Uma embarcação “fantasma” assombrou a praia de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói durante o feriadão de finados. Imagens registradas por moradores do bairro registraram a navegação muito próxima à área de banhistas. Claramente, o navio está a menos de 200 metros da areia.
Não se trata de fato incomum o avistamento de embarcações nas praias oceânicas de Niterói. Principalmente, em razão delas estarem muito próximas à entrada da Baía de Guanabara, onde está instalado o Porto do Rio e também o Porto de Niterói.
Todavia, o episódio mostrou-se inusitado, ao menos, no que diz respeito aos últimos anos. De acordo com a Marinha do Brasil, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), como Agente da Autoridade Marítima, fiscaliza e ordena, diariamente, o tráfego aquaviário nas águas interiores e no litoral do Rio de Janeiro. Dessa forma, tem o dever de atuar na proteção da vida humana no mar e a prevenção da poluição ambiental provocada por embarcações.
Sobre o episódio em Piratininga, a Marinha do Brasil informou, em nota ao FOLHA DO LESTE, que identificou a embarcação. Trata-se do Rebocador TS Exibido, que realizava o reboque de uma carga geral, com destino ao Porto de Açu. E anunciou a adoção de providências.
“A CPRJ esclarece que está em contato com o Agente Marítimo da embarcação, a fim de que sejam apurados os motivos para navegação em área de proximidade de banhistas, e que o Agente da Autoridade Marítima tomará as medidas administrativas cabíveis”, afirmam.
Inclusive, a Marinha do Brasil explica que é proibido o tráfego de embarcações movidas a motor a menos de 200 metros da orla. A exceção à esta regra vale apenas para embarque e desembarque de passageiros ou material, com velocidade de até 3 nós (aproximadamente 5 km/h).
“Cabe frisar que os condutores das embarcações devem estar sempre atentos às regras de aproximação de embarcações nas praias e águas interiores”, destaca a Marinha do Brasil.
Por fim, a Marinha incentiva e considera importante a participação da sociedade. Emergências marítimas e fluviais, bem como pedidos de ajuda, podem ser feitos pelo 185. Outros assuntos, inclusive denúncias, pelos telefones. (21) 2104-5480 e (21) 97299-8300.
A marinha devia, e não faz, a fiscalização dos jetsky que navegam em alta velocidade na orla de todas as praias da região oceânica e colocam em grande risco a segurança dos banhistas