CotidianoNiterói

Fila Zero supera 50 mil atendimentos em Niterói

Prefeito Rodrigo Neves visita clínica parceira do programa Fila Zero. Foto: Evelen Gouveia.

Prefeito Rodrigo Neves visita clínica parceira do programa Fila Zero. Foto: Evelen Gouveia.

Iniciativa da Prefeitura de Niterói, o Programa Fila Zero consegue um importante índice, o de superar 50 mil atendimentos a pacientes. Lançado em setembro de 2025, com início dos agendamentos em outubro, o programa já contabiliza 92.132 agendamentos. Além disso, atingiu exatos 54.216 pacientes que conseguiram fazer seus e consultas.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, visitou, nesta quinta-feira (19), uma das unidades que possui ocnvênio com o programa, a Gastro Imagem, e acompanhou o atendimento de Maria Célia Santos, de 53 anos. Mãe de dois filhos, de 22 e 10 anos, e moradora do Engenho do Mato, na Região Oceânica, recebeu o atendimento na Clínica Silvio Picanço, em Itaipu, onde realizou uma endoscopia.

Gostei, adorei. Muito boa a iniciativa da Prefeitura. O exame estava previsto desde novembro e ainda me ligaram antes do tempo. Essa iniciativa da Prefeitura está ajudando muita gente. Estou muito feliz”, disse.

Redução de filas em diversas especializadas

Os números confirmam que o programa avança de forma consistente. Além disso, permitiu zerar as filas de demandas reprimidas da Central de Regulação em diversas especialidades. São elas angiologia, cardiologia, endocrinologia, ortopedia, pneumologia, psiquiatria, reumatologia, ressonância magnética, eletroencefalograma, avaliação urodinâmica completa, ecocardiografia transtorácica, mamografia, teste ergométrico e tomografia computadorizada sem contraste.

Outras especialidades e exames seguem em fase de redução da demanda, como fisioterapia, neurologia, neurologia pediátrica, otorrinolaringologia, otorrinolaringologia pediátrica, holter, MAPA, histeroscopia diagnóstica, colonoscopia, endoscopia, ecodoppler e ultrassonografia.

De acordo com o prefeito Rodrigo Neves, os resultados demonstram que o programa está cumprindo o compromisso assumido com a população.

Assumimos o desafio de enfrentar a demanda reprimida com planejamento, investimento e gestão responsável. Hoje, com 50 mil pacientes atendidos e 14 especialidades zeradas, mostramos que o Fila Zero está funcionando e transformando a saúde pública de Niterói. Estamos garantindo diagnóstico mais rápido, início de tratamento no tempo certo, mais dignidade para a população e, paralelamente, avançando na estruturação da rede”, afirmou, lembrando que a Prefeitura de Niterói está reformando o antigo prédio da Amil, em Piratininga, onde será instalado o Super Centro de Exames, Imagens e Especialidades da Região Oceânica.

O Programa Fila Zero prevê a realização de exames por meio da contratação de entidades privadas ou sem fins lucrativos, utilizando a Tabela SUS-Niterói, criada por decreto após aprovação do Conselho Municipal de Saúde. A tabela estabelece valores diferenciados para a complementação financeira dos procedimentos com recursos próprios do município, ampliando a capacidade de atendimento da rede e garantindo mais agilidade no acesso aos serviços.

Exames cardiológicos como maior demanda

Entre os exames com maior demanda estão a ecocardiografia transtorácica, a colonoscopia, a ultrassonografia mamária bilateral e a endoscopia digestiva.

A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, ressaltou que o avanço do programa representa uma mudança estrutural na organização da rede.

O Fila Zero está avançando, e os números comprovam isso. Ampliamos a oferta de exames, fortalecemos a rede municipal e utilizamos a parceria com a rede privada de forma estratégica e responsável”, destacou.

O programa também dialoga com outras iniciativas de ampliação do acesso à saúde como, por exemplo, a adesão ao programa federal “Agora Tem Especialista”. Isso porque tal iniciativa permite que hospitais privados e filantrópicos ofereçam atendimentos pelo SUS. Em Niterói, o Hospital e Maternidade São Francisco foi o primeiro hospital particular do país a integrar o programa para atendimentos oncológicos.

Espera de três anos por endoscopia

A profissional de reciclagem Andressa Barroso, de 33 anos, mora há pouco mais de 10 meses em Niterói, no bairro do Caramujo. Ela conta que estava há mais de três anos esperando para fazer o exame de endoscopia.

Estou há um tempão, deve ter uns três anos, esperando para fazer esse exame. Eu morava no Rio Comprido, no Rio, e só consegui agora que vim morar com a minha mãe em Niterói”, explicou Andressa, que estava acompanhada da mãe, Sheila Damião. “Ela precisou vir pra cá para conseguir finalmente fazer esse exame”, completou.

Finalmente, o presidente da Federação das Associações de Moradores, Manoel Amâncio, também destacou a importância do programa.

Para nós, é um serviço de excelência que a comunidade estava precisando. A dificuldade de atendimento acabou. É um serviço de primeiro mundo, em um lugar maravilhoso. Só de entrar a gente já fica encantado”, afirmou.

Comments are closed.