Segurança no Réveillon 2026 no Rio é elogiada por turistas e moradores

Segurança no Réveillon 2026 no Rio é elogiada por turistas e moradores | Fernando Maia/Riotur
A segurança no Réveillon 2026 no Rio foi apontada por moradores e turistas como um dos principais fatores para uma virada tranquila, marcada por policiamento reforçado, fiscalização intensa e atuação integrada do Governo do Estado.
As ações do Governo do Estado permitiram que mais de 2,6 milhões de pessoas celebrassem o Réveillon 2026 em Copacabana com segurança e organização. O esquema especial reuniu 3.500 agentes, 182 viaturas, 78 torres de observação, patrulhamento aéreo e pontos estratégicos de revista nos acessos à orla.
O planejamento envolveu a atuação integrada das forças de segurança, além do reforço em áreas como saúde, fiscalização e salvamento marítimo, beneficiando não apenas a capital, mas também outras regiões do estado.
O governador Cláudio Castro destacou que o modelo adotado reflete o aprendizado acumulado em grandes eventos anteriores e o foco em prevenção. Segundo ele, o esforço conjunto garantiu resposta rápida nas ruas, no mar, nas unidades de saúde e nas delegacias.
Em Copacabana, a Polícia Militar montou 17 barreiras de revista para coibir crimes como furtos e roubos. Durante as abordagens, os agentes apreenderam mais de 200 objetos cortantes, número inferior ao registrado no Réveillon anterior, indicando maior conscientização do público.
Três pessoas foram presas na região. Em uma das ocorrências, policiais localizaram uma mochila com 12 celulares, um carregador portátil e um óculos, possivelmente provenientes de furto.
Prisões e ações preventivas em outros bairros
Além de Copacabana, o esquema de segurança atuou em outros pontos da Zona Sul. No Leblon, um homem foi preso após ser identificado pelo sistema de reconhecimento facial, na esquina da Avenida Delfim Moreira com o Canal do Jardim de Alah.
Na Barra da Tijuca, policiais militares intervieram rapidamente para conter um início de tumulto, evitando que a situação evoluísse para confronto. De acordo com a corporação, o foco foi impedir que os crimes acontecessem, e não apenas reagir a eles.
O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, ressaltou que as barreiras de revista tiveram papel central na redução de ocorrências e na apreensão de armas brancas.
Saúde, fiscalização e salvamento reforçaram operação
Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde informou que as UPAs estaduais realizaram 5.648 atendimentos entre o dia 31 de dezembro e a meia-noite. Nas primeiras horas de 1º de janeiro, outras 246 pessoas receberam atendimento.
As unidades de Copacabana e Botafogo concentraram 565 atendimentos no período, evidenciando a importância do reforço assistencial nas regiões com maior fluxo de público.
Durante o Réveillon, agentes da Lei Seca realizaram 461 abordagens em Copacabana. Ao todo, 209 motoristas foram autuados, sendo 139 por dirigir sob efeito de álcool.
O Corpo de Bombeiros também atuou de forma intensa na Zona Sul. As equipes realizaram 631 resgates marítimos entre Copacabana e São Conrado, além de localizar quatro crianças que haviam se perdido de seus responsáveis.
Público reconhece segurança como diferencial da festa
O esquema de segurança foi amplamente elogiado por moradores e turistas. Gabriel dos Santos, de 26 anos, que veio de São Paulo, destacou a presença constante de policiais como fator decisivo para aproveitar a festa com tranquilidade ao lado da família.
Ana Cristina Lima, de 54 anos, afirmou que os pontos de revista com detectores de metais trouxeram mais segurança, especialmente por estar acompanhada de uma criança.
A agente de viagens Rosângela de Oliveira, de 45 anos, que trouxe um grupo de Campinas, afirmou que a organização e a ausência de conflitos reforçam a intenção de retornar nos próximos anos.


























