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Peça O Nome das Coisas vai ao palco nesta sexta (20) em Niterói

Ator com Síndrome de Down na peça O Nome das Coisas. Foto; Divulgação.

Ator com Síndrome de Down na peça O Nome das Coisas. Foto; Divulgação.

Com um elenco formado por atores com Síndrome de Down, autismo e deficiência intelectual, o Instituto Teatro Novo apresenta a peça O Nome das Coisas  nesta sexta (20), a partir das 20 horas. O local da apresentção é no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Centro de Niterói. O espetáculo é grátis e terá apresentação em Libras, a Língua Brasileira de Sinaus.

O autor da peça é o dramaturgo Leonardo Corajo, que realizou uma residência artística de oito meses no mesmo teatro. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas.

O espetáculo mergulha nos desafios de lidar com a linguagem, força que pode libertar ou aprisionar, acolher ou julgar. Com inspiração nas palavras do filósofo Ludwig Wittgenstein – “os limites da linguagem denotam os limites do meu mundo” – os artistas questionam os termos que a sociedade usa para rotulá-los e afirmam suas próprias formas de comunicação.

Em cena, os atores exploram o poder da palavra, a interação com o mundo e a necessidade da compreensão. Além disso, mostram que eles têm direito à expressão plena. Com isso, a peça se torna um espaço de escuta, inclusão e resistência ao preconceito, fortalecendo a luta anticapacitista e promovendo uma cultura mais acessível em Niterói. Graças a isso, quem tem deficiência pode ocupar os palcos como protagonistas de suas próprias narrativas.
O teatro é um espaço de encontro, escuta e transformação. Aqui, eles não estão para inspirar, mas para ocupar seu lugar, falar e serem ouvidos”, afirma Leonardo Corajo, dramaturgo e diretor do espetáculo.
Sobre o Instituto Teatro Novo

O Instituto Teatro Novo é uma organização social do terceiro setor sem fins lucrativos, referência nacional em teatro inclusivo, com 18 anos de atuação em Niterói. A ONG  faz parte da Redes de Escolas Livres de Formação, do programa Olhos D’Água,Ministério da Cultura, Além disso, desenvolve projetos voltados para pessoas com deficiência, com foco em cultura, cidadania, protagonismo e enfrentamento ao capacitismo.

A instituição já produziu mais de 50 peças e teve 270 apresentações em 11 capitais brasileiras. Além disso, já viajou a teatros da Colômbia e dos Estados Unidos. Por isso, o Instituto mantém viva a metodologia de Rubens Emerick Gripp, pioneiro do teatro inclusivo. Atualmente, o dramaturgo Leonardo Corajo é o responsável pela aplicação desse método.

O Instituto, que tem o reconhecimento como ponto de cultura, já recebeu os prêmios Sérgio Mamberti, Heloneida Studart e Nicette Bruno. Ele também realiza eventos como o Festival Teatro Novo e o Cultura Surda. Com isso, há a ampliação da visibilidade de artistas com deficiência e o fortaleceimento da cultura como direito de todos.

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