Novas regras de segurança no Pix entram em vigor e ampliam combate a fraudes

Novas regras de segurança no Pix entram em vigor e ampliam combate a fraudes | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Banco Central colocou em prática um novo conjunto de medidas que reforça a segurança do Pix e amplia o combate a fraudes financeiras. As mudanças afetam diretamente o funcionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e aumentam as chances de recuperação do dinheiro desviado em golpes.
Antes da atualização, o bloqueio se limitava à primeira conta usada pelo fraudador. Agora, as regras permitem que todas as contas que receberam valores ligados a uma fraude sejam bloqueadas, mesmo que estejam em instituições diferentes.
Essa ampliação corrige uma brecha explorada por criminosos, que costumavam pulverizar o dinheiro em várias contas para dificultar o rastreamento.
O QUE MUDOU NAS REGRAS DE SEGURANÇA DO PIX
Com as novas normas, o Banco Central fortaleceu o rastreamento das transações suspeitas. O sistema passou a considerar todo o caminho percorrido pelo dinheiro, e não apenas o primeiro destinatário.
A atualização do MED cria um fluxo mais integrado entre bancos e instituições de pagamento. Com isso, a análise de golpes ocorre de forma mais rápida e coordenada, reduzindo o tempo de resposta.
COMO FUNCIONA O BLOQUEIO DE CONTAS ENVOLVIDAS EM FRAUDE
As instituições financeiras agora são obrigadas a disponibilizar um botão de contestação diretamente nos aplicativos. Ao acionar esse recurso, o usuário comunica a suspeita de golpe de forma imediata.
A partir desse alerta, os bancos podem bloquear preventivamente as contas envolvidas, mesmo antes da conclusão da análise final. O objetivo é impedir que o dinheiro continue circulando.
Com o compartilhamento de dados em tempo real entre as instituições, o Banco Central estima que a devolução dos valores possa ocorrer em até 11 dias após a contestação.
EM QUAIS SITUAÇÕES A FERRAMENTA PODE SER USADA
O uso do novo mecanismo não é automático nem indiscriminado. Ele só se aplica a situações específicas, sempre ligadas a crimes ou falhas operacionais.
Os principais cenários são:
Fraude confirmada, quando há evidência clara de golpe via Pix
Suspeita de fraude, identificada por movimentações atípicas
Erro entre instituições, causado por falhas operacionais no sistema
QUANDO O BLOQUEIO E A DEVOLUÇÃO NÃO SE APLICAM
As regras deixam claro que o mecanismo não cobre erros cometidos pelo próprio usuário. Transferências feitas para a pessoa errada por digitação incorreta, por exemplo, continuam sendo consideradas válidas.
Nessas situações, não há obrigação de bloqueio nem de estorno. A medida foi criada exclusivamente para casos reais de golpe ou falha sistêmica, e não para enganos individuais.
O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA BANCOS E USUÁRIOS
Para os bancos, as novas regras exigem monitoramento mais rigoroso, resposta rápida e maior integração entre sistemas. Já para os usuários, o principal ganho é o aumento da proteção contra golpes financeiros.
Com essas mudanças, o Banco Central reforça a confiança no Pix e demonstra que as novas regras de segurança no Pix buscam tornar o sistema mais seguro sem comprometer a agilidade das transações.













































