ONG de São Gonçalo inicia capacitação para empreendedores

ONG inicia curso nesta terça (10). Foto: Divulgação.
O número de empreendedoras mulheres vem crescendo anualmente no estado do Rio. Por isso, uma ONG de São Gonçalo, no Leste Fluminense, inicia uma capacitação, nesta terça (10) para fortalecer o empreendedorismo feminino. Mas a iniciativa não vai se restringir mulheres, pois também haverá espaço para projetos entre empreendedores homens. O primeiro encontro será na Centro Cultural Joaquim Lavoura e a realização é do projeto Rede Solidária Mulheres da Parada. Além disso, o objetivo é o de atender empreendedores solidários
Embora São Gonçalo seja o segundo município fluminense mais populoso do Rio, com quase 900 mil habitantes, de acordo com o Censo 2022 do IBGE, tal pesquisa mostra uma situação discrepante. O PIB per capita gonçalense, de pouco mais de 18 mil reais, é um dos piores do estado. A média varia entre a 88ª e 82ª colocação das 92 cidades que formam o Rio de Janeiro. Por isso, a presidente e fundadora da ONG, Letícia da Hora afirma que o projeto terá tempo suficiente para aprimoramento profissional das empreendedoras.
De acordo com Letícia, o curso tem duração de 16 meses. Além disso, vai oferecer capacitação profissional, orientação contábil e jurídica e de marketing aos empreendedores de estética e moda afro, cultura e arte, gastronomia, artesanatos e de outros segmentos.
A gente pensou este projeto a partir da nossa participação como membro do Fórum de Economia Solidária de São Gonçalo e da nossa própria experiência ao estimular as alunas formadas pelos nossos cursos de tranças e cosméticos naturais, por exemplo, a se organizarem em iniciativas colaborativas de trabalho”, explicou Letícia.
Aumento do empreededorismo no estado e representatividade no município
O Rio de Janeiro lidera o ranking dos estados brasileiros com maior percentual de mulheres empreendendo. Isso porque, segundo pesquisa do Sebrae Rio com base nos dados da Pnad Contínua, elas representam 40% do total de empreeendedores. Além disso, o levantamento mostra um movimento crescente. Em 2023, as mulheres eram 38% dos empreendedores do estado; em 2024, passaram para 39%; e agora atingem 40%.
Já em relação a São Gonçalo, Letícia afirma que o percentual de mulheres empreendedoras que são atendidas pelo projeto chega a até, por exemplo, 80% entre as que moram em favelas. Por isso, o curso vai ajudar na criação de uma ferramenta digital que amplie a divulgação dos produtos que elas vão oferecer na internet.
O projeto prevê ainda a realização de 12 feiras e um Festival de Economia Solidária ao longo do processo. Também havéra a criação de uma plataforma digital para divulgação dos produtos e serviços dos 18 empreendimentos colaborativos. Mais de 80% deles são formados por mulheres pretas e mais de 50% de favelas e comunidades dos bairros Salgueiro e Santa Izabel”, salientou.







































