofo Jean-Paul Sartre.

O espetáculo já passou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. Agora, chega a Niterói como uma das atrações de encerramento da festa.

“Fui jovem numa época emblemática. Sou de uma geração que se pronunciava e ia às ruas para pensar e sentir. Devemos refletir sobre o nosso cotidiano cada vez mais saturado de esperanças não realizadas, pela desinteligência e, infelizmente, pela brutalidade”, afirma Fernanda Montenegro.

Segundo a atriz, a leitura também permite ao público mais jovem conhecer a energia, a audácia e as contradições presentes no pensamento de Beauvoir.

Emicida, Conceição Evaristo e Valter Hugo Mãe participam

A programação literária reunirá autores com diferentes estilos, trajetórias e gerações.

Entre os participantes estão Emicida, Ana Maria Gonçalves, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo e Lilia Schwarcz.

Também aparecem na programação Ana Maria Machado, Rosiska Darcy, Ruy Castro, Cidinha da Silva e Luiz Antonio Simas.

Além deles, participam Tatiana Salem Levy, Mariana Salomão Carrara, Ondjaki e Valter Hugo Mãe.

Dessa forma, a festa reunirá autores do Brasil, de Portugal, de Angola e de outros espaços da literatura de língua portuguesa.

As mesas devem abordar temas como identidade, história, memória, desigualdade, ancestralidade e literatura contemporânea.

Ao mesmo tempo, os encontros vão discutir diferentes interpretações sobre a formação e os desafios atuais do Brasil.

Música também ganha espaço na FLIN

Embora os livros estejam no centro da festa, a programação não ficará restrita à literatura.

A música, por exemplo, terá participação de Teresa Cristina, MC Marechal, Tati Quebra Barraco e Michael Sullivan.

Além dos shows e encontros, artistas poderão participar de conversas sobre composição, memória, território e linguagem.

Essa aproximação permite que a palavra seja discutida também por meio da canção, da oralidade e da cultura popular.

Cinema, televisão e teatro integram programação

O teatro e o audiovisual também estarão presentes. Entre os convidados estão os atores Paulo Betti, Fabiana Karla e Dadá Coelho.

Além disso, a diretora de cinema e televisão Rosane Svartman integra a programação.

A proposta, portanto, é mostrar como diferentes formas de criação trabalham narrativas, personagens, memória e representação.

Com isso, a FLIN amplia o diálogo da literatura com linguagens que fazem parte do cotidiano do público.

Jornalistas e pesquisadores debatem o Brasil

A programação também terá espaço para pesquisadores, jornalistas e comunicadores.

O sociólogo Jessé Souza está entre os participantes. Seus trabalhos abordam, principalmente, desigualdade, relações sociais e estruturas de poder no Brasil.

Já a historiadora Ynaê Lopes dos Santos levará para o evento discussões relacionadas à escravidão, à formação brasileira e às relações raciais.

No jornalismo, estão confirmadas Ana Paula Araújo, Carol Raimundi e Luciana Barreto.

Além delas, a programação reúne nomes como Giovanna Heliodoro, Geni Núñez, Laura Pires e Midiã Noelle.

Assim, debates sobre comunicação, raça, gênero, direitos humanos e transformações sociais também ganharão espaço durante os quatro dias.

Novas vozes ampliam diversidade da festa

A FLIN também abre espaço para escritores, comunicadores e criadores que conquistaram público nas redes sociais, nos podcasts e na literatura contemporânea.

Entre eles está Jout Jout, jornalista e criadora de conteúdo.

Também participa Déia Freitas, criadora e apresentadora do podcast Não Inviabilize.

Além delas, foram anunciados Stefano Volp, Pedro Salomão, Gabi Oliveira, Carol Loback, Jeovanna Vieira e Igor Pires.

A lista inclui ainda Renata Andrade e Thaís Pontes, autoras, roteiristas e cocriadoras da série Encantado’s, da TV Globo.

Por fim, Carlos Ruas, criador das tirinhas Um Sábado Qualquer, também integra a programação.

Com diferentes formatos de produção, esses participantes ampliam o alcance das discussões sobre literatura e narrativa.

Academia Brasileira de Letras participa da FLIN

A edição de 2026 também amplia a aproximação com instituições ligadas à preservação da literatura brasileira.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Biblioteca Nacional apoiam a realização da festa e participam da programação.

Ao todo, 14 integrantes da ABL estarão distribuídos por diferentes mesas.

Entre os acadêmicos anunciados estão Antônio Carlos Secchin, Antônio Torres, Geraldo Carneiro, Godofredo de Oliveira Neto, João Almino, Paulo Henriques Britto e Ricardo Cavaliere.

Além disso, haverá um encontro dedicado à Academia.

Assim, o público terá contato direto com escritores e instituições responsáveis pela preservação e difusão de parte importante do patrimônio literário brasileiro.

Curadoria reúne literatura, música e pesquisa

A curadoria da FLIN 2026 reúne profissionais de diferentes áreas.

Integram o grupo Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Jackson Jacques, coordenador-geral do evento.

A escolha por uma curadoria coletiva permite combinar diferentes perspectivas.

Por isso, a programação reúne desde autores consagrados até novas vozes, além de pesquisadores, artistas, professores e comunicadores.

Também haverá espaço para pequenas editoras e escritores independentes.

FLIN terá Libras e audiodescrição

Além da entrada gratuita, a organização prevê recursos de acessibilidade durante o evento.

A programação terá tradução em Libras e audiodescrição em diferentes atividades.

Também estão previstas ações de formação de leitores e iniciativas destinadas aos estudantes da rede pública.

Além disso, o festival desenvolverá atividades relacionadas à sustentabilidade.

Dessa maneira, a organização pretende ampliar as condições de participação e aproximar diferentes públicos da programação.

FLIN conta com apoio da UFF, ABL e Biblioteca Nacional

A FLIN 2026 tem patrocínio da Águas de Niterói.

Além disso, a realização conta com apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Academia Brasileira de Letras, da Biblioteca Nacional e da Ecovias Ponte.

A Prefeitura de Niterói realiza a festa por meio da Fundação de Arte de Niterói.

Serviço — FLIN 2026 em Niterói

Evento: Festa Literária Internacional de Niterói — FLIN 2026
Tema: Territórios das Palavras
Homenageada: Lélia Gonzalez
Data: 13 a 16 de agosto de 2026
Local: Reserva Cultural Niterói
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos, Niterói
Entrada: Gratuita
Acessibilidade: Libras e audiodescrição em diversas atividades
Público esperado: Cerca de 30 mil pessoas

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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