Vasco deve mandar jogos no Nilton Santos durante reforma de São Januário | Dikran Sahagian/Vasco
O Vasco jogos no Nilton Santos deve se tornar realidade em breve. O clube encaminhou um acordo com o Botafogo para mandar suas partidas no estádio durante a reforma de São Januário, prevista para começar em 2026. O contrato, segundo o ge, terá validade de três anos.
O aluguel do Nilton Santos será de R$ 250 mil por jogo, valor considerado alto, mas menor que os R$ 380 mil pagos em 2022 para atuar no Maracanã. O estádio só poderá ser usado quando o Botafogo não tiver compromissos marcados ou quando não houver shows e eventos agendados.
Desde 2014, o Nilton Santos é o segundo estádio mais usado pelo Vasco fora de São Januário, com 11 jogos realizados — três vitórias, três empates e quatro derrotas. O Maracanã lidera a lista, com 49 partidas disputadas.
O acordo faz parte do planejamento da diretoria para viabilizar as obras no estádio cruz-maltino. Em outubro, Vasco e Prefeitura do Rio assinaram o documento que oficializa a transferência do potencial construtivo de São Januário, permitindo ao clube comercializar o ativo. A empresa SOD Capital tem até 12 de dezembro para exercer a compra, avaliada em mais de R$ 500 milhões.
Jet skis causam incidentes em praias da Região Oceânica | Fernando Frazão/Agência Brasil
As ondas de calor registradas no outono e até mesmo no inverno deste ano, apelidadas “veranico”, têm levado cada vez mais pessoas às praias niteroienses, sobretudo na Região Oceânica de Niterói. Porém, o lazer mais democrático e plural que existe até então está ameaçado pela insegurança provocada por alguns usuários de jet skis.
Isso porque os usuários dessas motos aquáticas insistem em trafegar próximos da área de arrebentação, amedrontando banhistas e, ao mesmo tempo, violando a lei.
Frequentadores das praias da Região Oceânica constantemente testemunham pessoas pilotando motos aquáticas em áreas próximas da praia. Muitos chegam a deixar de entrar no mar, simplesmente, por medo de um acidente. Outros, relatam que já chegaram a discutir, sem sucesso, com os condutores dessas embarcações.
Muitos deles, quando abordados por pessoas comuns, fazem questão de ostentar suas supostas superioridades por padrão econômico e empoderamento pela propriedade da embarcação, associada ao sucesso pessoal e status comportamental. Enfim, a situação gera desgastes, aborrecimentos e quase nunca gera repercussão.
Habilitação marítima
Um fato desconhecido por muitas pessoas se trata da obrigatoriedade de habilitação amadora de motonauta para se conduzir jet ski. O documento, emitido pela capitania, delegacia ou Agência da Capitania dos Portos, tem validade de 10 anos. Entretanto, para as pessoas maiores de 65 anos, a validade será de 5 anos.
Fiscalização autua 8 em Itaipu
Todavia, um informe do comando do 1º Distrito Naval da Marinha do Brasil afirma que equipes de Inspeção Naval da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro notificaram oito motos aquáticas na Região de Itaipu, no último domingo, 23 de junho. Segundo o órgão, as equipes estão atuando para coibir a presença de motonautas no que se chama de área de segurança de banhistas.
Nesse sentido, a área de segurança a que o órgão se refere corresponde a uma faixa limite de 200 metros, contada a partir da faixa de praia, seja ela fluvial, lacustre ou marítima. Tanto essa, assim como outras normas, foram estabelecidas, em maio de 2022, pelo Ministério da Defesa, Comando da Marinha, Diretoria-Geral de Navegação e Diretoria de Portos e Costas do Brasil.
Regulamento
Essas instituições se reuniram e elaboraram uma portaria estabelecendo normas e procedimentos sobre o emprego das embarcações do tipo moto aquática, exclusivamente em atividades de esporte e/ou recreio. A medida visa, sobretudo, a segurança da navegação, salvaguardar a vida humana e a prevenção da poluição ambiental. Tanto por tais embarcações assim como seus condutores.
O texto diz ainda que, nesses locais, a colocação ou a retirada desses equipamentos na água deve ocorrer em ponto destinado exclusivamente para o embarque e desembarque de pessoal.
Porém, tal regramento não se aplica aos órgãos que fazem uso dos equipamentos em operações de salvamento de vidas. Por exemplo, quando usados pelo Corpo de Bombeiros ou instituições semelhantes.
Além da faixa de 200 metros, fica proibido o uso de jet ski em áreas consideradas de segurança, notadamente:
Próximas a canais de acesso aos portos, fundeadouros de navios mercantes, tal qual proximidades das instalações portuárias;
A menos de 200 metros de instalações militares;
A menos de 500 metros de produção de petróleo, como plataformas fixas e flutuantes.
Áreas próximas às usinas hidrelétricas, termoelétricas e nucleares, cabendo às concessionárias responsáveis pelo reservatório de água definir os locais onde o uso da embarcação poderá ser feito;
Penalidades
A portaria estabelece penalidades variadas para quem descumprir as regras. entre elas a suspensão da habilitação por 120 dias para quem conduzir a “embarcação em estado de embriaguez ou após uso de substância entorpecente ou tóxica”.
Em caso de reincidência, o infrator fica sujeito à pena de cancelamento da habilitação, que só poderá ser emitida novamente após o prazo de 2 anos, após submissão “a todos os requisitos estabelecidos para o seu processo de emissão inicial.”
Porém, a norma especial não prevê penalidades para os condutores de jet ski que não possuem habilitação. Dessa forma, eles estão sujeitos à velha norma da Lei de Contravenções Penais, que em seu artigos 32 e 34 lhes atribui penas de multa, que podem ter conversão em prisão simples, de 15 dias a 3 meses. Nesses casos, elas se dão em regime aberto e podem virar penas alternativas.
Aluguel
Quando alugado, o jet ski utilizado deve possuir faixa ou placa amarela em local visível, com a inscrição “ALUGUEL”, com letras em maiúsculo grafadas na cor preta. E os equipamentos não podem ser alugados para pessoas sem habilitação, sob pena de a empresa que pratica esse serviço ter seu credenciamento cancelado.
Denúncias
A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro possui um Disque-Denúncia específico para situações envolvendo violações cometidas por embarcações, inclusive motos aquáticas. Logo, ao invés de se indispor na praia, acione a fiscalização pelos telefones (21) 97299-8300 e (21) 2104-5480.
O serviço garante o anonimato do denunciante, mas precisa do máximo de informações possíveis sobre a embarcação infratora. Assim sendo, não deixe de registrar fotos e vídeos da embarcação para facilitar o trabalho de investigação e abordagem das equipes de fiscalização. Por fim, um outro detalhe importante se trata do registro do local, data e hora da infração, além das imagens.
Serviço de patinetes elétricos voltam ao Rio de Janeiro | Divulgação
Depois de quatro anos, os patinetes elétricos voltam a fazer parte do cenário urbano do Rio de Janeiro. A empresa Whoosh, líder em micromobilidade, deu o pontapé inicial neste sábado (22) com a instalação de mil equipamentos em diversos bairros da Zona Sul e Zona Norte da cidade.
Com uma velocidade máxima de 20 km/h, os patinetes oferecem uma maneira prática, divertida e ecológica de se locomover pelas ruas e ciclovias do Rio. O serviço está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, com tarifas acessíveis: R$ 2 para desbloquear e R$ 0,80 por minuto de uso. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou PIX.
O aplicativo da Whoosh garante uma experiência completa aos usuários. Através dele, é possível localizar patinetes disponíveis, verificar o nível de bateria, reservar o equipamento e até mesmo acompanhar o histórico de viagens. A segurança é prioridade: o sistema limita a velocidade em áreas congestionadas e emite um alerta sonoro caso o usuário entre em zona proibida.
A Whoosh pretende expandir a frota para 2.600 patinetes nos próximos três meses, com 550 pontos de estacionamento distribuídos pela cidade. A empresa também se compromete a promover a educação no trânsito e a aplicar medidas punitivas para aqueles que não seguirem as regras, garantindo a segurança e o respeito entre todos os usuários das vias públicas.
Despesas aumentam para empreendedores do Rio de Janeiro | Reprodução
Mais de dois terços dos empreendedores fluminenses, cerca de 72%, registraram aumentos de suas despesas nos últimos 30 dias. Dados divulgados pelo Sebrae-RJ mostram que custos com insumos, mercadorias, combustíveis, aluguel e energia dispararam.
Desse modo, 43% dos donos de negócios disseram ter repassado os aumentos para os consumidores parcial ou totalmente. Em contrapartida, 55% das empresas optaram por pagar a conta, muitos com medo de perder clientes.
Os números têm como base uma pesquisa do Sebrae, realizada com 515 empreendedores. Ela ainda revela um cenário desafiador para o segmento, com 44% dos empreendedores relatando queda no faturamento anual. No entanto, 28% permaneceram com os mesmos rendimentos ao passo que apenas 21% registram crescimento.
Para Leandro Marinho, gerente de Atendimento do Sebrae Rio, a chave para a sobrevivência está no planejamento estratégico.
“O empreendedor precisa encontrar formas de equilibrar a sua empresa. Uma das melhores formas de proteger e garantir a sustentabilidade é desenvolver um plano de negócios. Assim, o empresário fará um raio-X da sua empresa, observando o mercado e avaliando os pontos fortes, fracos e oportunidades”, explica Leandro Marinho, gerente de Atendimento do Sebrae Rio.
O Sebrae Rio oferece diversos serviços gratuitos para auxiliar os empreendedores nesse momento turbulento. Por exemplo, orientação financeira, cursos de gestão e workshops sobre inovação são algumas das ferramentas disponíveis para ajudar os negócios a superar a crise e alcançar o sucesso.
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No Brasil, um em cada cinco cidadãos não consegue realizar o sonho da moradia própria devido a burocracia dos financiamentos bancários e altas taxas de juros. Isso joga o brasileiro no mercado de alugueis. A ausência de políticas públicas voltadas para o acesso a moradia refletem nos números de estudos sobre habitação no país.
Essa escassez de oportunidades resulta no aumento do aluguel, tornando-o até mais vantajoso que financiamentos de 30 anos, com os atuais juros praticados no mercado. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2022, 21,1% dos domicílios estavam alugados. Os dados, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (16), mostram o crescimento deste número em relação a 2016 (18,5%) e 2019 (19,3%).
Todas as grandes regiões apresentaram aumento, com destaque para Centro-Oeste e Sul. Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e São Paulo eram as unidades da federação que concentravam maiores percentuais de domicílios alugados.
Além disso, outros dados alarmantes se revelaram, como a diminuição da propriedade de moradia dos brasileiros já quitados. O índice caiu de 66,7% em 2016 para 63,8% em 2022. Essa situação dramática afeta diretamente o sonho das pessoas, que muitas vezes são obrigadas a optar pelo aluguel – por que acabam perdendo o imóvel por falta de condições de manter o pagamento do financiamento. E, com isso, deixam de possuir um lugar para chamar de seu.