
Osmar Milito ícone do jazz e bossa nova morre aos 83 | Divulgação
Osmar Milito, renomado pianista do jazz e da bossa nova, faleceu nesta segunda-feira (23), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, mas a notícia foi confirmada nas redes sociais do artista. Milito foi uma figura essencial na música brasileira, deixando um legado inestimável. Ao longo de sua carreira, iniciada em 1964, trabalhou com grandes nomes como Djavan, Maria Bethânia, Jorge Ben Jor e Nara Leão, moldando o cenário musical do país.
Milito foi uma peça fundamental na carreira de muitos artistas. Djavan, em uma homenagem, destacou a importância do pianista:
“O Brasil perdeu hoje um de seus mais importantes pianistas de jazz e bossa nova e um dos maiores incentivadores da minha carreira”. O falecimento de Osmar Milito comoveu o mundo da música, ressaltando sua influência e importância para o desenvolvimento de novos talentos no cenário musical brasileiro.
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O velório de Osmar Milito será realizado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (24), a partir das 12h, com o sepultamento previsto para as 15h. O evento deve reunir familiares, amigos e fãs que desejam prestar suas últimas homenagens ao pianista que marcou gerações com sua música.
A paixão de Osmar Milito pela música começou aos 16 anos. Influenciado por seu irmão, Hélcio Milito, baterista do Tamba Trio, Osmar foi atraído pelo estilo be bop, que influenciaria sua carreira. Seu primeiro trabalho nos estúdios foi em 1964, no álbum “Flora Purim é M.P.M.”, marcando o início de uma trajetória de sucesso. Ao longo dos anos, ele contribuiu para o desenvolvimento do jazz brasileiro e da bossa nova, sendo referência no piano e nos arranjos musicais.
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Durante sua carreira, Milito lançou álbuns icônicos como “E Deixa o Relógio Andar” (1971) e “Nem Paletó, Nem Gravata” (1973), que são marcos do jazz no Brasil. Além de sua atuação como pianista, destacou-se também como compositor e arranjador, especialmente nas noites cariocas. Foi nessas apresentações que ajudou a lançar Djavan, que, até então, era desconhecido do grande público.
Em 1974, Milito participou das orquestrações de “A Tábua de Esmeralda”, álbum icônico de Jorge Ben Jor. Nos anos 1960, acompanhou artistas como Leny Andrade, Maria Bethânia e Nara Leão em diversas apresentações, consolidando sua posição como um dos grandes nomes da música brasileira.
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A carreira internacional de Osmar Milito incluiu colaborações com artistas de renome como Sergio Mendes, Chico Buarque e Nana Caymmi. Depois de passar um período no México nos anos 1970, Milito voltou ao Brasil, onde continuou a colaborar com grandes nomes da música nacional e internacional.
Reconhecido por sua destreza ao piano, Milito teve a oportunidade de tocar ao lado de estrelas como Sarah Vaughan e Tony Bennett durante suas passagens pelo Brasil. Recentemente, ele encantou o público em apresentações no Blue Note Rio, onde demonstrou toda sua maestria no jazz e na bossa nova.