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Pagamento em dinheiro cai e responde por menos de 7,5% nos pedágios do Brasil

Praça de pedágio com pagamento eletrônico e pistas automáticas

Pagamento em dinheiro cai e responde por menos de 7,5% nos pedágios do Brasil | Reprodução/CRP

O pagamento em dinheiro nos pedágios responde hoje por menos de 7,5% das transações realizadas nas rodovias brasileiras. A queda ocorre após a ampliação dos meios digitais, como cartões e Pix, que se tornaram obrigatórios nos novos contratos por portaria do governo federal há quase dois anos.

Segundo dados das principais concessionárias do país, a preferência por alternativas eletrônicas reduziu custos, riscos operacionais e filas nas praças de cobrança.

Cartões e Pix ganham espaço nas concessões

Atualmente, 100% das concessões federais aceitam cartão de débito. Em abril de 2024, esse índice era de 85%. No mesmo período, a aceitação de cartão de crédito avançou de 54% para 76%.

O Pix também evoluiu de forma expressiva. No início da implementação, estava presente em apenas três das 174 praças de pedágio do país. Hoje, é aceito por 70% das concessionárias, conforme dados da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e do Ministério dos Transportes.

Resistência inicial e superação de entraves técnicos

Quando a medida entrou em vigor, as operadoras demonstraram preocupação com dificuldades técnicas, principalmente relacionadas ao Pix. As críticas citavam problemas de conectividade, custos adicionais e risco de aumento no tempo de parada.

De acordo com a secretária de Transportes Rodoviários, Viviane Esse, parte dessas barreiras foi superada ao longo do processo de adaptação.

“A experiência mostrou que os meios digitais podem operar com segurança e eficiência, sem impacto negativo no fluxo das praças”, afirmou.

Segurança e redução de riscos nas praças

Viviane destacou que a migração para pagamentos eletrônicos reduziu a exposição a situações de risco. Praças de pedágio são consideradas pontos críticos em rodovias federais.

“Antes, os contratos previam guarda e transporte de dinheiro em espécie, o que elevava custos e riscos de assaltos. Com os meios eletrônicos, há economia operacional e mais segurança”, explicou.

TAG domina as transações

A maior parte dos pagamentos ocorre por meio de TAGs de passagem automática.

No Sistema Ecovias, 82,4% das transações utilizam pistas automáticas. Na Motiva, esse percentual avançou de 75% para 83% entre 2023 e 2025. Já na Arteris, as TAGs respondem por 85,3% das operações.

Cartões superam o dinheiro físico

Após as TAGs, cartões de débito e crédito aparecem como principal alternativa.

Nas concessões da EcoRodovias, os cartões representam 10,8% das transações. Na Motiva, a participação conjunta de débito e crédito subiu para 11%. Na Arteris, o débito por aproximação responde por cerca de 7%.

Em contrapartida, o uso de dinheiro caiu para 4,7% nas rodovias da Motiva, 6,2% na EcoRodovias e 7,5% na Arteris.

Pix ainda tem baixa adesão

Apesar da expansão, o Pix ainda representa uma pequena parcela das transações. No Sistema Ecovias, responde por 0,4%. Na Arteris, onde a tecnologia está em implantação inicial, o índice é inferior a 1%.

Segundo Viviane Esse, a limitação envolve questões técnicas, como altura de totens e estabilidade do sinal de celular.

“A adoção mostrou que o pagamento via Pix pode ser tão rápido quanto no débito ou crédito, sem aumento no tempo de parada”, afirmou.

Planos para eliminar o dinheiro

A Motiva anunciou que pretende zerar o uso de dinheiro físico até o fim de 2026. Segundo o CEO da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, a aceitação dos meios digitais tem sido positiva.

“Havia uma demanda reprimida. Os usuários aprovaram a ampliação das opções”, declarou.

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Angélica Carvalho
Angélica Carvalho é jornalista profissional e radialista. Idealizadora e editora-chefe do Folha do Leste, é também sócia-administradora da Brasil 21 Comunicação. Atua na definição das diretrizes editoriais, na coordenação da equipe, na curadoria de pautas e na tomada de decisões estratégicas do veículo. Possui experiência consolidada em assessoria de imprensa e comunicação política no setor público. Além disso, trabalhou por mais de uma década em grandes eventos, com destaque para o Desfile das Escolas de Samba do carnaval carioca.

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