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Fiscalização do Pix: Receita Federal reforça foco em grandes movimentações e desmente fake news

Fiscalização do Pix: Receita Federal reforça foco em grandes movimentações e desmente fake news | Marcello Casal Jr | Agência Brasil

Fiscalização do Pix: Receita Federal reforça foco em grandes movimentações e desmente fake news | Marcello Casal Jr | Agência Brasil

O reforço na fiscalização do Pix promete reduzir as chances de contribuintes enfrentarem problemas na declaração de imposto de renda, afirmou nesta segunda-feira (13) o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Durante entrevista à Voz do Brasil, ele negou rumores sobre uma possível taxação de transferências eletrônicas e esclareceu que trabalhadores autônomos não são o alvo do monitoramento.

Do que é bom, todo mundo gosta

A modernização na análise de transações financeiras permitirá ao Fisco aprimorar a declaração pré-preenchida. O objetivo primordial dessa medida consiste na redução de erros e divergências.

“Todo mundo gosta da declaração pré-preenchida. Você chega lá e não tem trabalho nenhum, porque os dados, por exemplo, de saldo, conta bancária e aplicações financeiras já estão lá. E por quê? Porque as instituições financeiras prestam as informações para a Receita Federal”, destacou Barreirinhas.

Com a inclusão de fintechs, bancos digitais e empresas de carteiras virtuais no compartilhamento de informações, o sistema de declaração se tornará mais confiável.

“Agora, com essas instituições de pagamento também contribuindo, a Receita terá dados mais sólidos. Isso diminui a chance de o trabalhador ou empresário cair na malha fina”, completou o secretário.

Nada muda para quem já recebia via Pix

Fiscalização do Pix: Receita Federal reforça foco em grandes movimentações e desmente fake news | Marcello Casal Jr | Agência Brasil

Secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas negou que haverá  taxação de transferências eletrônicas | Bruno Peres/ Agência Brasil

Barreirinhas reforçou que os profissionais que utilizam o Pix para receber pagamentos não terão mudanças no monitoramento. Ele explicou que o Fisco já coleta informações financeiras há mais de 20 anos.

“Se uma pessoa nunca teve problemas nas últimas duas décadas, não há motivo para que tenha agora. É importante não acreditar em fake news”, disse.

Limites e monitoramento

Inicialmente, as alterações na fiscalização elevaram os limites de movimentações que podem ser monitoradas. Para pessoas físicas, o valor passou de R$ 2 mil para R$ 5 mil mensais.

No entanto, a mudança mais significativa está relacionada às pessoas jurídicas. Para elas, o limite saltou para R$ 15 mil mensais.

Segundo Barreirinhas, a mudança busca direcionar a atenção do Fisco para casos suspeitos de lavagem de dinheiro ou movimentações ligadas ao crime organizado, sem impactar pequenos empresários ou trabalhadores.

“O foco da Receita Federal não é o trabalhador ou a pequena empresa. Estamos mirando em quem usa essas ferramentas tecnológicas para movimentar dinheiro ilícito. Esse é o nosso objetivo”, enfatizou o secretário.

Fiscalização não é novidade

Há mais de 20 anos, a Receita Federal realiza trabalho de monitoramento  de movimentações financeiras no Brasil, inicialmente desde 2003. Agora, depois desses anos, a regulamentação teve uma alteração nas regras. Assim sendo, houve apenas a inclusão fintechs, assim como das empresas de pagamento digital na obrigação de enviar dados ao Fisco.

Por fim, Barreirinhas reiterou que a Constituição impede a criação de tributos sobre movimentações financeiras.

“Não existe controle novo sobre o Pix. Essas informações sempre foram prestadas pelos bancos tradicionais. A novidade é que, a partir de 2025, fintechs e instituições de pagamento também precisarão cumprir essa obrigação”, esclareceu.

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André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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