Praias de Niterói e Maricá recebem Projeto Botinho 2026; veja como fazer inscrições

Projeto Botinho 2026: Programa dos Bombeiros ensina segurança no mar e prevenção de afogamentos. Veja como fazer inscrições para a atividade que vai acontecer em diversas praias do estado do Rio, inclusive em Niterói, Maricá, Saquarema e Araruama | Divulgação
As inscrições do Projeto Botinho 2026 começam neste domingo e colocam as praias de Niterói e Maricá no centro da maior ação gratuita de educação preventiva do litoral fluminense. O programa, promovido pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ainda abrange outras cidades do estado. Em resumo, realiza a formação de crianças e adolescentes para conviver com o mar de forma segura, consciente e responsável.
Ainda no Leste Fluminense, o Projeto Botinho 2026 terá polos em Araruama e Saquarema, ampliando o alcance da iniciativa durante o verão. Na capital, as aulas acontecem em 10 locais diferentes. A iniciativa se repete, também, nas cidades de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Macaé, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba.
O Projeto Botinho 2026 acontece entre 21 e 30 de janeiro, sempre das 8h às 11h, em 29 praias do estado do Rio de Janeiro. Ao todo, são cinco mil vagas gratuitas oferecidas em parceria com o Sesc-RJ.
Praias do Projeto Botinho 2026 no Leste Fluminense
Em Niterói, as atividades do Projeto Botinho acontecerão nas praias de Piratininga e Itaipu, enquanto em Maricá, nos mares de Itaipuaçu e Ponta Negra. Já em Saquarema, o projeto acontece na Barra Franca (Perto da Rua Virgínia Marins Pessoa — Posto de Guarda-Vidas da Barrinha), ao passo que Praia Seca receberá os botinhos de Araruama na praia do Dentinho (Av. Colombo, 1798 ).
Vale destacar, entretanto, que a escolha do local desejado acontece durante as inscrições. Ou seja, pais e responsáveis devem indicar no ato do cadastro onde o menor vai participar.
O Projeto Botinho 2026 reforça a prevenção de afogamentos, sobretudo em cidades onde o mar faz parte da rotina de moradores e turistas. Logo, esses polos fortalecem a presença do projeto em regiões historicamente sensíveis a ocorrências no mar.
Quem pode participar e como funciona a divisão por idade
O projeto atende crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, organizados em três grupos:
- Golfinho – 7 a 10 anos
- Moby Dick – 11 a 14 anos
- Tubarão – 15 a 17 anos
Ao final do curso, todos os participantes recebem certificado de conclusão, reforçando o caráter educativo da iniciativa.
Inscrições, datas, horários e número de vagas
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet (AQUI), de forma individual. No cadastro, o responsável legal escolhe o polo desejado e informa os dados do menor.
Após a inscrição, o sistema envia um e-mail de confirmação em até 24 horas, com orientações sobre a entrega presencial da documentação obrigatória, incluindo atestado médico. A vaga só é confirmada após essa etapa.
Educação no mar vai além da recreação
Desde cedo, os participantes aprendem a reconhecer condições do mar, respeitar bandeiras de segurança, identificar correntes de retorno e agir corretamente em situações de risco. Ao mesmo tempo, o projeto fortalece valores como cooperação, disciplina e responsabilidade coletiva.

Tenente-Coronel BM Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros | Ricardo Cassiano
“É uma iniciativa que une educação e diversão, mas que vai muito além disso. O Projeto Botinho faz parte da política estratégica de prevenção de afogamentos, com um olhar para o futuro: formar hoje crianças e jovens muito mais conscientes para termos amanhã adultos mais preparados e responsáveis em ambientes aquáticos”, explicou o Tenente-Coronel BM Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Guarda-vidas apresentam noções de resgate e prevenção a participantes do Projeto Botinho 2026 em Niterói e Maricá, referência em educação para segurança no mar | Divulgação
Durante as atividades, crianças e adolescentes participam de exercícios físicos na areia, simulações de salvamento, orientações de primeiros socorros e ações de educação ambiental. O contato direto com guarda-vidas transforma o aprendizado em experiência prática, sem improvisos nem romantismo do risco.
Por isso, o Projeto Botinho deixou de ser apenas uma colônia de férias. Atualmente, funciona como ferramenta concreta de redução de acidentes no litoral fluminense e conta com reconhecimento nacional e internacional.


























