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Comunidade no Rio de Janeiro amanhece sob nova fase da Operação Contenção, nesta quinta-feira, 15/01 – VÍDEO

O que você precisa saber agora

  • O Fato: Polícias Civil e Militar deflagram nova fase da Operação Contenção no Rio de Janeiro, nesta quinta, 15/01, em Vila Kennedy, Zona Oeste da cidade;
  • O Alvo: Ação conjunta do BOPE e da Core mira desarticular logística e finanças do Comando Vermelho na região.
  • Balanço Parcial: Seis suspeitos foram presos até o momento; governo Cláudio Castro fala em “resposta firme”.
  • Números Gerais: A Operação Contenção acumula 275 prisões e 136 mortes em confrontos, termo que o Estado chama de “neutralizações”.
Nova etapa da Operação Contenção no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 15/01: ação integrada prendeu seis suspeitos na Vila Kennedy e busca desarticular redes do Comando Vermelho | Divulgação/Governo do RJ

Nova etapa da Operação Contenção no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 15/01: ação integrada prendeu seis suspeitos na Vila Kennedy e busca desarticular redes do Comando Vermelho | Divulgação/Governo do RJ

As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro realizam mais uma nova fase ofensiva da Operação Contenção no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 15/01 na Vila Kennedy, Zona Oeste da cidade. Conforme informação do Governo do Estado, a ação visa o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, com seis suspeitos presos até então. Forças de segurança como o Batalhão de Operações Policiais EspeciaisBOPE e a Coordenadoria de Recursos EspeciaisCore atuam na missão, juntamente com a Delegacia de Repressão a EntorpecentesDRE.

O que se sabe até agora

Ainda de acordo com informações do governo fluminense, essa nova fase da Operação Contenção prossegue mirando estruturas do Comando Vermelho, com base investigação contínua da DRE. Os seis presos, até então, tratam-se, sobretudo, de homens apontados como suspeitos por ligação com o tráfico local.

Enquanto atuam no cumprimento dos mandados, os policiais já teriam recolhido materiais e documentos durante buscas em pontos estratégicos.

Operação policial na Vila Kennedy — Nova fase da Operação Contenção no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 15/01.

Nova etapa da Operação Contenção no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 15/01: ação integrada prendeu seis suspeitos na Vila Kennedy e busca desarticular redes do Comando Vermelho.

O governador Cláudio Castro afirma que essa ação se trata de “resposta direta e firme do Estado ao crime organizado”. Além disso, o chefe do Executivo disse que a intervenção foi planejada “com inteligência e tecnologia” para proteger agentes e moradores.

Castro acrescentou que o objetivo da operação consiste em enfraquecer e desarticular as estruturas financeira, logística e operacional da facção.


Execução da Operação

Considerando ainda informações do governo fluminense, essa nova fase da Operação  Contenção conta com apoio de unidades de inteligência. Do mesmo modo, relataram que as equipes atuaram de forma coordenada e de acordo com o roteiro investigativo.

Em nota, o governo reafirma que a atuação dos agentes em campo, tem como prioridade reduzir riscos e preservar a integridade de civis. Por isso, alegam que as ações operações combinaram entradas controladas com levantamento prévio de informações.

Além disso, relataram que os mandados cumpridos visaram alvos identificados por investigação técnica. Por último, reportam que, ao mesmo tempo, as ações continuam para localizar fornecedores de armas e desarticular pontos de venda de drogas na região.


Contexto: balanço da Operação Contenção

Apesar das críticas enfrentadas de alguns setores, principalmente de movimentos sociais progressistas, entidades de direitos humanos e políticos de centro-esquerda, o governo do estado se orgulha dos números da Operação Contenção. Acima de tudo, consideram expressivos os resultados alcançados.

Na divulgação de números à imprensa, preferem chamar mortes de neutralizações. Por outro lado, vale ressaltar que, na norma linguística portuguesa, a relação entre a palavra “neutro” e o verbo “neutralizar” possui derivação direta. Nesse sentido, o adjetivo “neutro” é a base para a criação do verbo “neutralizar”. Mesmo que em alguns contextos, o verbete neutro cumpra função substantiva.

Nova etapa da Operação Contenção no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 15/01: ação integrada prendeu seis suspeitos na Vila Kennedy e busca desarticular redes do Comando Vermelho | Divulgação/Governo do RJ

Então, se neutro significa o mesmo que imparcial, que não toma partido, que não tem inclinação para um lado nem para o outro, ou que não apresenta características distintivas, o ato de neutralizar perde sentido quando o resultado se trata de morte. Pois se trata de anular, eliminar, e isso não corresponde à função de estado.

Logo, ostentar quantitativo de mortes em estatísticas — até mesmo de supostos criminosos — não tem relação alguma com a função do estado.  Muito menos com os preceitos constitucionais que regem a República, estabelecidos na Constituição Federal que, definitivamente, proíbe pena de morte no Brasil.

Porém, vamos aos números:  

  • 275 prisões
  • 136 neutralizações em confrontos
  • Apreensão de cerca de 470 armas  (189 fuzis), bem como de mais de 50 mil munições.

Impacto local e orientações à população

A Secretaria de Segurança recomenda que moradores evitem áreas de operação e sigam orientações das forças em campo. Agentes também pedem colaboração com denúncias e registros que possam complementar investigações; para isso, os canais oficiais da Polícia Civil permanecem abertos.

Enquanto a operação segue, a prioridade, segundo o governo do Rio, é restabelecer tranquilidade e reduzir a circulação de armamento pesado nas comunidades. A postura oficial reafirma que o Estado não aceitará imposição do medo por facções criminosas.

André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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