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Ministra da Saúde participa de reunião do G20 no Rio e cobra rigor na investigação de laboratório em Nova Iguaçu

Nísia Trindade em coletiva no Rio de Janeiro em 29-10-24 Tomaz Silva Agência Brasil

Ministra da Saúde participa de reunião do G20 no Rio e cobra rigor na investigação de laboratório em Nova Iguaçu | Tomaz Silva/Agência Brasil

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, reiterou nesta terça-feira (29), no Rio de Janeiro, sua indignação devido à falha num exame de detecção do vírus HIV pelo laboratório PCS Lab Saleme, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A empresa de análises clínicas tem como sócia uma tia do deputado federal Dr. Luizinho (PP), ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, e padrinho da atual gestora da pasta, Cláudia Mello.

Nísia esteve na capital fluminense participando de reunião entre Ministros de Saúde do G20. O encontro discutiu a desinformação em saúde e abordou os desafios e soluções nesse sentido.

Durante entrevista coletiva de imprensa, a ministra destacou a ação conjunta com Conselho Nacional de Justiça para enfrentar o que considera como “gargalo do sistema”: a doação de órgãos pelas famílias. Tal situação se agrava com uma ocorrência desta natureza, apesar de o caso estar sob investigação das polícias Civil e Federal.

“Então estamos num caminho de fortalecer o sistema e é fundamental que algo dessa gravidade seja devidamente apurado, investigado com rigor e que a sociedade esteja informada, porque não podemos perder a confiança em nenhuma hipótese num sistema que é reconhecido mundialmente”, disse.

Mera coincidência

O caso do laboratório em Nova Iguaçu trouxe questionamentos sobre o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), ex-secretário de Saúde do Estado do Rio. Ele foi associado ao laboratório PCS Lab Saleme, envolvido no incidente, devido à proximidade familiar com um dos sócios.

Ao ser questionado sobre uma possível influência do deputado na contratação do laboratório, o governador Cláudio Castro afirmou que o processo seguiu o modelo de pregão eletrônico, monitorado pela Controladoria Geral do Estado, e que direcionar o resultado exigiria “um grande malabarismo”.

Castro também defendeu Cláudia Mello, atual secretária de Saúde, indicada pelo deputado.

“Ela tem 23 anos de carreira na saúde pública, com 15 anos dedicados à secretaria. Não há razões para puni-la”, finalizou o governador.

Fusão hospitalar

A fusão do Hospital dos Servidores do Estado com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da UniRio também esteve em pauta na coletiva. Tal fato vai se consumar por meio de um acordo de cooperação técnica do Ministério da Saúde com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Conforme justifica Nísia Trindade, a descentralização ocorre para potencializar o Hospital do Servidores. Principalmente, respeitando as excelentes clínicas que existem lá. A Ministra defende essas mudanças porque os hospitais federais estão atendendo à população com muita precariedade, e sem o uso pleno da sua capacidade.

“É um trabalho a ser feito com o que há de melhor também hoje nesses hospitais, mas fazendo esse processo de recuperação, de reestruturação, em benefício da Saúde da população”, disse a Nísia Trindade.

Recentemente, o Hospital do Andaraí passou para a administração da prefeitura do Rio de Janeiro. Outra instituição federal, o Hospital de Bonsucesso, está sob gestão do Grupo Hospitalar Conceição, uma estatal vinculada ao próprio ministério.

Dengue

Em relação à dengue, que costuma ter aumento de casos no verão, a ministra afirmou que neste momento o governo está focado na prevenção, conscientizando a população a destinar 10 minutos de seus dias para buscar focos de mosquito Aedes argypti, vetor do vírus da dengue, e no uso de tecnologias de controle do inseto, com a liberação de mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia.

Para o ano que vem, está prevista a aplicação de 9 milhões de doses da vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. O Ministério da Saúde ainda fará um diagnóstico para verificar em que municípios fará campanhas de vacinação.

“Ainda estamos trabalhando com o Instituto Butantan, aguardando a possibilidade de aprovação de uma nova vacina para aumentar essa oferta [de imunizantes] e ter um plano de vacinação mais amplo”.

Por fim, Nísia afirmou que as mudanças climáticas tornaram a Dengue um desafio global. Atualmente, a doença já atinge a maioria dos países.

 

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*Com informações da Agência Brasil

 

André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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