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Summer Game Fest 2026: Crossfire volta em reboot com foco narrativo e combate em terceira pessoa

Crossfire mostra Layla Qassam em combate tático no trailer revelado durante o Summer Game Fest 2026

Summer Game Fest 2026: Crossfire volta em reboot com foco narrativo e combate em terceira pessoa | Divulgação/That’s No Moon

O Crossfire voltou durante a Summer Game Fest 2026 em uma forma bem diferente daquela que marcou a franquia. O clássico shooter ganhou um reboot completo, agora com proposta single-player, foco narrativo, câmera em terceira pessoa e combate tático baseado em furtividade.

Além disso, o novo jogo será desenvolvido pela That’s No Moon, estúdio fundado em 2021 por veteranos da indústria. A equipe reúne profissionais que já trabalharam em franquias como Call of Duty, God of War e The Last of Us, o que ajuda a explicar a ambição cinematográfica do projeto.

Crossfire troca FPS online por aventura narrativa

O Crossfire original ficou conhecido como um jogo de tiro em primeira pessoa online, baseado no conflito entre grupos mercenários, como Global Risk e Black List. No entanto, o reboot muda quase tudo: câmera, ritmo, estrutura e foco de campanha.

Desta vez, a experiência mira uma história fechada para um jogador. Portanto, quem esperava apenas um retorno competitivo tradicional encontrou outra proposta: um thriller militar com ficção científica, cobertura tática e personagens em conflito.

Layla Qassam será a protagonista

A história acompanha Layla Qassam, mercenária que encara destruição e mudança como caminhos possíveis para resolver problemas. Ela será a personagem controlada pelo jogador ao longo da campanha.

Ao lado dela estará Delroy Cross, outro mercenário, mas com visão de mundo mais pacífica. A relação entre os dois promete sustentar parte importante da tensão narrativa, já que eles não enxergam missão, guerra e progresso da mesma maneira.

Combate aposta em cobertura adaptativa

O maior diferencial técnico apresentado pela That’s No Moon está no sistema de cobertura. Em vez de usar apenas barreiras óbvias, caixas ou muros desenhados para o jogador se esconder, Crossfire aposta em um sistema chamado Adaptive Cover.

Na prática, o jogo tenta levar a sério as irregularidades do ambiente. Pedras, rochas e formações naturais poderão servir como proteção, dependendo do formato, da posição e do risco da situação. Assim, o campo de batalha fica menos artificial e exige mais leitura do espaço.

Furtividade será essencial

O novo Crossfire não parece querer premiar correria cega. Pelo contrário, a proposta valoriza furtividade, flanco, observação e letalidade realista. Segundo a prévia apresentada à imprensa, poucos tiros podem derrubar Layla, o que torna cada erro mais caro.

Com isso, o jogador precisará escolher melhor quando avançar, quando se esconder e quando eliminar inimigos. A ação continua presente, mas o jogo tenta trocar o tiroteio aberto por tensão de campo, paciência e estratégia.

Ficção científica entra na guerra

Apesar da aparência inicial de shooter militar, Crossfire também terá elementos de ficção científica. O jogo mistura armamento convencional com tecnologia avançada, incluindo recursos como camuflagem e invisibilidade usada por Delroy.

Essa combinação ajuda o reboot a se afastar do realismo militar puro. Portanto, a guerra aparece como ponto de partida, mas a campanha deve explorar tecnologia, ideologia e dilemas de sobrevivência em escala maior.

Sem data de lançamento

A That’s No Moon ainda não revelou uma data ou janela de lançamento para Crossfire. Mesmo assim, o estúdio confirmou versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

Assim, o primeiro trailer funciona mais como apresentação de conceito. Ele mostra o tom, os protagonistas e a virada estrutural da franquia, mas ainda guarda detalhes sobre gameplay contínuo, duração, progressão e missões.

Por que o anúncio chama atenção

O anúncio chama atenção porque Crossfire não volta apenas como atualização de marca. Ele retorna com outra linguagem. Sai o foco principal no FPS online competitivo. Entra uma campanha narrativa, em terceira pessoa, com ambição cinematográfica e sistema de cobertura mais orgânico.

Essa mudança pode aproximar a franquia de outro público. Ao mesmo tempo, também cria uma cobrança maior: o reboot precisará convencer fãs antigos de que essa nova direção faz sentido.

Coluna Tecnologia e Inovação, no portal de notícias Folha do Leste, com Enzo Carvalho
Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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