Começa nesta sexta-feira (15) a segunda edição da ExpoCannabis Brasil, considerada a maior feira de cannabis da América Latina.
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Com expectativa de atrair mais de 40 mil visitantes em três dias, o evento busca destacar o uso da cannabis além do medicinal, apresentando suas diversas aplicações em setores como moda, construção civil, decoração e fertilizantes.
Programação diversificada e atrações internacionais
A ExpoCannabis oferece oficinas, aulas de yoga e meditação, sessões de massagem com óleos essenciais e uma praça de alimentação variada. Fóruns sobre legislação, negócios e uso medicinal da cannabis integram a agenda. Entre as atrações musicais, estão os artistas internacionais Dawn Penn e Horace Andy.
De acordo com os organizadores, o objetivo é alcançar não apenas os já convencidos sobre os benefícios da planta, mas também pessoas com preconceitos, promovendo o contato com aplicações concretas da cannabis em diferentes contextos.
Iniciativas e debates sobre regulamentação
Durante o evento, o público poderá conhecer o uso da cannabis na medicina humana, veterinária e odontológica. Empresas especializadas apresentarão itens inovadores como tijolos e papéis feitos de cânhamo, uma fibra sustentável derivada da planta.
A CEO da Kaya Mind, Maria Eugenia Riscala, destacou que o desconhecimento sobre o tema ainda é um obstáculo para a regulamentação no Brasil.
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Segundo Maria Eugenia, a demanda por dados confiáveis sobre a cannabis é crescente. A Kaya Mind, fundada em 2015, consolidou-se como referência no setor, com mais de 100 clientes e 100 mil acessos mensais em seu site.
Mercado em expansão e impactos econômicos
Conforme o anuário produzido pela Kaya Mind, o número de empresas do segmento no Brasil cresceu 34% entre 2023 e 2024. O mercado de sedas, por exemplo, movimentou R$ 300 milhões este ano.
Além disso, o setor de cannabis medicinal atende mais de 600 mil pacientes brasileiros, enquanto cerca de 2,8 milhões de adultos utilizam a planta regularmente.
Especialistas reforçam que a regulamentação é essencial para ampliar o acesso e reduzir o impacto no Judiciário. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça autorizou o cultivo de cannabis exclusivamente para fins medicinais, farmacêuticos e industriais.
Inspirando-se no Uruguai e o papel da ciência
Representantes internacionais, como Mercedes Ponce de León, da ExpoCannabis Uruguay, destacaram os avanços e desafios da regulamentação da maconha no Uruguai, primeiro país a legalizar a produção e venda da planta.
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Já Alessandra Alves, diretora de pesquisa do Instituto Agronômico, reforçou a importância de a ciência e a agricultura acompanharem a evolução do mercado.
Com um faturamento que ultrapassa R$ 1 bilhão em segmentos como growshops e headshops, a feira promete ser um marco na discussão sobre a cannabis no Brasil e suas inúmeras possibilidades.