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Vereadora de Niterói acompanha homenagem a estudante trans vítima de feminicídio

Vereadora de Niterói acompanha homenagem a estudante trans vítima de feminicídio

Bárbara Vergetti Martins de Souza, de 34 anos, foi a primeira estudante transexual a se formar na Universidade Federal Fluminense (UFF) de Niterói

Bárbara Vergetti Martins de Souza, de 34 anos, foi a primeira estudante transexual a se formar na Universidade Federal Fluminense (UFF) de Niterói. Ela, que foi brutalmente assassinada há pouco mais de um mês, recebeu na última quinta-feira (07), uma bela homenagem realizada por seus antigos colegas de curso. Com o intuito de manter viva a memória da luta pelos direitos das pessoas transgêneras nos ambientes de Educação, um memorial foi montado no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, recordando marcantes momentos da vida de Bárbara.

A cerimônia foi acompanhada de perto pela vereadora Benny Briolly (Psol), que também se destaca por ser a primeira mulher trans do legislativo na cidade.

“Bárbara sofreu uma execução como mulheres trans sofrem no Brasil todos os dias. Ela vai ser sempre lembrada como referencial de luta, de potência, para que não se deixe perder o que ela construiu aqui e que nós precisamos dar continuidade. A memória da Bárbara vai estar presente hoje e sempre”, disse Benny.

De acordo com os amigos, Bárbara era uma pessoa doce, gentil, disposta a viver a vida e lutar pela própria vida. Era uma amiga divertida e companheira, pesquisadora, militante e trabalhadora. Eles destacam ainda que ela tinha uma sede de vida e de conhecimento memoráveis.

Através de uma vaquinha on-line realizada, foi pintado, em uma das paredes da UFF, um graffiti com o rosto de Bárbara, através do artista Airá, reconhecido pela beleza e ativismo de seus trabalhos.

Relembre o caso

Bárbara saiu de casa, em Copacabana, no Rio de Janeiro, para encontrar Vitor Teodoro Cossich. Após três dias desaparecida, o corpo foi achado no quarto onde Vitor vivia, no dia 1º de outubro, no bairro Cachambi, zona norte da cidade.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a morte por asfixia. Vitor foi preso dois dias depois e confessou o crime na delegacia. Ele alegou que contratou a vítima em um site de garotas de programa. Após o encontro, o desentendimento entre os dois teria começado na hora do pagamento. Em sua versão, afirma que foi agredido e que segurou o pescoço de Bárbara para se defender. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga como feminicídio.

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