
Freixo e Lindbergh criticam direção do PT-RJ: partido “não é uma capitania hereditária” | Divulgação | Reprodução
Os ex-deputados Marcelo Freixo e o deputado federal Lindbergh Farias divulgaram, neste sábado (1º), uma nota conjunta com críticas à direção estadual do PT do Rio de Janeiro. No documento, acusam a Executiva Estadual de privilegiar “interesses familiares” e afirmam que o PT-RJ “não é uma capitania hereditária”.
A manifestação ocorre durante as articulações para as eleições de 2026 e questiona a decisão da Comissão Executiva Estadual de conceder o número 1313 ao pré-candidato Diego Quaquá, filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que coordenará a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
Críticas à escolha do número 1313
Segundo Freixo e Lindbergh, a escolha foi tomada “de forma arbitrária e sem estratégia política”, contrariando orientações da Direção Nacional do PT e a legislação eleitoral. Eles também criticam a justificativa de que Diego Quaquá teria o direito de herdar o número utilizado pelo pai.
“O PT não é capitania hereditária. Vamos enfrentar uma eleição decisiva para o futuro do Brasil e do Rio de Janeiro. Por isso, é inaceitável que interesses familiares orientem as decisões estratégicas do PT”, afirmam na nota.
Defesa de uma bancada forte para Lula
Os dois defendem que a prioridade do partido deve ser fortalecer a bancada de deputados federais para ampliar a sustentação do governo Lula no Congresso. Na avaliação deles, a decisão da Executiva Estadual enfraquece essa estratégia e prejudica candidaturas consideradas prioritárias para o PT, entre elas as de Marcelo Freixo e Lindbergh Farias.
No encerramento da nota, os autores afirmam que a direção do PT precisa atuar com “grandeza e visão de futuro” e alertam que decisões baseadas em interesses pessoais ou familiares podem comprometer a bancada de apoio ao governo federal na Câmara dos Deputados.







