E mais uma vez balões foram apreendidos no RJ voltaram a mobilizar a Polícia Militar na manhã deste domingo (9). Segundo a corporação, agentes do Comando de Polícia Ambiental recolheram sete artefatos em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e outro em Maricá, na Região Metropolitana.
Em Arraial do Cabo, a ação ocorreu após denúncia anônima sobre um festival de balões. No local, os policiais apreenderam sete balões, uma bandeira de oito metros e material inflamável. Os suspeitos fugiram pela área de restinga ao perceberem a chegada das equipes.
Balões foram apreendidos após denúncia
A ocorrência de Arraial do Cabo foi registrada na 132ª DP. A Polícia Militar informou que os agentes chegaram ao local depois de receberem informações sobre a movimentação de pessoas envolvidas com os artefatos.
Além dos balões, a apreensão de material inflamável reforça o risco da prática. Como esses objetos podem cair longe do ponto de soltura, eles colocam em perigo residências, áreas de vegetação, hospitais, casas comerciais e redes elétricas.
CPAm também recolheu balão em Maricá
Em Maricá, agentes do CPAm apreenderam um balão de aproximadamente cinco metros. A equipe seguia para a Lagoa de Jaconé quando avistou o artefato em queda e realizou a captura.
O material foi encaminhado para a 82ª DP, em Maricá. O caso amplia a sequência de ocorrências envolvendo balões no estado e reforça a preocupação das autoridades ambientais e de segurança.
Casos recentes acenderam alerta
As apreensões deste domingo se somam a outros episódios recentes no Rio de Janeiro. Em 26 de abril, um balão de aproximadamente 20 metros caiu na entrada da emergência do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, e provocou pânico entre pacientes e moradores do entorno.
Sendo assim, na ocasião, um grupo de motociclistas chegou a invadir a área hospitalar para tentar recuperar o material. Assim, o balão também destruiu parte do telhado e a caixa d’água de uma casa ao lado da unidade de saúde.
Dessa forma, relatos apontaram que havia crianças e idosos aguardando atendimento na emergência no momento da queda. Por isso, o episódio aumentou a preocupação com os riscos causados por balões em áreas urbanas.
Além disso, uma semana antes, uma casa de festas em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, foi invadida por cerca de 40 homens armados. Assim, o grupo entrou no local para resgatar um balão de aproximadamente 10 metros de altura.
Soltar balões é crime ambiental
Enfim, soltar balões pode provocar incêndios em residências, atingir áreas de vegetação, danificar redes elétricas e colocar vidas em risco. Além disso, a prática pode causar prejuízos materiais e mobilizar equipes públicas em situações de emergência.
A fabricação, venda, transporte ou soltura de balões é crime ambiental, previsto na Lei nº 9.605/98. Quem for flagrado pode responder criminalmente e sofrer punição com multa ou pena de um a três anos de prisão.








