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Marquinhos consola Gabriel Magalhães e mostra liderança antes da Copa

Marquinhos consola Gabriel Magalhães após pênalti perdido na final da Champions League entre PSG e Arsenal

Marquinhos consola Gabriel Magalhães e mostra liderança antes da Copa | Rafael Ribeiro/CBF

Marquinhos consola Gabriel Magalhães em uma cena que já ultrapassou a final da Liga dos Campeões. Depois do título do PSG sobre o Arsenal, no último sábado (30), o capitão brasileiro deixou por alguns instantes a própria comemoração para abraçar o companheiro de Seleção, que havia perdido o pênalti decisivo.

O gesto ganhou força porque não nasceu apenas da solidariedade. Marquinhos viu em Gabriel a própria imagem de 2022, quando acertou a trave na disputa de pênaltis contra a Croácia e viu o Brasil cair nas quartas de final da Copa do Mundo.

Memória da Croácia voltou na hora

Marquinhos contou que começou a correr para celebrar o título europeu, mas freou emocionalmente ao ver Gabriel Magalhães de frente, sozinho, abatido e cercado pela festa adversária.

Segundo o zagueiro do PSG, aquela imagem trouxe de volta a cobrança perdida contra a Croácia. Portanto, antes de festejar, ele escolheu dividir alguns segundos com o colega brasileiro.

A decisão diz muito sobre o papel que ele assume na Seleção. Marquinhos não liderou apenas pelo braço no ombro. Liderou porque reconheceu a ferida antes que ela virasse peso maior.

Gabriel perdeu o pênalti decisivo

A final terminou empatada por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Nos pênaltis, o PSG venceu o Arsenal por 4 a 3 e conquistou o bicampeonato da Champions League. Gabriel Magalhães cobrou a última penalidade inglesa e isolou a bola.

O erro sacramentou mais um vice-campeonato europeu do Arsenal. Além disso, colocou o brasileiro no centro de uma dor pública, televisionada, imediata e cruel.

Ainda assim, Gabriel havia feito grande partida. Por isso, Marquinhos fez questão de separar a cobrança perdida da temporada construída pelo companheiro.

“Melhor zagueiro do mundo”

Na entrevista, Marquinhos revelou que disse a Gabriel para levantar a cabeça. Também afirmou que o jogador do Arsenal fez um jogo incrível e, em sua opinião, foi o melhor zagueiro do mundo na temporada.

A frase funciona como defesa pública e recado interno. Gabriel não chega à Seleção apenas como o homem do pênalti perdido. Chega como titular provável, campeão inglês pelo Arsenal e peça central do sistema defensivo de Carlo Ancelotti.

Dupla será base da Seleção

Marquinhos e Gabriel Magalhães devem formar a dupla titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O capitão do PSG disputará seu terceiro Mundial, enquanto o defensor do Arsenal fará sua primeira Copa.

Desse modo, a cena da final ganha outro significado. Dois adversários na decisão europeia voltam a ser parceiros no objetivo maior da temporada: tentar recolocar o Brasil no topo do mundo.

Liderança sem discurso pronto

O futebol costuma transformar liderança em faixa, discurso e entrevista. No caso de Marquinhos, a imagem falou antes da explicação.

Ele tinha acabado de conquistar a Champions. Mesmo assim, enxergou o companheiro derrotado antes de se entregar completamente à festa. Isso não apaga a cobrança perdida por Gabriel. Porém, reduz a solidão do erro.

Seleção precisa desse gesto

A Copa exige mais do que escalação. Exige grupo. Além disso, exige jogadores capazes de absorver pressão, proteger companheiros e transformar cicatriz em combustível.

Marquinhos sabe o que significa errar em uma disputa decisiva. Por isso, sua fala não soou como consolo vazio. Ele falou de dentro da própria queda.

Gabriel terá resposta rápida

A Seleção se prepara para a Copa com amistoso contra o Egito neste sábado (6). A estreia brasileira no Mundial será contra o Marrocos, no dia 13.

Portanto, Gabriel Magalhães terá pouco tempo para carregar a dor do Arsenal. Ele já precisa trocar o lamento pela concentração. E, nesse processo, Marquinhos mostrou que a defesa brasileira começa antes da bola rolar.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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