
Para o CEO Álvaro Martins, as atualizações da Lei de Incentivo ao Esporte tem desafios para este ano. Foto: Divulgação.
Desde o mês de março, está aberto o período para quem desejar captar recursos para projetos esportivos. E a atualização da Lei de Incenntivo ao esporte para este ano apresenta desafios novos. Isso porque um dos objetivos para quem busca apoio por essa via em 2026 é o de reduzir incertezas.
O ano passado consolidou tal legislação como Política Pública permanente. Isso significa uma alteração profunda na forma como empresas, entidades e o próprio Estado enxergam o esporte no Brasil. Em 2024, foram houve a instalação de 2.524 projetos graças a essa lei. Por isso, houve o benefício a 1.408 entidades em 26 estados e 585 municípios. O volume financeiro atingiu R$ 1,2 bilhão. Tal número foi um recorde histórico desde a criação da LIE há 19 anos.
Reduzir incertezas e ampliar previsibilidade são efeitos da transformação da Lei de Incentivo ao Esporte que não é mais vista como sazonal. Se bem conduzida, a LIE pode consolidar-se como uma das políticas públicas mais impactantes do país. Ao combinar responsabilidade fiscal, engajamento empresarial e desenvolvimento territorial, o Brasil demonstra que incentivo não é privilégio — é estratégia.
Execução melhor do projeto como desafio
O desafio agora não é apenas captar mais, e sim, executar melhor. Recordes financeiros precisam ser convertidos em influência mensurável, governança sólida e transparência. De acordo com Álvaro Martins, CEO da empresa AR Lei de Incentivo ao Esporte, oO próximo Relatório do Ministério do Esporte será fundamental para avaliar eficiência e capilaridade.
Priorizar projetos de natureza educacional, comunitária e inclusiva. O modelo reafirma que o incentivo fiscal deve servir à coletividade. O que definirá o futuro da Lei não será somente a arrecadação, mas a capacidade de transformação dos recursos incentivados em legado social duradouro. Há maior consciência sobre o papel da renúncia fiscal e a proposta de transformação social”, diz Álvaro Martins afirmando que a Lei Complementar 222 é um divisor de águas para o futuro dos esportes balizados pela Lei de Incentivo ao Esporte.
Em um vídeo gravado com exclusividade para o portal Folha do Leste, Martins comenta mais a respeito.
Em 2025, 5.621 projetos foram aptos à captação, e o portfólio disponível oferece diversidade temática e territorial. Marcas encontram na Lei oportunidade concreta de alinhar responsabilidade social, reputação e desenvolvimento local. Não se trata apenas de associar imagem ao esporte, mas de investir em formação cidadã, inclusão e dinamização econômica.
Enquanto o setor aguarda o Relatório oficial do Ministério do Esporte sobre o desempenho de 2025, especialistas estão otimistas quanto à quebra do recorde de volume financeiro captado em 2024 quando atingiu 10 dígitos pela primeira vez desde o início da série histórica. E o investidor respira mais aliviado, conferindo a segurança jurídica almejada.







