
O ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, decide na terça-feira (15) sobre volta do horário de verão no Brasil em novembro
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciará na terça-feira (15) se o Brasil retomará o horário de verão ainda este ano. A medida é considerada devido à crise hídrica e à necessidade de garantir estabilidade no fornecimento de energia. O ministro Alexandre Silveira retornará antecipadamente de suas férias para participar da reunião decisiva em Brasília.
Se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”,, afirmou Silveira na última sexta-feira (11), em Roma, após participar de um fórum internacional.
Silveira destacou que a decisão precisa ser imediata para permitir o planejamento dos setores afetados, por exemplo o transporte aéreo e a segurança pública.
“Não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”, disse o ministro.
Planejamento e crise energética
A reunião está marcada com urgência devido à gravidade da crise hídrica. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que o Brasil vive a pior seca em 73 anos. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também projeta dificuldades para o período de outubro de 2024 a março de 2025. Principalmente, no atendimento de picos de demanda, que ocorrem entre 18h e 20h.
Segundo dados apresentados pelo ONS, as chuvas previstas para os próximos meses devem primeiro recuperar a umidade do solo antes de elevar os níveis dos reservatórios. Mesmo assim, há incertezas sobre quando essa recuperação ocorrerá.
“Estamos equilibrando segurança energética e modicidade tarifária. Se errarmos agora, a responsabilidade será grande”, comentou o ministro. Ele ressaltou que Belo Monte e outras hidrelétricas sem reservatórios dependem diretamente das chuvas, o que aumenta a complexidade do cenário.
Impactos e decisão técnica
Silveira afirmou que a adoção do horário de verão não interferirá nas eleições, já que a medida precisa de um prazo mínimo de 20 dias para implementação.
“Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”.
O ministro garantiu que o presidente Lula delegou a decisão ao MME, sem interferências políticas.
“O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, finalizou.
O Operador Nacional do Sistema seguirá monitorando a situação, bem como recomendando medidas preventivas para garantir a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) nos próximos meses.
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