Carnaval 2026Niterói

Bloco Loucos pela Vida leva luta antimanicomial ao Carnaval de Niterói

Foliões do Bloco Loucos pela Vida desfilam no Carnaval de Niterói em defesa da saúde mental

Bloco Loucos pela Vida leva luta antimanicomial ao Carnaval de Niterói | Divulgação/Bruno Eduardo Alves/Prefeitura de Niterói

O Bloco Loucos pela Vida no Carnaval de Niterói voltou às ruas nesta terça-feira (10) para transformar folia em conscientização sobre saúde mental, cuidado em liberdade e combate ao preconceito.

Carnaval como ferramenta de conscientização

Com mais de duas décadas de história, o Bloco Loucos pela Vida reafirmou seu papel como instrumento de inclusão social e cidadania. Ao som de marchinhas e versos diretos, como “CAPS não é meme”, os foliões destacaram a importância dos Centros de Atenção Psicossocial no cuidado em saúde mental.

Valorização da rede pública de saúde mental

A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, ressaltou o impacto do desfile. Segundo ela, o bloco combate estigmas enfrentados por pessoas em sofrimento psíquico e valoriza a rede pública de cuidado, usando a alegria do Carnaval como ferramenta de transformação social.

Dignidade, cidadania e cuidado em liberdade

A diretora da FeSaúde, Maria Célia Vasconcellos, também celebrou a iniciativa. Para ela, o crescimento do bloco simboliza dignidade e mostra uma visão ampliada da saúde mental, integrada à vida cultural da cidade.

Cortejo reúne usuários, profissionais e moradores

Cerca de 300 pessoas participaram do desfile, entre usuários da rede de saúde mental, familiares, profissionais e moradores. O trajeto saiu da Praça Arariboia e seguiu até a Praça da Cantareira, reunindo emoção, música e pertencimento.

Bloco Loucos pela Vida leva luta antimanicomial ao Carnaval de Niterói | Divulgação/Bruno Eduardo Alves/Prefeitura de Niterói

Ocupação da cidade e quebra de estigmas

O psicólogo Vinícius Ramos, do CAPS III, destacou o significado simbólico do evento. Ele afirmou que o bloco permite que usuários ocupem a cidade de forma positiva, rompendo estereótipos e reafirmando que são cidadãos com direito ao lazer e à convivência.

Representatividade e autoestima na avenida

Neste ano, o desfile teve como rainha da bateria Ana Paula Ramos. Usuária da rede de saúde mental, ela celebrou a conquista após anos de participação nos ensaios e oficinas culturais. Para ela, o bloco representa reconhecimento, autoestima e alegria.

Homenagem à luta antimanicomial

O cortejo também prestou homenagem a Francisco Protásio, militante histórico do movimento antimanicomial. Estandartes lembraram sua trajetória em defesa do cuidado em liberdade. Sua viúva, Juliana Cecchetti, destacou o legado deixado na construção de redes de cuidado fora dos muros institucionais.

Bloco que vai além do Carnaval

Criado a partir das práticas da Rede de Atenção Psicossocial, o Bloco Loucos pela Vida hoje atua como coletivo cultural autônomo. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, da FeSaúde, do GRESS Magnólia Brasil e da Secretaria Municipal das Culturas.

Cultura, arte e convivência durante todo o ano

As atividades do bloco seguem além da folia. Elas acontecem no Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara, espaço que promove oficinas, ensaios e apresentações voltadas à expressão artística, inclusão social e fortalecimento do cuidado em saúde mental.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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