Padrasto de bebê de 2 anos é preso em flagrante após morte por espancamento

Padrasto de bebê de 2 anos é preso em flagrante após morte por espancamento | Reproduções
A polícia prendeu em flagrante Paulo César da Silva Santos, em Queimados, na Baixada Fluminense, sob a acusação de ter causado a morte de seu enteado, um bebê de dois anos por espancamento, na segunda-feira. A família reside
O sujeito confessou a polícia — como se isso fosse algo natural — que “as vezes” dava umas palmadas ou chineladas na criança. Entretanto, vizinhos e parentes disseram à imprensa versões que agravam a situação, descrevendo o preso como um agressor contumaz da criança.
Nesta terça-feira (2), ele deixou a 54ª DP (Queimados) encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. Porém, houve muita dificuldade de tirá-lo de lá. A população queria linchá-lo e sabe-se lá o que pode ocorrer no presídio.
Agressões eram frequentes
Uma vizinha relatou que o homem “agredia a criança toda vez que a mãe saía para o trabalho”. Esse tipo de declaração alimenta a percepção da comunidade de que a criança vivia em ambiente de risco, mesmo sem que autoridades tivessem recebido denúncias anteriores.
A mãe e o pai biológico prestaram depoimento na delegacia, em meio a um clima de choque e dor que dominou toda a sala. O ambiente, carregado de tensão, reforçou a sensação de que a criança pode ter vivido sob violência constante. Não há detalhes confirmados sobre como eram essas dinâmicas dentro da casa. Todavia, os relatos colhidos até agora criam a impressão de que o menino enfrentava episódios que ninguém conseguiu interromper a tempo.
O desabafo de um parente, publicado pelo jornal O Dia, resume esse estado emocional:
“Ainda estou sem acreditar nisso. A pessoa em sã consciência faz isso?”
UPA recebe o menino sem vida
Agentes do 24º BPM foram acionados para checar a entrada do menino na UPA de Queimados. A própria chamada já indicava um quadro grave, porque a criança apresentava sinais evidentes de espancamento. Assim que chegaram, os policiais receberam a informação de que o pequeno Henry não resistiu.
Familiares do pai biológico afirmaram ao jornal O Dia que o suspeito teria asfixiado o menino antes de levá-lo para a unidade médica. A suspeita tornou o caso ainda mais sensível e impulsionou a rápida detenção de Paulo César, que acabou conduzido para a 55ª DP.
Proteção infantil
Este tipo de notícia necessariamente deve ser sucedida a ampliação de discussões públicas sobre proteção infantil. Sobretudo, para despertar o senso de responsabilidade coletiva nas rotinas de cuidado. Até porque o vizinho, o conhecido, quando não denuncia sinais de violência, seu silêncio lhe torna cúmplice. Por outro lado, faz-se necessário também apurar se alguém tentou alertar e não houve adoção de providências.
A busca por justiça, agora, se mistura ao desejo de que nenhuma outra criança enfrente algo semelhante. A memória do menino passa a simbolizar, para muitos, a urgência de respostas e de prevenção.









