José Boto, diretor de futebol do Flamengo

Flamengo muda de patamar no mercado e admite janelas agressivas após reestruturação | Divulgação/Flamengo

Flamengo no mercado de transferências atingiu um novo patamar financeiro e esportivo. Após investir cerca de R$ 300 milhões em cada uma das duas últimas janelas — no meio de 2025 e no início de 2026 — o clube passou a operar com contratações de impacto e valores recordes no futebol brasileiro.

O diagnóstico é do diretor de futebol José Boto, que explicou que a mudança só foi possível após a reestruturação financeira conduzida pela atual gestão.

De contratações econômicas a investimentos históricos

Segundo Boto, o cenário encontrado no início de 2025 exigia um perfil mais cauteloso no mercado. O Flamengo priorizava jogadores menos visados e apostas baseadas em scouting, como Juninho, contratado junto ao Qarabag, do Azerbaijão, por 5 milhões de euros (R$ 31 milhões).

Com a reorganização das finanças, o clube passou a atuar de forma mais agressiva.

“Quando eu cheguei, havia uma realidade financeira que obrigava a contratações muito baseadas em scouting. Com a reestruturação feita pelo presidente, isso mudou completamente. Hoje, conseguimos fazer janelas agressivas”, afirmou Boto.

Paquetá simboliza novo patamar do Flamengo

A contratação de Lucas Paquetá, por 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões), simboliza essa virada. O valor tornou o meia a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.

Boto admitiu que não tinha plena dimensão da força do Flamengo no mercado internacional.

“Culpa minha também por não ter noção do que o Flamengo poderia fazer em termos de verba. Hoje o scouting continua importante, especialmente para jovens, mas não é determinante no time principal”, destacou.

Scouting segue importante, mas com novo papel

Apesar das cifras elevadas, o dirigente reforça que o departamento de scouting não perdeu relevância. A diferença está no foco.

Jogadores como Andrew ainda chegam sem grande repercussão, enquanto nomes como Vitão já entram em outro nível de negociação. A prioridade agora é qualidade imediata.

“Não é fácil encontrar jogadores que realmente acrescentem quando se trabalha com atletas de 30 ou 40 milhões de euros. O patamar mudou”, completou Boto.

+ MAIS NOTÍCIAS DE ESPORTES? CLIQUE AQUI
Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

Deixe uma resposta

Você também pode gostar!