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Seleção Brasileira de Vela tem nova patrocinadora

Seleção Brasileira de Vela tem nova patrocinadora

Florence Marine X, marca do surfista John John Florence, nova patrocinadora da Seleção Brasileira de Vela para o ciclo olímpico de 2028 | Divulgação

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) fechou um contrato de estratégico com a Florence Marine X, visando fortalecer a equipe Seleção Brasileira de Vela. O acordo envolve, principalmente, patrocínio e fornecimento de material esportivo. Além disso, visa garantir melhores condições para os atletas enfrentarem desafios internacionais. Sobretudo, neste inicio de ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A Vela, modalidade esportiva que tem em Niterói o seu berço, é a que mais deu medalhas de ouro ao Brasil em Jogos Olímpicos de Verão. Desde 1968, nos Jogos da Cidade do México, a modalidade soma 19 medalhas olímpicas, com oito conquistas douradas. Apenas o Judô (28 medalhas) e o Atletismo (21) a superam em seu total de 19 pódios olímpicos.

De olho nesse legado, assim como na regularidade da modalidade que somente em Barcelona (1992) e Paris (2024) deixou de conquistar medalhas, Daniel Bewalski, Diretor de Marketing da Florence Marine X no Brasil, destaca o desejo da marca que teve como criador o tricampeão mundial de surfe John John Florence, em associar produtos para exportes extremos a grandes atletas.

marca de John John Florence é a nova patrocinadora da Seleção Brasileira de Vela

Marca lançada pelo surfista John John, Florence Marine X, Seleção Brasileira se torna nova patrocinadora da Seleção Brasileira de Vela | Reprodução/Florence Marine X

“Nosso objetivo é estar ao lado dos melhores atletas e criar produtos que atendam às exigências do esporte outdoor em situações extremas. Essa parceria com a CBVela representa um grande passo na nossa missão de conectar a Florence Marine X ao universo da vela e reforçar nosso compromisso com a performance e a exploração sem limites”, explica.

O Diretor Secretário da CBVela, Marco Aurélio de Sá Ribeiro, trata-se de momento excelente para dar início à parceria.

Estamos iniciando, em termos competitivos e técnicos, o ciclo que nos levará até os Jogos Olímpicos de 2028. E é ótimo já iniciar esta nova jornada com um parceiro deste peso, que carrega excelência e grandes conquistas no seu DNA”, ressalta”.

Competição começa na sexta-feira (28)

A nova fase começa no Troféu Princesa Sofía, entre 28 de março e 5 de abril, em Palma de Maiorca. A competição, uma das mais tradicionais da Vela mundial, marca o início dessa jornada. Nela, os velejadores brasileiros já utilizarão os novos uniformes, representando um passo importante na preparação para os desafios olímpicos.

A delegação que disputa o torneio espanhol reúne velejadores experientes e talentos em ascensão. Esse equilíbrio reforça a missão da CBVela de renovar a modalidade no Brasil.

Daniel Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Vela

“Contaremos com um grupo diverso em Palma, incluindo jovens velejadores, algo que reforça a nossa missão de renovação da vela nacional. Este é um trabalho que vem sendo feito em diversas classes e que acreditamos ser o caminho para o sucesso”, destaca Daniel Azevedo, presidente da Confederação.

A Imortalidade do Protagonismo de Niterói na Vela

Diante do discurso de “missão de renovação” do novo presidente da CBVela, vale lembrar que Niterói moldou os maiores velejadores do Brasil. Então, a história dos atletas daqui continuará sendo a força motriz que impulsiona a vela olímpica nacional.

O legado de Niterói está gravado nos pódios, nas águas e na história do esporte brasileiro. Mesmo sem subir ao pódio nos Jogos de Paris 2024, a cidade reafirma seu protagonismo na história do esporte, até quando se fala em renovação. Como prova, vê-se surgir Arthur Lamin, do Clube Naval Charitas.

Coluna Tecnologia e Inovação, no portal de notícias Folha do Leste, com Enzo Carvalho

Berço da família Grael e de outros medalhistas, Niterói representa o ponto de partida para o brilhantismo olímpico nacional.

Iatismo nasceu em Niterói há 129 anos

O pioneirismo começou no Iate Clube Brasileiro, fundado em 1906, o primeiro dedicado à vela no Brasil. Desde então, a cidade não apenas revelou talentos, mas dominou as competições internacionais.

Nesse sentido, os Grael representam a excelência no esporte. Torben Grael, niteroiense de coração, conquistou cinco medalhas. Começou com uma Prata, em Los Angeles 1984, junto de Ronaldo Senfft e Daniel Adler na classe Solling. Em seguida, em Seul 1988, Bronze, com Nelson Falcão, também do Iate Clube Brasileiro, na categoria Star Masculino.

Ao mesmo tempo, o niteroiense Clinio de Freitas junta-se a Lars Grael e conquistam uma Medalha de Bronze também nos Jogos de Seul 1988, na categoria Tornado Masculino. Com o cunhado Kiko Pelicano, irmão de sua esposa, Renata Pelicano, Lars voltaria novamente ao pódio olímpico nos Jogos de Atlanta 1996. Mais uma vez disputou a categoria Tornado Masculino e repetiu o feito de Seul, com uma Medalha de Bronze.

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Contudo, as maiores conquistas ainda estavam por vir. Ao lado de outro  imenso velejador niteroiense, Marcelo Ferreira, Torben Grael conquistou na classe Star Masculino duas Medalhas de Ouro (Atlanta 1996 e Atenas 2004). Nesse meio tempo, ainda junto com Marcelo Ferreira, ganharam o Bronze em Sidney 2000.

Torben Grael e Marcelo Ferreira, após conquistar ouro inédito nos Jogos de Atlanta 1996

Torben Grael e Marcelo Ferreira, após conquistar ouro inédito nos Jogos de Atlanta 1996 | Acervo pessoal do Torben Grael

Então, alguns anos mais tarde, já treinador, Torben teve emoção ainda maior ao ver seus filhos, Marco e Martine seguirem seu legado.

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Ao lado de Kahena Kunze, a niteroiense brilhou “em casa”, nas águas da Baía de Guanabara, onde começou a velejar, tal qual sua família. Disputando os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Martine conquistou a sétima medalha de ouro da história da Vela brasileira em Olimpíadas, na classe 49er FX. Ainda caberia a ela, juntamente com a companheira de time, Kahena, repetir o feito em Tóquio 2020.

Martine Grael | Fernando Frazão/Agência Brasil

Niteroiense Martine Grael, bicampeã olímpica e filha de outro bicampeão, Torben Grael | Fernando Frazão/Agência Brasil

Marco Grael disputou três olimpíadas, mas sem conquistar medalhas. Porém, tem um título de campeão Pan-Americano em Lima 2019, na classe 49er masculino.

A lista de conquistas se estende com Isabel Swan, velejadora radicada em Niterói, que fez história ao conquistar o primeiro pódio feminino da vela brasileira, um bronze na classe 470 em Pequim 2008.

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Mesmo em Paris 2024, onde os ventos não sopraram a favor dos atletas brasileiros, Niterói permaneceu no centro das atenções e das expectativas.  Martine e Kahena chegaram à regata da medalha. Igualmente, Isabel Swan com com Henrique Haddad. Enquanto a dupla de Martine terminou os Jogos em 8º lugar na categoria 49er feminino, Isabel Swan, pela classe 470, finalizou sua participação em 10º lugar.

Henrique Haddad e Isabel Swan - Foto World Sailing - Lloyd Images

Henrique Haddad e Isabel Swan, nos Jogos de Paris 2024 | World Sailing/Lloyd Images

Por outro lado, em Niterói, estava em jogo a sucessão do governo municipal, cujo prefeito se tratava de Axel Grael, irmão de Torben e tio de Martine. Ao mesmo tempo em que disputava os Jogos Olímpicos, Isabel Swan concorria a ao cargo de vice-prefeita de Niterói. A vitória veio fora da água, com Swan eleita ao passo que anunciava o fim de sua carreira como atleta profissional. Entretanto, Martine segue em frente, olhando para 2028, inspirando as futuras gerações.

Niterói, um país com 10 medalhas olímpicas

Em resumo, das 19 medalhas brasileiras na Vela, atletas da cidade  de Niterói participaram, pelo menos, de 10 conquistas. Acima de tudo, de quatro medalhas de ouro: duas de Marcelo Ferreira e Torben Grael; e outras duas, de Martine Grael. Ainda com Marcelo Ferreira, Torben Grael conquistou um Bronze (Sidney 2000). Anteriormente, outra Medalha de Bronze, em Seul 1988, com Nelson Falcão, também radicado no Iatismo da cidade.

Contam, ainda, as Medalhas de Bronze de Lars Grael e Clinio de Freitas, em Seul 1988; e de Lars Grael e Kiko Pelicano em Atlanta 1996. Por fim, a Medalha de Bronze de Isabel Swan, em Pequim 2008, na classe 470 Feminino.

 

 

 

 

 

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