Tag: Cadeia de Custódia

  • Moraes manda preservar provas da Operação Contenção no Rio

    Moraes manda preservar provas da Operação Contenção no Rio

    Provas da Operação Contenção, realizadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro, tem que ficar preservadas, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF 635no STF  | Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Provas da Operação Contenção, realizadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro, tem que ficar preservadas, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF 635no STF  | Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ministro Alexandre de Moraes determinou neste domingo (2) a preservação rigorosa e integral das provas relacionadas à Operação Contenção, que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. A incursão, realizada na última terça-feira (28), tornou-se a mais letal da história do Rio. Além disso, a ordem reforça controles sobre perícias, cadeia de custódia e acesso institucional.

    Decisão Ampara Pedido da DPU

    Atendendo à Defensoria Pública da União (DPU), Moraes assegurou ao Ministério Público o controle e a fiscalização dos elementos materiais da operação. A DPU no Rio também poderá acompanhar as verificações, acima de tudo para haver transparência. Embora o Supremo já tivesse fixado essas regras na ADPF 635, o ministro reforçou a necessidade de execução imediata devido ao impacto da operação.

    Regras da ADPF das Favelas

    A ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, foi protocolada em 2019 pelo PSB. O Plenário do STF determinou que os vestígios de crimes fossem preservados e que as perícias tivessem independência técnica. Por isso, a nova decisão destaca que essas diretrizes precisam ser seguidas de forma estrita após uma operação com tantas mortes.

    Intimação do Governador do Rio

    O governador Cláudio Castro será intimado ainda neste domingo. Ele deverá assegurar a preservação de armas, munições, laudos e registros produzidos pela polícia. A medida ocorre em meio a fortes críticas do próprio governador à decisão do Supremo. Na semana passada, Castro voltou a atacar a ADPF 635 e a chamou de “maldita”.

    Reunião de Esclarecimentos

    Moraes marcou para esta segunda-feira (3) uma reunião com Castro e outras autoridades. O governador deve apresentar os 18 esclarecimentos solicitados pelo ministro, que tratam de planejamento, gestão de risco, justificativas operacionais e comunicação entre comandos. Com isso, o STF pretende esclarecer as circunstâncias do confronto.

    Monitoramento Institucional

    Em abril, o Supremo estabeleceu medidas para reduzir a letalidade policial em comunidades do Rio. O tribunal atribuiu responsabilidades ao MP, à DPU, ao CNMP e a outras instituições. Assim, a nova ordem reforça compromissos assumidos recentemente e amplia o monitoramento após a Operação Contenção.

    Audiência com Entidades de Direitos Humanos

    Além da reunião de segunda, Moraes convocou uma audiência conjunta para quarta-feira (5), às 10h, na sala da Primeira Turma do STF. Participarão organizações como o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, a Justiça Global, a Educafro, a Redes da Maré, o Movimento Negro Unificado, o Coletivo Papo Reto, entre outras. Dessa forma, o debate sobre a operação ganha amplitude institucional.

    As entidades devem apresentar análises, relatos e recomendações. Além disso, movimentos de favelas e universidades levarão contribuições técnicas e sociais. A expectativa é que o encontro ajude a identificar falhas estruturais e caminhos para investigações independentes.

    No mesmo despacho, Moraes negou solicitações de participação como amicus curiae apresentadas por diversas entidades. O ministro também rejeitou pedidos de presença em audiências previstas para novembro de 2025. Segundo ele, não houve atendimento aos requisitos legais.

    Impacto da Operação e Próximos Passos

    Com essas determinações, aumenta a pressão sobre os órgãos de segurança. A preservação de vestígios e a independência das perícias serão decisivas para esclarecer as circunstâncias das 121 mortes. Além disso, o cumprimento estrito das regras deve orientar a investigação e manter a operação sob análise contínua nas próximas semanas.

  • Homens são presos em ferro-velho por roubo de hidrômetros

    Homens são presos em ferro-velho por roubo de hidrômetros

    Homens são presos em ferro-velho por roubo de hidrômetros
    Homens são presos em ferro-velho por roubo de hidrômetros | Reprodução/Redes Sociais

    Na tarde desta quinta-feira (26), dois homens foram presos em flagrante por furtar 340 hidrômetros em Duque de Caxias. Os equipamentos seriam vendidos ilegalmente em um ferro-velho na Baixada Fluminense.

    A Polícia Militar recebeu informações de funcionários da Águas do Rio, que relataram o furto de materiais do almoxarifado da empresa em Bonsucesso, Zona Norte do Rio.

    + LEIA TAMBÉM: ►Previsão do Tempo: Calor dá trégua no Rio

    Com o auxílio de um dispositivo de rastreamento, a polícia localizou os hidrômetros no ferro-velho, situado na Avenida Leandro da Mota, no bairro Doutor Laureano.

    Agentes do 15º BPM (Duque de Caxias) foram até o local e flagraram um funcionário se preparando para cortar os hidrômetros. A identificação dos materiais foi realizada por meio do número de série. Com isso, a ação resultou na prisão do dono do ferro-velho e de um empregado.

    + MAIS NOTÍCIAS DO RIO DE JANEIRO? CLIQUE AQUI

    Os detidos foram levados à 59ª DP (Duque de Caxias), onde permaneceram presos. Os hidrômetros recuperados foram devolvidos à concessionária.

    Em nota, a Águas do Rio informou que, entre janeiro e agosto deste ano, já registrou 16.622 furtos de hidrômetros em sua área de atuação. Para combater esse tipo de crime, a empresa intensificou a implementação de novos modelos de hidrômetros, que não contêm componentes metálicos, tornando-os menos atrativos para os criminosos.

    http://instagram.com/folhadoleste

    Siga o Folha do Leste no Instagram!

    Curta e siga o Folha do Leste no Facebook!

    Curta e siga o Folha do Leste no Facebook!

  • CPI apresenta 25 propostas para reduzir erros no reconhecimento fotográfico

    CPI apresenta 25 propostas para reduzir erros no reconhecimento fotográfico

    CPI apresenta 25 propostas para reduzir erros no reconhecimento fotográfico
    Foto: Thiago Lontra – Alerj

    A CPI do Reconhecimento Fotográfico da Alerj, apresentou, nesta quarta-feira (10), 25 sugestões de aprimoramentos da técnica de identificação de suspeitos. As medidas pdoerão ser anexadas ao Relatório Final, cuja votação está prevista para quinta-feira (11).

    Entre as propostas estão tornar ilegal álbuns de suspeitos em delegacias de Polícia Civil e batalhões de Polícia Militar e estabelecer o pagamento de indenização a vítimas de reconhecimento equivocado.

    ► Leia mais notícias sobre o Estado do Rio aqui

    A presidente da Comissão, deputada Renata Souza (PSol), destacou que, durante visita técnica à 76ª DP (Niterói), constatou a dificuldade em reconhecer as fotos de suspeitos presentes em álbuns e o fato de as imagens não serem periciadas pelo Instituto Félix Pacheco (IFP). Além disso, frisou a necessidade de o Estado reparar pessoas que sofreram com as consequências dos erros de identificação, como as prisões injustas.

    “Quando visitamos a delegacia, pedi que apresentassem a mim o álbum de suspeitos. As imagens eram em preto e branco e de baixíssima qualidade. Outro dado importante, informado pela delegacia, é que as fotos passariam por perícia. No entanto, no IFP, nos afirmaram que nenhuma fotografia passa pelo crivo do instituto”, explicou a deputada.

    Outras propostas

    Durante a reunião também foram apresentadas como sugestões a introdução da disciplina Psicologia do Testemunho nos cursos de Direito e de formação de policiais civis, federais e militares; a criação de um Sistema Nacional de Registro de prisões preventivas e de condenações criminais injustas; a extensão da prova penal dependente de memória aos protocolos referentes à cadeia de custódia; investimento em estrutura nas delegacias de Polícia Civil para realização do reconhecimento; e a vedação do uso da identificação por fotografia como prova exclusiva para fundamentar medida cautelar, prisão ou condenação.

    Caso sejam aprovadas, a CPI encaminhará as propostas a órgãos como o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ministério Público Estadual (MPRJ), Secretarias de Estado de Polícia Militar, de Polícia Civil e de Segurança Pública e ao Congresso Nacional.

     

    Itaipu-Itaipuaçu: Caminhão causa grave acidente na RJ-102, a estrada da SerrinhaItaipu-Itaipuaçu: Caminhão causa grave acidente na RJ-102, a estrada da Serrinha