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Joaquín Correa no River Plate volta ao radar em crise do Botafogo

Joaquín Correa em campo pelo Botafogo antes de possível interesse do River Plate

Joaquín Correa no River Plate volta ao radar em crise do Botafogo | Vitor Silva/Botafogo

Joaquín Correa no River Plate voltou a aparecer como possibilidade de mercado em meio à grave crise financeira do Botafogo. O atacante argentino, que já havia despertado interesse do clube de Buenos Aires no início de 2026, entrou novamente na lista de opções para a próxima janela.

Segundo o site argentino El Crack Deportivo, o River trata Correa como alternativa caso não avance na tentativa de contratar Giovanni Simeone, atacante do Napoli que estava emprestado ao Torino. Até agora, porém, não há proposta oficial divulgada ao Botafogo.

River já havia sondado o atacante

O interesse não surge do nada. Em janeiro, o River Plate fez uma sondagem ao Botafogo para entender a situação de Joaquín Correa, a pedido de Marcelo Gallardo. Na ocasião, as conversas não avançaram para uma oferta formal.

Agora, o nome volta ao radar porque o River busca reforços ofensivos e avalia alternativas no mercado. Correa conhece o futebol argentino, tem experiência europeia e poderia chegar como jogador mais pronto para o setor ofensivo.

Botafogo quer valor acima da avaliação

Joaquín Correa está avaliado em 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 7,6 milhões, segundo o Transfermarkt. No entanto, o Botafogo pretende receber valor superior caso aceite negociar o jogador.

Essa diferença é importante porque o clube carioca vive pressão financeira, mas não quer transformar cada saída em liquidação. Afinal, qualquer negociação precisa ajudar o caixa sem desmontar completamente o elenco para o segundo semestre.

Crise aumenta risco de debandada

A situação de Correa não aparece isolada. O Botafogo atravessa uma crise financeira séria e tenta equilibrar duas necessidades difíceis: vender jogadores para arrecadar dinheiro e, ao mesmo tempo, reforçar o elenco.

O problema ficou ainda mais delicado porque o clube sofreu o quinto transfer ban da Fifa. A punição mais recente ocorreu por falta de pagamento de multas administrativas, e a reincidência levou a nova sanção por prazo indeterminado.

Transfer bans travam o planejamento

Na prática, os transfer bans impedem o registro de novos jogadores enquanto o Botafogo não resolver as pendências. Portanto, vender atletas pode gerar dinheiro, mas também amplia o risco esportivo caso o clube não consiga registrar reposições.

Esse é o ponto mais sensível da janela. A SAF precisa fazer caixa, quitar dívidas e recompor o grupo, mas cada saída sem substituto aumenta a fragilidade do elenco.

Danilo deve sair após a Copa

Além de Joaquín Correa, Danilo aparece como nome praticamente certo para deixar o Botafogo depois da Copa do Mundo. O volante despertou interesse de Palmeiras e Flamengo, além de clubes europeus, e já vive situação indefinida no clube.

John Textor também alimentou a novela ao criticar a postura do jogador e admitir que ele pode acabar no Palmeiras caso o clube paulista mantenha interesse.

Barboza já tem caminho definido

Outro caso relevante é Alexander Barboza. O zagueiro tem acordo para defender o Palmeiras na janela de julho, em negociação de cerca de R$ 20 milhões, segundo o UOL.

A saída do defensor mostra que o processo de desmonte já começou antes mesmo de uma definição sobre Correa ou Danilo. Por isso, a preocupação interna com uma debandada ganha mais peso.

Outros nomes receberam sondagens

O Botafogo também recebeu sondagens por outros jogadores do elenco. Matheus Martins, Newton, Kadir e Vitinho aparecem entre os nomes monitorados por clubes brasileiros ou do exterior.

Newton interessa ao São Paulo, enquanto os demais seguem no radar de mercado. Ainda assim, nem toda sondagem vira proposta. O clube avalia cada caso de acordo com valor, necessidade de caixa e impacto técnico.

Venda pode aliviar, mas também cobrar preço

A possível saída de Joaquín Correa ilustra o dilema alvinegro. O River Plate representa uma vitrine forte, e o atacante argentino pode ver com bons olhos um retorno ao país. Entretanto, o Botafogo precisa pesar se o valor recebido compensa a perda esportiva.

Em um clube sem liberdade plena para registrar reforços, cada venda exige cálculo maior. Não basta arrecadar. É preciso saber se haverá como substituir.

Segundo semestre preocupa

A diretoria da SAF teme que a crise financeira atrapalhe o planejamento do segundo semestre. A equipe ainda tem competições importantes pela frente e precisa manter competitividade em meio ao aperto.

Por isso, a janela pode definir mais do que entradas e saídas. Ela pode indicar o tamanho real da reconstrução financeira e esportiva do Botafogo depois de um ciclo de investimentos altos, dívidas acumuladas e punições internacionais.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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