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Velório de Preta Gil: familiares, artistas e fãs se despedem da artista no Teatro Municipal do Rio de Janeiro

O velório público de Preta Gil teve início na manhã desta sexta-feira (25), na Sala Cecília Meireles, na Cinelândia, no Rio de Janeiro. Diversas pessoas chegaram muito cedo, antes mesmo das 6h da manhã para a cerimônia, aberta ao público às 9h. Fãs formam uma fila que se estendeu por toda Praça da Cinelândia sob clima de reverência e emoção.

Entre os primeiros a chegar estiveram o pai de Preta, Gilberto Gil, com outrso familiares. Entre eles, os filhos de Preta, Francisco e João, além de Flora Gil, irmã da artista. Também compareceram artistas e amigos íntimos como Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Sandra de Sá, Regina Casé, Djamila Ribeiro. Representando o presidente Lula, veio a primeira-dama Janja da Silva, que depositou uma coroa de flores com a inscrição:

“Nasceu para voar, fez seu destino, tocou o céu e espalhou só o amor. O Brasil agradece e celebra sua luz.”

Fãs e admiradores aguardavam em silêncio, muitos com flores ou cartazes em mãos, reforçando a representatividade de Preta. A maior parte das pessoas, entretanto, fazia questão de passar pelo caixão, registrando a cena com seus celulares.

Ao longo de sua vida, Preta Gil levantou importantes bandeiras. Principalmente, a das mulheres pretas, obesas, LGBTQIA+. Quando descobriu que estava severamente doente, com câncer no reto, a artista ressignificou sua dor dividindo os momentos de dificuldade com seus fãs e seguidores, abrindo espaço para o debate sobre como conviver com a doença e seguir vivendo.

“Preta me representa. Mulher preta, gorda, feliz, poderosa. Isso é mais que música”, disse Isabela Prudente, entre lágrimas, ao chegar ao palco da despedida.

Tereza Marques dos Santos, de 80 anos, também emocionada, completou: “Que Deus dê força à família e que ela siga em paz.”

O local recebeu decoração com simplicidade e emoção, conforme a personalidade de Preta Gil. O salão tinha arranjos florais envolvendo sua urna, enquanto músicas como “Sinais de Fogo” e “Só o Amor” embalavam a cerimônia em tom de celebração, atendendo a pedido da própria Preta. Ao mesmo tempo, um telão exibia momentos marcantes da trajetória de Preta Gil, relembrando sua relação com o público e seu legado musical.

Circuito até cemitério em carro aberto

O cortejo em direção ao Cemitério da Penitência, no Caju, terá início após o final do velório no Teatro Municipal do Rio. O encerramento para o público em geral estava previsto para às 13h, mas houve extensão do horário devido ao grande público, que compareceu à cerimônia.

Em seguida, a cerimônia continua, mas apenas para familiares e amigos mais próximos até às 15h.  Em seguida, a urna com o corpo da cantora percorrerá as ruas do recém-criado Circuito de Blocos de Carnaval de Rua, que agora levará o nome de Preta Gil.  A bateria da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba do coração de Preta, participará do cortejo, a princípio, em carro aberto, com destino ao crematório.

Na Penitência, ainda haverá uma despedida final, entretanto restrita aos familiares. Ao final, o corpo de Preta Gil será cremado. Ainda não há informações quanto à destinação das cinzas.

André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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