Nino no Fluminense voltou a depender de uma engenharia financeira difícil. O Zenit, da Rússia, respondeu à primeira oferta tricolor com uma contraproposta por valor maior e com prazos de pagamento mais curtos, justamente o ponto que hoje trava a negociação.
Apesar do entrave, as conversas continuam. O Fluminense tenta melhorar o preço e, principalmente, alongar o fluxo de pagamento. O clube carioca quer diluir a operação no tempo, enquanto os russos pressionam por uma condição mais imediata.
Nino no Fluminense ainda depende do Zenit
A negociação não está encerrada, mas também não caminha com facilidade. Segundo o ge, o Zenit pediu mais dinheiro e menos prazo para receber. Por isso, uma conclusão positiva é considerada difícil neste momento.
O cenário coloca o Fluminense diante de uma escolha delicada. O clube deseja repatriar um ídolo recente, mas não quer assumir uma obrigação financeira pesada demais no curto prazo.
Zagueiro deixa conversas com empresários
Nino, por enquanto, acompanha o movimento à distância. O defensor deixa a condução direta com seus empresários, não descarta seguir na Europa e mantém contato com a diretoria tricolor.
Essa postura evita desgaste público. Ao mesmo tempo, mantém aberta a porta para um retorno ao clube onde virou capitão, referência técnica e símbolo da Libertadores de 2023.
Zenit ainda valoriza o zagueiro
O interesse do Fluminense esbarra também na importância de Nino para o Zenit. Recentemente, o auxiliar técnico brasileiro William de Oliveira reforçou à ESPN que o defensor é peça essencial para o clube russo.
Esse tipo de declaração aumenta o peso da negociação. Afinal, o Zenit não trata Nino como sobra de elenco. Pelo contrário, coloca o jogador como ativo esportivo relevante e tenta vender caro.
Palmeiras perdeu força na disputa
O Fluminense ainda convive com a sombra do Palmeiras. No entanto, o clube paulista se distanciou da negociação depois de avançar pela contratação de Alexander Barboza, do Botafogo.
Com isso, o Tricolor ganha um pouco mais de espaço. Ainda assim, a concorrência menor não resolve o problema principal: o acordo com o Zenit.
Capitão da Libertadores virou prioridade
Nino defendeu o Fluminense entre 2019 e 2023. Nesse período, conquistou títulos importantes, assumiu a braçadeira de capitão e liderou a equipe no inédito título da Conmebol Libertadores.
O zagueiro deixou o clube em janeiro de 2024, quando foi negociado com o Zenit. À época, assinou contrato com o clube russo até junho de 2028.
Repatriação exige equilíbrio
Para o Fluminense, a volta de Nino teria peso técnico e simbólico. O clube recuperaria um zagueiro identificado com a torcida, experiente, vencedor e adaptado ao ambiente tricolor.
Contudo, a operação precisa caber no orçamento. O retorno de um ídolo não pode virar uma conta mal distribuída, sobretudo se o Zenit insistir em encurtar os prazos.
Mercado segue aberto
A negociação entra, portanto, em fase de paciência. O Fluminense quer Nino. Nino mantém canal aberto. O Zenit aceita conversar, mas cobra mais caro e quer receber mais rápido.
Nesse tabuleiro, o desfecho ainda depende menos da vontade esportiva e mais da forma de pagamento. Se o Tricolor conseguir aproximar preço e prazo, o retorno ganha força. Caso contrário, a volta do capitão da Libertadores pode ficar novamente para depois.








