Influenciador que cruzou Ponte Rio-Niterói de jetski é preso

Influenciador que cruzou Ponte Rio-Niterói de jetski é preso | Reprodução
A prisão de Wandemberg da Silva Ribeiro, o Lobão, colocou novamente Niterói no centro do debate sobre segurança viária e crimes digitais. O influenciador preso na Operação Zero Grau caiu após uma ação da Polícia Civil, que reforçou o combate a conteúdos que incentivam riscos nas vias do estado.
Operação prende influenciador e amplia pressão sobre práticas ilegais
Os agentes da DRCI agiram nesta segunda (8) e prenderam Lobão no Rio, depois de semanas de monitoramento. A equipe apontou que ele promovia plataformas ilegais de apostas e ainda impulsionava manobras perigosas para milhões de seguidores.
O caso ganhou força porque, mais cedo no ano, ele cruzou a Ponte Rio–Niterói com uma motojet modificada, o que já havia provocado indignação pública. Depois, em dezembro de 2024, ele repetiu o ato na Linha Vermelha, o que acelerou a investigação.
Enquanto avançava pela cidade, a operação levou seis pessoas para a delegacia, todas ligadas à divulgação de conduções arriscadas. Os policiais cumpriram 17 mandados de busca em áreas da Zona Norte, Zona Oeste e Baixada. Durante as ações, confiscaram oito carros, nove motos, um quadriciclo, uma moto aquática e um reboque.
Vídeos viralizados impulsionam investigação
A investigação começou quando vídeos de “pegas”, “graus” e outras manobras extremas tomaram conta das redes sociais. As imagens mostravam integrantes do chamado “grau de rua”, prática proibida e comum em vias de grande circulação.
Com o avanço das buscas, os agentes encontraram conteúdos que ligavam o grupo à promoção de apostas ilegais, como o famoso “jogo do tigrinho”, o que reforçou novas autuações.
Rede organizada ampliava alcance dos crimes
Com o rastreamento de perfis, a polícia identificou uma rede organizada de influenciadores que articulava hashtags, combinava aparições e divulgava encontros clandestinos com veículos de alto valor.
A estrutura buscava aumentar engajamento e ampliar a visibilidade de manobras arriscadas, enquanto atraía novos participantes.
Agora, os investigados respondem por associação criminosa, adulteração de sinal identificador de veículo, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte, entre outros crimes ligados às práticas digitais.
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