Com a nova audiência no TRT-RJ adiada para a próxima quarta-feira (15), os rodoviários seguem em estado de greve no Rio de Janeiro. A reunião entre o sindicato da categoria e o Rio Ônibus estava marcada para a manhã desta quarta-feira (08), mas foi remarcada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.
Até lá, os ônibus continuam circulando normalmente na capital. No entanto, a categoria mantém a mobilização e não descarta novas paralisações caso as negociações não avancem.
O impasse envolve reajuste salarial, vale-alimentação, condições de trabalho, assistência médica e a situação dos profissionais que atuam no sistema BRT.
Categoria reduziu pedido de reajuste
Na terça-feira (7), cerca de 500 trabalhadores participaram de assembleia em Rocha Miranda. Durante o encontro, o Sindicato dos Rodoviários apresentou uma nova proposta para tentar destravar a negociação com as empresas.
A categoria reduziu o pedido de reajuste salarial de 17% para 12%. Pela proposta, o pagamento ocorreria em duas parcelas: 6% imediatos e outros 6% em novembro.
Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, a mudança mostra disposição para buscar acordo.
“O que a gente quer é reconhecimento”, afirmou.
Empresas oferecem 4,5%
Do outro lado, o Rio Ônibus elevou a proposta patronal de 4,39% para 4,5%. O percentual também incidiria sobre a cesta básica.
A audiência da última segunda-feira (6) terminou sem acordo. Agora, com o novo adiamento, trabalhadores e empresas terão mais uma semana antes de voltar à mesa no TRT-RJ.
Em nota, o sindicato informou que segue em negociação e espera uma solução capaz de afastar de vez a possibilidade de nova greve.
O que os rodoviários cobram
Além do reajuste, os trabalhadores mantêm outras reivindicações consideradas prioritárias.
Entre elas estão:
- vale-alimentação de R$ 1 mil;
- pagamento de indenização por intervalo de refeição não concedido ou não remunerado corretamente;
- ampliação da assistência médica;
- melhorias nas condições de trabalho;
- banheiros em terminais e pontos finais;
- locais adequados para alimentação;
- acesso à água potável durante a jornada.
Além disso, o sindicato cobra mudanças no modelo de contratação dos profissionais do BRT.
BRT segue como ponto de tensão
A situação dos trabalhadores do BRT aparece como um dos temas mais sensíveis da negociação. O sindicato critica a manutenção de contratos temporários e defende a contratação pelo regime da CLT.
Para a categoria, o vínculo formal traria mais segurança trabalhista e previsibilidade. Já as empresas ainda não fecharam acordo sobre esse ponto.
Enquanto isso, os rodoviários dizem enfrentar problemas estruturais no dia a dia, sobretudo em terminais e pontos finais.
Propostas na mesa
| Ponto | Rodoviários | Rio Ônibus |
|---|---|---|
| Reajuste salarial | 12%, em duas parcelas de 6% | 4,5% |
| Cesta básica | Mantém reivindicações da categoria | Reajuste de 4,5% |
| Vale-alimentação | R$ 1 mil | Sem acordo informado |
| BRT | Contratação pela CLT | Sem acordo informado |
| Condições de trabalho | Banheiros, água e locais de refeição | Sem acordo informado |
Ônibus funcionam normalmente
Por enquanto, não há nova paralisação em andamento. Os ônibus seguem operando na cidade do Rio de Janeiro.
Ainda assim, o estado de greve mantém a categoria em alerta. Caso a audiência de 15 de julho termine sem avanço, os trabalhadores poderão discutir novos passos.
A negociação segue sob mediação do TRT-RJ.








