A contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo custou R$ 315,669 milhões quando são considerados direitos federativos, luvas e despesas de intermediação. Os valores aparecem nas demonstrações financeiras mais recentes do clube e confirmam o meia como o maior investimento individual da história rubro-negra.
O documento também dimensiona o volume de recursos aplicados no futebol desde o início da gestão do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Considerando apenas as contratações de novos jogadores em 2025 e 2026, o Flamengo já comprometeu R$ 902,231 milhões.
Ao mesmo tempo, o clube contabilizou R$ 595,111 milhões em vendas diretas de atletas durante o mesmo período.
Quanto Lucas Paquetá custou ao Flamengo?
O custo registrado da operação envolvendo Paquetá foi dividido da seguinte maneira:
- Direitos federativos e luvas: R$ 299,059 milhões
- Intermediação: R$ 16,610 milhões
- Custo total: R$ 315,669 milhões.
A negociação foi realizada com o West Ham, da Inglaterra.
Paquetá assinou contrato com o Flamengo até o fim de 2030 e retornou ao clube onde foi revelado depois de construir carreira no futebol europeu.
O valor supera com ampla margem as demais contratações realizadas pelo Rubro-Negro.
Paquetá supera Samuel Lino
Antes do retorno do meia, Samuel Lino ocupava o topo entre os maiores investimentos da história flamenguista.
Contratado junto ao Atlético de Madrid em 2025, o atacante teve custo total contabilizado em R$ 203,001 milhões.
Desse montante:
- Direitos e luvas: R$ 190,897 milhões
- Intermediação: R$ 12,104 milhões.
Assim, a operação por Paquetá ficou mais de R$ 112 milhões acima da contratação de Samuel Lino.
Flamengo gastou R$ 432 milhões em três reforços de 2026
Além de Paquetá, o clube contratou Vitão e Andrew no início da temporada. Os três jogadores custaram juntos R$ 432,266 milhões.
Lucas Paquetá
Direitos e luvas: R$ 299,059 milhões
Intermediação: R$ 16,610 milhões
Total: R$ 315,669 milhões
Vitão
Direitos e luvas: R$ 77,394 milhões
Intermediação: R$ 4,469 milhões
Total: R$ 81,863 milhões
Andrew
Direitos e luvas: R$ 29,504 milhões
Intermediação: R$ 5,230 milhões
Total: R$ 34,734 milhões.
Esse recorte considera as três novas contratações.
O balanço financeiro, entretanto, apresenta um valor maior quando engloba todas as aquisições de direitos federativos realizadas durante o semestre.
Investimento total em atletas chegou a R$ 495,2 milhões no semestre
Nas demonstrações financeiras do segundo trimestre, o Flamengo informa R$ 495,2 milhões em aquisições de direitos de atletas durante o primeiro semestre de 2026.
É o maior volume aplicado pelo clube nesse tipo de ativo durante o período.
A diferença em relação aos R$ 432,266 milhões dos três reforços decorre de outras movimentações contabilizadas.
Entre elas, por exemplo, está a aquisição dos direitos restantes de Wallace Yan, por R$ 14,693 milhões.
Portanto, os números medem recortes diferentes e não devem ser apresentados como contraditórios.
Gestão Bap passa de R$ 900 milhões em contratações
Em 2025, primeiro ano da atual administração, o Flamengo gastou R$ 469,965 milhões com novos jogadores.
A relação inclui:
- Samuel Lino: R$ 203,001 milhões
- Carrascal: R$ 107,310 milhões
- Emerson Royal: R$ 78,837 milhões
- Juninho: R$ 40,091 milhões
- Jorginho: R$ 23,832 milhões
- Danilo: R$ 16,894 milhões em luvas
- Saúl: valor não divulgado.
Somados aos R$ 432,266 milhões dos três reforços de 2026, os investimentos atingem R$ 902,231 milhões.
Esse montante não inclui todas as demais despesas com o elenco.
Renovações e compra de direitos elevam conta
Além das novas contratações, houve gastos com renovações e operações envolvendo jogadores que já faziam parte do Flamengo.
Em 2025, por exemplo, foram contabilizadas despesas nas renovações de Erick Pulgar, Gerson e Guillermo Varela.
O clube também desembolsou cerca de R$ 39,069 milhões para adquirir os 50% restantes dos direitos econômicos de Gonzalo Plata.
Já a rescisão de Michael envolveu aproximadamente R$ 28,778 milhões em luvas.
Por isso, os R$ 902 milhões representam especificamente o levantamento das contratações de novos jogadores apresentado pelo ge a partir dos balanços, e não todo o gasto relacionado à gestão do elenco.
Flamengo vendeu quase R$ 600 milhões em jogadores
No outro lado do mercado, o Flamengo também movimentou valores elevados com saídas.
As vendas diretamente relacionadas pela apuração somam R$ 595,111 milhões entre 2025 e o primeiro semestre de 2026.
A maior parte entrou em 2025.
Na temporada passada, foram R$ 496,427 milhões.
Entre as principais negociações aparecem:
- Gerson ao Zenit: R$ 158,425 milhões
- Wesley à Roma: R$ 151,387 milhões
- Carlos Alcaraz ao Everton: R$ 90,799 milhões
- Matheus Gonçalves ao Al-Ahli: R$ 51,030 milhões
- Fabrício Bruno ao Cruzeiro: R$ 43,699 milhões
- Shola ao Dynamo Kiev: R$ 1,087 milhão.
Gerson e Wesley, portanto, responderam juntos por mais de R$ 300 milhões.
Vendas de 2026 somam R$ 98,6 milhões no levantamento
Neste ano, quatro transferências diretas listadas somaram R$ 98,684 milhões:
- Ryan Roberto ao Shakhtar Donetsk: R$ 56,176 milhões
- Juninho ao Pumas: R$ 25,583 milhões
- Victor Hugo ao Atlético-MG: R$ 10,724 milhões
- Iago ao Orlando City: R$ 6,201 milhões.
O balanço financeiro, porém, utiliza um conceito mais amplo.
Considerando a movimentação de atletas no semestre, a receita bruta chegou a R$ 106,9 milhões, praticamente o dobro dos R$ 54,5 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.
Flamengo fechou semestre com déficit de R$ 33,8 milhões
O forte investimento no futebol aparece também no resultado financeiro geral.
O Flamengo terminou o primeiro semestre de 2026 com receita de R$ 839 milhões e déficit de R$ 33,8 milhões.
Segundo o próprio clube, um dos fatores relevantes foi a amortização contábil de R$ 192,4 milhões em direitos econômicos de jogadores, incluindo os atletas contratados na janela de janeiro.
A entidade trata o impacto como consequência do investimento feito no elenco.
Caixa terminou junho em R$ 127,8 milhões
Ao fim de junho, o Flamengo apresentava R$ 127,8 milhões em caixa livre consolidado.
Desse total, R$ 89,8 milhões estavam diretamente sob gestão do clube. O restante pertencia à Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do Maracanã.
O valor representou redução de R$ 63,9 milhões em relação ao encerramento de 2025.
Ainda assim, o Flamengo afirmou no relatório que o caixa permanecia em nível seguro para sustentar suas operações.
Endividamento recuou após pico de março
Outro indicador apresentou melhora entre março e junho.
O endividamento operacional líquido terminou o segundo trimestre em R$ 280,2 milhões.
O valor representa queda de R$ 207,9 milhões em comparação com o pico contabilizado em 31 de março.
Segundo o relatório, a redução ocorreu devido aos recebimentos realizados no trimestre e ao pagamento de parte das obrigações assumidas durante a primeira janela.
Já a dívida líquida diretamente relacionada a atletas encerrou junho em R$ 304 milhões.
Paquetá concentra maior investimento da gestão
Entre todos os números, o retorno de Lucas Paquetá permanece como a operação de maior impacto individual.
Dos R$ 432,266 milhões gastos com os três novos jogadores de 2026, aproximadamente 73% estão ligados somente à contratação do meia.
O investimento também ajuda a explicar a postura mais cautelosa adotada pelo Flamengo nas movimentações seguintes.
Em julho, Bap reconheceu publicamente que o esforço realizado para contratar Paquetá exige maior cuidado com o fluxo de caixa do clube durante a atual janela de transferências.
Ainda assim, o Flamengo segue no mercado e os valores da gestão poderão crescer até o encerramento da janela.








