

SRAG por covid e outros vírus cresce em crianças, mas hospitalizações permanecem baixas | Fernando Frazão/Agência Brasil
O boletim do InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (28), indica aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados como Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Paraíba, mas sem grandes impactos nas hospitalizações. O estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforça que os casos graves da doença continuam baixos no país.
No Amazonas, o crescimento se concentra em crianças pequenas e é causado, principalmente, pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O estado é o único que ainda apresenta aumento de SRAG por VSR no Brasil.
No Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás, o aumento de casos ocorre principalmente em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, impulsionado pelo rinovírus, segundo os dados laboratoriais.
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A região centro-sul, especialmente São Paulo, também registra crescimento de SRAG na faixa etária de 2 a 14 anos. Estados do Nordeste e o Amapá apresentam tendência semelhante.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda:
“Crianças e adolescentes com sintomas de gripe ou resfriado devem ficar em casa e evitar a escola para prevenir a transmissão. Idosos e imunocomprometidos precisam tomar a vacina contra a covid-19 a cada 6 meses. Outros grupos de risco devem receber doses de reforço uma vez ao ano.”
Cenário nacional
Em nível nacional, o cenário atual sugere indícios de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), mas aumento na tendência de curto prazo (últimas três semanas).
No ano epidemiológico de 2025, já foram notificados 163.956 casos de SRAG, sendo:
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87.741 (53,5%) com resultado positivo para algum vírus respiratório;
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56.822 (34,7%) negativos;
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8.757 (5,3%) aguardando resultado laboratorial.