Flamengo reduz base em quase 40% e muda estratégia para formar novos talentos

Flamengo reduz base em quase 40% e muda estratégia para formar novos talentos | Gilvan de Souza/Flamengo
O Flamengo reduz base em quase 40% e muda estratégia para formar novos talentos no primeiro ano da gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap. O clube diminuiu o número de atletas nas categorias de base de cerca de 400 para 250 em 2025.
A diretoria entende que enxugar o elenco permite mais controle, melhor formação individual e maior potencial de retorno esportivo e financeiro, mesmo que isso gere resultados ruins no curto prazo.
Títulos não definem sucesso, avalia diretoria
Apesar das conquistas recentes, como o bicampeonato da Libertadores e do Mundial sub-20, em 2024 e 2025, o Flamengo não usa títulos como principal métrica de sucesso.
Internamente, o clube avalia que os troféus não refletem, necessariamente, a capacidade de formar atletas prontos para o futebol profissional europeu ou para o time principal.
Poucos talentos após Vinicius Júnior
Desde a venda de Vinicius Júnior ao Real Madrid, em 2018, poucos jogadores formados no Ninho do Urubu causaram impacto esportivo ou financeiro relevante.
A exceção mais citada internamente é João Gomes, negociado com o Wolverhampton, da Inglaterra, em 2023, após se firmar como titular e referência no meio-campo.
Alfredo Almeida lidera a reformulação
O português Alfredo Almeida foi escolhido pelo diretor de futebol José Boto para liderar a nova política da base rubro-negra.
Em reunião com conselheiros, em dezembro, Bap explicou que a estratégia passa por contratações pontuais, focadas em atletas entre 15 e 17 anos, com investimentos de até R$ 2 milhões por jogador.
A avaliação interna aponta que, se apenas um desses atletas atingir alto nível, o investimento total já se paga.
Parcerias com clubes formadores
O Flamengo também reforça parcerias com clubes regionais, considerados estratégicos para captação de talentos. Entre eles estão:
Inter de Minas, de Itaúna (MG)
Centro Esportivo Wilson Goiano (CEWG), de Trindade (GO)
Clube Trieste, de Curitiba (PR)
Essas alianças ampliam o alcance do clube e reduzem custos na formação inicial.
Nova cultura e cortes internos
Além da redução no número de atletas, o Flamengo dispensou os chamados “jogadores-problema”. A diretoria quer implementar uma cultura baseada em esforço, disciplina e comprometimento.
Atletas do sub-6 ao sub-20, além das comissões técnicas, se reapresentaram nesta sexta-feira (23), na Gávea, marcando o início da temporada de 2026 nas categorias de base.









