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Galvão Bueno critica EUA durante abertura da Copa: “Não tem sido assim”

Galvão Bueno critica imigração dos EUA durante abertura da Copa do Mundo

Galvão Bueno critica EUA durante abertura da Copa: “Não tem sido assim” | Reprodução/SBT

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 teve música, festa e discurso de união no Estádio Azteca, no México. Mas, na transmissão do SBT, Galvão Bueno e Mauro Beting chamaram atenção para uma contradição nos bastidores do torneio.

Durante o evento, uma atriz afirmou no gramado que “o futebol une todos”. Logo depois, os comentaristas reagiram na cabine e contestaram a frase.

“Não tem sido assim”, disseram, ao citar problemas migratórios envolvendo os Estados Unidos, um dos três países-sede da Copa.

Galvão Bueno na Copa cita caso de árbitro barrado

A crítica ganhou força porque a Copa começou cercada por episódios de tensão diplomática e burocrática.

Galvão e Beting lembraram o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escolhido para trabalhar no Mundial, mas acabou impedido de entrar nos Estados Unidos.

O caso provocou repercussão internacional. Artan tinha sido relacionado entre os árbitros da competição, mas ficou fora depois da negativa de entrada em território americano.

Irã também virou exemplo na transmissão

Além do árbitro somali, a equipe do SBT citou a situação da seleção do Irã.

O país enfrenta exigências rígidas para entrar nos Estados Unidos durante a Copa. Segundo relatos internacionais, a delegação iraniana precisou lidar com obstáculos envolvendo vistos, equipe de apoio e deslocamento para jogos em solo americano.

Na transmissão, Galvão e Beting usaram esses exemplos para contrastar o discurso oficial de integração com a realidade enfrentada por algumas delegações, profissionais e representantes do torneio.

Discurso de união encontrou ruído político

A frase “o futebol une todos” é comum em cerimônias de grandes eventos esportivos. No entanto, a Copa de 2026 começou em um cenário mais complexo.

O torneio tem três sedes: México, Estados Unidos e Canadá. Ao mesmo tempo, parte das partidas ocorrerá em território americano, onde políticas migratórias mais rígidas geraram impasses antes mesmo da bola rolar.

Por isso, a crítica feita na transmissão brasileira rapidamente ganhou repercussão. A fala colocou em choque a imagem de festa global e os problemas práticos de circulação entre países.

Fifa diz que não controla decisões migratórias

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já havia comentado as polêmicas envolvendo vistos e entrada nos Estados Unidos.

Ele afirmou que a entidade tenta buscar soluções nos bastidores, mas destacou que a Fifa não pode se sobrepor a governos, autoridades policiais e regras migratórias nacionais.

A declaração reforça um ponto central da controvérsia. Embora a Copa seja um evento organizado pela Fifa, a entrada de árbitros, delegações, jornalistas e torcedores depende das regras de cada país-sede.

Abertura aconteceu antes de México x África do Sul

A cerimônia principal da Copa do Mundo de 2026 aconteceu nesta quinta-feira, 11 de junho, no Estádio Azteca, antes de México x África do Sul.

O evento teve apresentações musicais, referências culturais e clima de celebração. Mesmo assim, a crítica na transmissão do SBT expôs um dos temas mais sensíveis desta edição: o choque entre festa esportiva e barreiras políticas.

Copa de 2026 tem sede tripla e 48 seleções

A Copa de 2026 é a primeira da história com três países-sede. Também é a primeira com 48 seleções, ampliando o número de participantes e de deslocamentos internacionais.

Esse formato aumenta a complexidade logística do torneio. Além dos jogos, delegações, árbitros, equipes técnicas, jornalistas e torcedores precisam circular entre diferentes cidades e países.

Com isso, qualquer barreira migratória ganha impacto direto no funcionamento da competição.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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